A gig to remember ❤ Huge thanks to @thevoynichcode @fortunetellerpt, The Fallen Reign and Dear Watson for a great evening 👊 pic by:@ruben_costa #undergroundmusic #CenaNacional
seen from Yemen

seen from United States
seen from Brazil
seen from United States
seen from United States
seen from Thailand
seen from Belarus
seen from India

seen from United States
seen from Philippines
seen from Switzerland

seen from Thailand
seen from China

seen from United States

seen from Malaysia
seen from Japan
seen from United States

seen from United Kingdom
seen from United States

seen from United States
A gig to remember ❤ Huge thanks to @thevoynichcode @fortunetellerpt, The Fallen Reign and Dear Watson for a great evening 👊 pic by:@ruben_costa #undergroundmusic #CenaNacional
Cena: Os Famosos e os Duendes da Morte
"Longe é o lugar onde a gente pode viver de verdade"
Em nosso segundo achado do Cena Nacional, a transição da adolescência junto com as dúvidas, perspectivas e anseios, são retratados sob o olhar de um jovem. Uma narrativa onde a libertação dos sonhos é aprisionada em uma pequena cidade e traduzida perfeitamente por uma linguagem poética e um apelo sensorial da direção. De fato, uma das maiores experiências cinematográficas de solo brasileiro.
Um filme pouco conhecido, talvez incomum, uma obra feita não para ser simplesmente assistida, mas sim para ser sentida. O longa do diretor Esmir Filho tem um nome que não chama muito a atenção, “Os Famosos e os Duendes da Morte” é talvez uma das maiores revelações do cinema brasileiro.
A história é inspirada no livro de título homônimo de Ismael Cappele (que também co-assina o roteiro) e se passa em uma região isolada do Rio Grande do Sul, onde vive um garoto sem nome, que se autodenomina “Mr Tamborine Man” (em homenagem ao seu ídolo Bob Dylan). O menino vive em um universo único, sob a realidade onírica na qual a vida virtual é a única verdade. Guiado pela música de Bob Dylan, ele mergulha em suas lembranças até que o surgimento de uma figura misteriosa desencadeia uma série de acontecimentos em sua vida até então previsível.
"Estar perto não é físico."
O diferencial está em sua subjetividade, naquilo que está implícito nos personagens, na arte dos gestos e na essência da adolescência captada pelo filme. Ao longo da narrativa os diálogos são um pouco confusos, as imagens e sons tornam-se responsáveis por conduzir o espectador pela poesia da não-palavra.
Esmir Filho conduz a trama de forma sensível, a fotografia além de uma estética belíssima, possui uma impressionante riqueza de detalhes, que proporcionam introspecção e reflexão. E sem esquecer da trilha sonora, que trás Bob Dylan entre outros artistas que complementam os sons da trama. Confira o trailer:
O longa teve diversas indicações e prêmios, inclusive o de Melhor Longa Iberoamericano de Ficção em 2010 pelo Festival Internacional De Cinema De Guadalajara. "Os Famosos e os Duendes da Morte" é um filme para ver, rever e sentir.
Cena Nacional: Amores Possíveis
Vejo muitas pessoas falarem negativamente sobre o cinema nacional de forma que já virou clichê falar mal do próprio, porém, a belos filmes brasileiros que em alguns casos por não serem tão divulgados, não tiveram a atenção e nem o reconhecimento merecido.O Cinestatic Talks apresenta agora o Cena Nacional, que vai mostrar algumas “relíquias” do cenário, provando que cinema brasileiro não é apenas Tropa de Elite.
E para iniciar a série, “Amores Possíveis” dirigido por Sandra Werneck trata de forma inteligente e sensível sobre destino, escolhas e o tempo. Pois quem nunca se perguntou “e se eu não tivesse saído àquela noite?” ou “e se eu tivesse ido a outro lugar?” questionamentos sobre como poderia ter acontecido são tão comuns, que a diretora brinca com esse jogo do acaso, construindo uma delicada narrativa.
Carlos (Murilo Benício) e Júlia (Carolina Ferraz) marcam de ir ao cinema, mas ela não aparece. Desse desencontro são criadas três histórias diferentes sobre os possíveis acontecimentos posteriores com o casal. Primeira: cada qual foi para o seu canto após o desencontro. Segunda: eles se casaram, mas Carlos troca de opção sexual e resolve viver uma paixão com o colega de futebol. Terceira, uma mãe totalmente dominadora (Irene Ravache, a incrível) que se intromete nas relações do filho, um mulherengo. Três histórias de amores possíveis entre Carlos e Júlia.
O roteiro é conduzido de forma que envolve o espectador e que inevitavelmente nos provoca reflexões sobre o “e se?”. Palmas para a direção de Sandra Werneck que de maneira equilibrada cruza as três histórias a todo o momento durante o decorrer do filme.
Amores Possíveis foi lançado em 2001, e levou premiações de Melhor Atriz Coadjuvante (Irene Ravache) no V Brazilian Film Festival of Miami e também de Melhor Filme Latino-Americano, no Sundance Film Festival.
A trama trás os assuntos “alma gêmea” e “destino” que atualmente já estão banalizados em meio a uma sociedade que vive a pós-modernidade e sua fragilidade nos relacionamentos interpessoais, o que também é retratado no longa. Amores Possíveis é um daqueles achados nacionais que valem a pena por na lista dos filmes para ver, então veja o trailer aqui.