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Beer #5: PatrÃcia Cadete (amigos no Facebook desde Outubro 2010, 89 amigos em comum)
Este post, não é só importante para mim, como marca o inÃcio de um novo cÃclo para a PatrÃcia. E confesso: esta imperial já devia ter acontecido há mais tempo.Â
Conheci a PatrÃcia na faculdade (conhecer não é bem o termo, porque nunca trocámos mais do que 3 palavras, mas lembro-me bem dela). Depois de duas boas imperiais na Cerveteca, percebi que há por aà demasiadas pessoas que vale a pena conhecer. A PatrÃcia é uma delas.
Depois de 3 anos a fazer jornalismo, a PatrÃcia virou do avesso o seu percurso na RTP, tal como as pessoas que viraram do avesso as suas vidas na sua última reportagem que passou no domingo. E eu sinto-me no meio da loucura da PatrÃcia, não só desde a conversa da nossa imperial, como desde o dia em que ela me ligou para perguntar o quão fácil é largar aquilo que se gosta mais de fazer, quando se tem vontade de experimentar o Mundo. Este telefonema fez-me sair da secretária e demorou uns 30 minutos. Só por isso, sabia que esta conversa com a PatrÃcia ia ser boa.
Não é fácil. Nem é o caminho mais fácil. Também o fiz há uns meses. Não pode haver margem para arrependimentos nem barreiras para os desafios - ou porque a idade não permite (e olhem-me a PatrÃcia, o que ela já construiu), ou porque somos demasiados ambiciosos e a vontade de agarrar o Mundo é ainda maior.
Se na conversa houve espaço para falar de compra e venda de animais (um freestyle no meio de tudo aquilo que trocámos) e avaliar os prós e contras de tudo isto, como dois dealers na Praça das Flores, mas ali de copo na mão (e vá, não nos interpretem mal), mais importante ainda foi a ideia que trocámos sobre o tipo de conteúdo que as televisões portuguesas andam a criar. E sinceramente, não é estar tudo mal. É haver tanto para fazer. No entanto, nós estamos aqui, cheios de vontade para criar, fazer acontecer (e é verdade, nós também nos culpamos por ainda acharmos que conseguimos mudar o Mundo, mas que assim seja).
A cerveja desapareceu e a conversa nem ficou a meio, por isso ficou a promessa de uma jantarada, cheio de Nana, um vinho que a PatrÃcia foi descobrir no 150 Gramas em Vila Franca de Xira (apanhem esta, porque é um dos melhores restaurantes de tapas que aà anda e não é assim tão longe de Lisboa).Â
São apenas suposições, mas eu acho que para além deste novo desafio, a Patricia vai perceber aquilo que realmente quer - seja no jornalismo, na publicidade, ou a escrever um livro. Porque há tanta margem para fazer e ainda tanto para criar. O tempo é que é curto para tudo isto.
Vai Patricia, sem medo. E se não der, muda o caminho. Sem perderes tempo onde queres chegar.
Eu bebi uma Brewsky Tree Fourteen (isto é óptimo) e uma Rosa Viçosa da Dois Corvos, a Patricia ficou pela Weihenstephaner.