[3] CHOCOLATE, 2019
O que dizer, logo eu, chocólatra?
Um drama que comove de forma intensa e permanente. Que aborda com uma sutileza impecável até as emoções mais fortes e dolorosas.
E com uma OTS de tocar qualquer coraçãozinho gelado.
Preciso me derreter ainda mais?
Lee Kang e sua mãe moravam em uma pequena cidade litorânea, onde tinham um restaurante. Lee tinha um sonho de ser cozinheiro quando crescesse e era apaixonado por chocolate. Um dia ele encontra uma jovem faminta e a leva para comer em seu restaurante. Após vê-la emocionada com a refeição, promete fazer um doce a base de chocolate para que ela retorne no dia seguinte.
A menina era Moon Cha-yeong. Que pressionada pela mãe a se alimentar de forma que mantivesse uma boa aparência para participar de concursos de beleza, acaba fugindo e encontra Lee. Ao perceber que ela se alimentou de forma inadequada, sua mãe decide acabar com a viagem e voltar para casa.
Ela não retorna no dia seguinte deixando o pequeno Lee decepcionado.
Aquele encontro mudaria a vida de Moon Cha-Yeong, que cresceu com a lembrança de Lee Kang como não somente um amigo, mas o seu primeiro amor. E por causa daquele dia, ela se tornou uma chef de cozinha, usando a comida como fonte de terapia.
A vida de Lee Kang também sofre uma trágica mudança logo depois daquele encontro. Ele é levado para Seul por sua avó paterna mesmo contra a vontade. Sua mãe decide que o melhor para eles seria abandonar o restaurante e ir em busca de uma vida melhor para os dois. Essa decisão acaba tornando Lee Kang um jovem amargurado que enterra seus sonhos junto com a paixão por chocolate.
Bom, o drama é realmente um drama!
Ele é triste e tocante que faz com que a gente reflita sobre a vida enquanto enxuga as lágrimas constantes. Ele consegue quase que de forma poética abordar até mesmo o tema mais doloroso. A morte.
Anos se passam e mesmo que de forma improvável, eles se reencontram.
Moon o reconhece e seu amor platônico se torna real, mesmo que unilateral. Eles se desencontram antes que ela possa lhe dizer quem é e voltam a se encontrar no meio de um triângulo amoroso injusto e complexo.
Entre idas e vindas de amor e ódio, Lee Kang e Moon Cha-Yeong acabam com os destinos cruzados novamente.
Ambos passam a trabalhar em uma clínica de tratamento paliativo, onde ele como médico e ela como chef da cozinha do hospital tem de lidar com os dias finais de diversos pacientes enquanto tentam seguir em frente e superar seus traumas e dramas particulares.
O drama tem diálogos sinceros e profundos, assim como relações. Trata de sentimentos pesados, tragédia, traumas e abandono em meio a muitas cenas de choro.
Mas não se engane! O drama não fere sua alma, pelo contrário, afaga.
A brevidade da vida é o ponto central do roteiro, mesmo que o romance esteja em destaque. E ainda que com histórias trágicas, o alívio da relação do casal protagonista adoçam o nosso coração.
Venho aqui destacar a trilha sonora que me deixou apaixonada e logo descobri que ao se tratar de dramas, trilha sonora é chamada de OTS. Mais uma que vai pro dicionário da iniciante aqui!
O tempero especial é a vontade de comer tudo e qualquer coisa que estejam cozinhando nesse drama! Eu como boa taurina fiquei faminta e cheia de desejos ao longo desses 16 episódios.
Porém, como nada é perfeito, apesar das ótimas atuações e cenários belíssimos, alguns pontos finais não foram pontuados, o que nos deixa com a sensação de vazio.
Faltou atenção em algumas histórias e um melhor desfecho em outras.
O romance que demora um pouco além da conta para acontecer e Lee Joon, um personagem com um potencial incrível que acabou esquecido no rolê são outros pontos negativos de Chocolate.
Mas o drama roubou meu coração e o colocou num potinho. Dá até saudades só de falar dele!
Eu crushei Dr. Lee, pode isso Arnaldo?
Chocolate está disponível na netflix e eu acho que entrei num caminho sem volta!
Qual o próximo?







