Quantas vezes o amor aparece numa vida?
O amor depende do tempo?
Ele precisa burlar o sistema do mecanismo de defesa inconsciente, passar pelas primeiras fases de mentiras, proteções e desistência.
O amor precisa passar pela fantasia e dar de cara no muro com a rotina, o tédio, o banal.
O amor precisa passar pelo erro?
O amor precisa falhar pra ser completo?
Ele precisa persistir? Precisa se sentir livre pra poder escolher voltar? O amor precisa ser uma escolha?
É possível um caminho de confiança que seja rápido?
E é possível criar intimidade sem confiar?
O amor é definitivamente um exercício de paciência...
O tempo dele corre contrário ao tempo da sociedade, assim como ao cuidar de um jardim.
Nossas defesas estão relacionadas aos nossos medos e a vulnerabilidade é sentida como morte.
Ironicamente, o amor só pode ser experimentado através da vulnerabilidade...
Então pra amar é necessário sentir que morreu?
O amor é trabalho? É uma decisão ativa? Será necessário aprendê-lo e sustenta-lo como uma prática?
Ou ele só existe...?
O amor precisa de presença, de realidade e da assimetria mais do que a própria beleza em si?
E ainda assim uma capacidade de tornar belo o objeto amado.
O amor requer uma disposição por fazer pelo outro. Requer atenção plena. Requer cuidado: lavar as mãos antes de tocar um coração.
Conhecer a alguém profundamente requer uma abertura de campo de percepção gigante...
Ouvir o que não é dito. Ver o que não é mostrado. Sentir o que não é tocado...
E o amor nos faz mais espertos... Mais despertos... Seres melhores.
Amor não é algo para se conquistar. Amor é algo para dar. E só se pode dar, quando você o tem.
Quantas vezes o amor aparece em uma vida?
Infinitas vezes quando temos ele dentro de nós.
Eac - Psicodeologias














