And that’s the truth It don’t feel good, but honey it feels right.
Quem: Thomas Dashner e Susie Fowler
Quando: 18/01
Onde: Constance High School
Susie: Soltou um suspiro baixo ao perceber que estava desenhando mais uma vez na aula de história, na verdade, era a única coisa que ela fazia desde do beijo que teve com Thomas. Mesmo que tentasse evitar, era praticamente impossível tirar da cabeça o que aconteceu. Por um momento pensou que aquilo acontecia pelo o simples fato de ter aula com ele quase todos os dias da semana, mas as coisas se complicaram um pouco quando percebeu que antes de dormir a única coisa que invadia sua mente era aquele maldito beijo. Agradeceu mentalmente pelo o sinal ter tocado, indicando o final da aula. Folheou seu caderno enquanto Dashner arrumava suas coisas e se deparou com a prova que fizera de história, esboçando um sorriso leve e convencido ao ver sua nota. Esperou que todos os alunos saíssem da sala de aula, impedindo que o professor saísse ao meter sua mão no meio do caminho afim de mostrar a nota da prova. "Até que você não é um professor muito ruim.." Disse, sorrindo de uma força sarcástica. Fowler não sabia muito bem como teve coragem de falar com ele naquele momento, ela apenas fez, sem se preocupar com o quão estranho aquilo seria após o fato que ocorreu há algum tempo atrás.
Thomas: Estranhamente Susie estava sendo a última a deixar a sala e aquilo o estava nervoso, será que ela estava esperando pra falar com ele? Eles não se falavam desde a tarde do beijo e ele não sabia bem como trata-la depois disso. Ela era sua aluna, não podia falar como se fosse qualquer uma de suas peguetes e ele não queria falar com ela como se fosse mais uma de suas peguetes. Tinha arrumado todas as duas coisas alinhadamente na bolsa que usava pra trabalhar e estava pronto pra deixar a sala antes que esbarrar na ruiva, mas não previu que ela o impediria de deixar o cômodo - O que? - Olhou pra ela confuso e deu uns dois passos pra trás pra encara-la direito. Olhou a nota que ela ostentou e revirou os olhos - Como se o fato de eu ser um bom professor fosse alguma novidade - Disse sem pensar até achando bom não ter pedido seu jeito de revidar - Eu disse que seu problema era a falta de atenção e não o meu ensino - Cruzou os braços afim de dar ainda mais certeza no que falara.
Susie: Arqueou uma das sobrancelhas enquanto ainda estampava o sorriso sarcástico no rosto ao ver o rapaz revirando os olhos. Sentindo, provavelmente, a mesma sensação que o moreno sentiu quando vira a nota baixa da primeira vez. "E eu já disse, história não é um dos assuntos mais interessantes ou dignos de ter minha atenção." Retrucou, tirando a folha da prova da frente dele. Aquele era o momento em que Fowler não sabia o que fazer, tentar continuar uma conversa baseada em provocações ou voltar para a sua carteira, pegar suas coisas e sair dali o mais rápido possível? De todas as sensações estranhas que sentia em relação a Dashner, só havia uma que ela não entendia, o fato de se importar em falar ou não com ele todos os dias.
Thomas: O jeito como Susie reagia as suas reações fazia Thomas sentir-se impotente, como se nada que ele fizesse a tirasse do sério como ela o tirava. Tensionou os músculos dos braços pra aperta-los ainda mais sobre o peito afim de se concentrar em coisas bobas além dos movimentos que a boca dela fazia ao falar - Sem história, sem o que eu ensino, a sociedade hoje não aprenderia com os erros e nós viveríamos na decadência como a Idade Média - Falou automaticamente como se falasse aquilo sempre e pra todo mundo, o que não deixava de ser verdade - Bom, mas enfim, que bom que gostou da sua nota. Foi um ótimo feito já que quem corrigiu foi um outro professor de uma turma avançada. Não achei ético eu, como seu professor particular, corrigir sua prova - Mexeu a cabeça um pouco sem graça falando qualquer coisa por não saber que assunto puxar ou por não conseguir pensar em outra coisa além de que a última vez em que ficaram sozinhos foi no dia do beijo. Desde então ele evitara.
Susie: Revirou os olhos dando uma risada breve quando escutou o argumento do garoto. "Eu acho que não se precisa de um professor para entender sobre a história de cada lugar, temos livros pra isso. E aí, você poderia poupar o mundo de te ver todos os dias dando aula." Disse na intenção de o provocar mas a verdade era que, ver Thomas, mesmo que por poucos minutos, era, estranhamente, uma das melhores coisas que havia em seus dias. "Não achou ético?" Questionou ao mesmo passo em que arqueava uma de suas sobrancelhas. "E o que você acha de beijar uma aluna na cozinha dela?" Susie o fitava, observando cada expressão de seu rosto ao perguntar aquilo, e mesmo que não estivesse demonstrando, a ruiva estava nervosa por tocar naquele assunto, afinal, era a primeira vez que eles falavam sobre o que aconteceu.
Thomas: Aé e você acha que os historiadores que escreveram os livros são o que? Engenheiros? Todos são professores-pesquisadores e sem as aulas deles muitos outros livros, alunos, pesquisadores não iam existir - Sentiu-se ainda mais ultrajado com a forma como Susie menosprezava seu trabalho, ele fazia de tudo pra prender a turma numa aula legal, mas ela sempre o boava pra baixo daquela forma - Se não gosta, troca de turma ou faz um abaixo assinado. Volto pra Londres então - Soltou o ar com força, de uma forma até infantil, mas por um momento aquilo o chateou de verdade, por mais que negasse ia ser ruim não poder ver Susie, mesmo que de longe no colégio. Foi pego de surpresa com a pergunta da menina e piscou algumas vezes antes de processa-la. Ele não sabia o que responder, afinal, era muito errado o que ele fizera. Mesmo que tivesse gostado, realmente não era ético. Ele não tinha argumentos - Eu acho errado e que não deve se repetir, mesmo que a aluna provoque e corresponda como correspondeu - Franziu a testa ao responder de uma vez.
Susie: Fez uma cara pensativa quando ouviu o que o rapaz dissera. "Você deveria ficar com a parte de pesquisa e deixar as aulas para professores melhores." Falou por fim, sabendo que aquilo iria o irritar. Por mais divertido que estivesse sendo o provocar daquela forma, Susie ainda ficava receosa por falar tais coisas. Ela sabia que ensinar era algo importante para Thomas, mas falar daquele modo com o professor era uma forma de provar para si mesma que não estava sentindo nada de diferente após o beijo, coisa que obviamente não estava dando certo, já que a única coisa que fizera desde então era pensar no moreno. Estreitou os olhos quando o ouviu falar, sem conter um leve sorriso no canto dos lábios. "O professor também pareceu corresponder. Corresponder muito bem, se me permite dizer." Respondeu, ainda com um sorriso nos lábios.
Thomas: Bufou ao cruzar os braços em reação ao que Susie dissera, encostou-se na mesa como se fosse sentar vendo que não iria mesmo embora agora - Talvez eu faça isso mesmo, pelo menos vão saber valorizar meu esforço em outro lugar. Quando esse ano de experiência acabar, não se preocupe, você não vai mais me ver - Deu de ombros e mesmo que uma parte de si enchesse o saco o lembrando que aquilo seria ruim pra ele, não ver a ruiva, mas talvez fosse melhor. Aquilo era errado - Eu sei, mas não deixa de ser errado. Pros dois - Falou mais baixo temendo que alguém os escutasse, era o fim de sua carreira se fossem pegos numa fala de aula falando esse tipo de coisa - O que você quer dizer com correspondeu muito bem? Você gostou? - Ergueu as sobrancelhas quando se deu conta e se pegou tendo mais esperança que o normal pra que a resposta dela fosse sim.
Susie: Ergueu uma de suas sobrancelhas, dando um pequeno estalo com a língua. "Parece que Zeus escutou minhas preces então." Respondeu com um tom distraído, tentando não aparentar que se importar com o fato do rapaz ir embora. Fowler não entendia o que estava acontecendo dentro de si mesma, quer dizer, eles só se beijaram uma vez e Susie o odeia mais do que qualquer outra coisa em toda sua vida no colegial, então, por que diabos estaria sentindo algo por ele? Tentou afastar aqueles pensamentos, se focando apenas em deixar Thomas irritado, era o que ela sabia fazer de melhor, porém, fora surpreendida com a pergunta do professor. Abriu a boca várias vezes tentando formular uma resposta sarcástica mas não conseguia simplesmente mentir, não depois de ter o beijado. "Gostei, ou você acha que fiquei quase meia hora com a língua dentro da sua boca porque estava sendo obrigada?" Perguntou com um tom irônico, porém baixo. Cruzou os braços sobre o peito, apertando-os contra si, e só quando amassou um pouco da folha da prova que estava na sua mão percebera o quão nervosa ficara naquele momento.
Thomas: Ótimo, pelo menos vou fazer você ao menos uma vez - Revirou os olhos ainda com os braços esticados decidindo se ficava mais irritado ou triste com isso. Ele não queria ser dramático, longe dele, mas era ruim quando seu ensino não alcançava seu objetivo. Não tinha se dedicado tanto tempo na faculdade atoa. Alem do mais, Susie, em especial, odiando tanto sua matéria e a ele o incomodava ainda mais, ele queria de qualquer forma provar que ela sentiria sua falta se ele deixasse a instituição. Viu a expressão dela mudar e quase sorriu abertamente quando a viu sem reação, pelo menos uma vez ele a tinha deixado daquela forma. Uniu os lábios numa linha reta gostando mais da resposta dela do que deveria, deu um suspiro longo enquanto sua cabeça exclamava o quanto errado era ele querer reviver aquele beijo, mas era inútil. Ele queria e ela havia gostado - Ok, era tudo que eu precisava saber - Não pensou duas vezes em puxar a garota com um braço pela cintura e unir seus lábios sem aviso prévio. Realmente, se tivesse pensado duas vezes, não faria, então lá estava ele beijando Fowler mais uma vez.
Susie: Deu de ombros com o modo como o garoto falou, dando aquele assunto por encerrado. Olhando para todos os cantos da sala menos para os olhos do rapaz, o encarar no momento em que sua mente estava tão confusa poderia ser um erro, cada vez que o olhava não conseguia esconder o fato de que queria o beijar mais uma vez. Aquela vontade constante de o querer por perto era algo totalmente estranho, não só por ser um sentimento novo da garota em relação a qualquer outra cara, mas ser justamente com Thomas. Direcionou a atenção para o moreno quando ouvira o mesmo falar, revirando os olhos. Falar a verdade para Dashner só piorara as coisas, agora ele ficaria mais convencido do que é, coisa que acabaria totalmente com suas tentativas de o provocar. A ruiva não sabe bem o que e como aconteceu, em um momento estava bufando por ter sido tão estúpida a ponto de admitir algo daquele tipo e no outro se encontrava com os lábios do professor novamente nos seus, e por mais errado que pudesse ser, ela não resistiu nem um pouco. Jogou o papel da prova no chão levando, automaticamente, suas mãos para as laterais do pescoço do rapaz enquanto fechava seus olhos um pouco forte, tentando entender se aquilo era real ou mais um de seus sonhos durante a noite.
Thomas: Temeu que alguém entrasse na sala, temeu que fossem pegos, temeu que fosse demitido, mas nada disso era pior do que desgrudar seus lábios dos da ruiva nesse momento. O desejo impresso naquele beijo era maior do que ele pintava pra si mesmo, onde ele escondia tudo aquilo a ponto de resistir uma aula inteiro só a olhando? Espalmou uma de suas mãos sobre as costas da Susie, a trazendo pra mais perto e aprofundar o beijo como de devia e sua outra mão foi levada até o cabelo dela numa forma de mantê-la consigo, mesmo que involuntária. Abriu mais os lábios ao sentir que ela o correspondera e passou sua língua pelo lábio inferior dela como se pedisse passagem pra que sua língua encontrasse a de Fowler. Então era assim a sensação de beijar alguém que você desejava tanto com o risco de serem pegos? Seu coração acelerou não só por conta da adrenalina e ele respirou fundo pra tentar controlar-se.
Susie: Mesmo finalmente percebendo que aquilo era mesmo real, Susie não recuou. A sensação dos lábios de Dashner nos seus era bem mais forte do que o medo que tinha de ser pega na sala de aula, nada mais fora daquela sala importava, portanto que estivesse com seu corpo colado no do rapaz. Levou uma de suas mãos até a nuca do moreno, arranhando de leve antes de puxar seu rosto para mais perto na tentativa de aprofundar cada vez mais aquele beijo, que parecia nunca ser o suficiente. Sua outra mão subiu até os cabelos de Thomas, adentrando seus dedos nos fios negros e os puxando um pouco forte. Aquilo era errado, errado demais, mas quem se importava quando tudo o que percorria em seu corpo era a adrenalina de estar beijando o seu professor no colégio onde estudava.
Thomas: Colocou um pouco o cabelo de Susie pro lado pra poder ter mais liberdade na região que ele cobria e desceu a mão, que estava na nuca da garota, devagar pelas costas da mesma até encontrar a que estava na altura da cintura dela. Afagou a pele da garota num abraço um pouco estranho e encurvou um pouco a costas pra ficar mais da altura dela. Mordeu de leve e puxou o lábio inferior da ruiva pra aproveitar mais do gosto dela e então retomou o beijo na mesma intensidade que antes, movendo os lábios de forma urgente e ao mesmo tempo proveitosa, pra que se lembrasse bem qual era a sensação. Apertou mais um pouco os olhos já fechados como se tentasse conter os pensamentos que o diziam pra se separar, que aquilo era errado, que ela só tinha dezessete anos e pra piorar ele era sua aluna e eles estavam numa sala de aula.
Susie: Os toques de Thomas sobre seu corpo só fazia com que Susie correspondesse cada vez mais ao beijo, esquecendo-se completamente que estava em um colégio e as chances de serem pegos era de 90%, porém, nada disso a impediu de continuar, cada vez de forma mais intensa. Tinha algo em Susie que só Thomas conseguia provocar nela, nenhum outro garoto com quem ficou a conquistou da forma que o mesmo estava fazendo. Arranhou de leve sua nuca antes de levar sua mão para os braços do rapaz, os apertando de leve enquanto sugava sua língua de forma lenta. Fowler não sabia mais o que fazer para sentir Dashner mais perto de si, parecia que, mesmo com o mais intenso dos beijos, ela nunca estava satisfeita. O sabor do perigo juntamente com seus lábios colados um no outro deixava as coisas ainda mais interessantes, de uma forma que não quisesse parar nunca o que estivesse fazendo.
Thomas: Arfou entre o beijo procurando por ar, mas sem vontade nenhuma de separar seus lábios dos da ruiva pra poder respirar fundo. Ele estava sem fôlego não só por causa do beijo prolongado quanto por causa da adrenalina de está em seu local de trabalho beijando uma aluna menor de idade. Além de perder o emprego ele ainda poderia enfrentar um processo na justiça, aquilo era arriscado demais. Ainda sim, mesmo com medo, levou uma mão até a barra da camisa de Fowler, a subindo e descendo nas costas só porque não gostava de ficar com as mãos paradas, ele não seria ousado ao ponto de tirar a blusa da menina, ali. Semicerrou os olhos pra fitar a ruiva, querendo entender porque eles se odiavam tanto e ainda sim correspondiam ao beijo daquela forma, aquela atração era fora do comum, além de perigosa. Estava prestes a baixar seus lábios até o pescoço de Susie e interromper o beijo para o feito quando ouviu um barulho na porta da sala que o fez saltar. Droga, era agora, eles foram pegos, era o que o moreno pensava, já afastado da menina e com a respiração ofegante.
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Susie: Já podia sentir sua respiração ofegante devido a intensidade que aquilo estava levando, mas não quis se afastar, aliás, aproximou cada vez mais seu corpo do de Dashner, o imprensando contra a mesa que estava encostado. Sua mão que antes se encontrava nos braços do rapaz, agora estavam passeando pelo o seu peitoral, arranhando de vez em quando a região. Enquanto a outra mão continuava em seus cabelos, os puxando uma vez ou outra. Susie estava totalmente dedicada as sensações que Thomas a provocava naquele momento, tanto que quando ouviu um pequeno barulho na porta logo separou seu corpo do garoto, virando em direção ao local de onde viera o barulho. Observou bem e viu que não era nada demais, provavelmente algum dos alunos tropeçando ou algo do tipo, o que a fez soltar um longo suspiro de alívio. Fowler estava realmente assustada com o que acabara de acontecer, o que acabou fazendo a ruiva ir até sua carteira e pegar suas coisas, saindo rapidamente da sala sem nem ao menos falar algo com Dashner.
Thomas: Tentou acalmar a respiração enquanto procurava algum indício de que alguém os vira, mas o medo só o fez ofegar mais. Se aproximou da porta e a abriu um pouco pra tentar enxergar alguma coisa, mas tudo que viu foi um corredor vazio. Se alguém tivesse parado pra vê-los, no mínimo, ainda estaria cruzando a esquina do corredor. Virou-se pra Susie pra falar alguma coisa, mas não teve muito tempo entre entender o que ela estava fazendo e a ver passar pela porta. Ela nem ao menos falou alguma coisa? Bufou irritado com a garota e com sigo mesmo por se importar com o fato de não ter recebido ao menos um tchau. Terminou de juntar as suas e deixou a sala dando uma última olhada pra trás como se involuntariamente quisesse firmar mais a imagem do beijo em sua mente. Se já era difícil dar aula pra Susie, seria ainda mais impossível agora.











