The light that never goes out | Cianus [xmas plot]
@fuck-severus
Mesmo que tivesse ignorado todas as cartas de seus pais, os três berradores que chegaram ao seu trabalho o convenceram de que deveria passar o feriado em casa. Tina e Newt pareciam dois exasperados para reunir os três filhos depois de um ano completo sem tê-los na casa ao mesmo tempo, Aeden vivia no Brasil pelo trabalho como professor enquanto que era arriscado Gweneth deixar seus dragões quando Cian deixava seus pacientes no St Mungus. Porém o feriado era unitário, dissera Porpentina Scamander através do berrador, julgando que sua tia Queenie se juntaria à eles, era de extrema importância que ao menos parecessem civilizados. Com aquilo, Cian não podia negar que revirava os olhos, fora sua própria tia que o tirou do armário aos doze anos através do dom da legilimência. A amava do fundo do coração, mas não acreditava estar pronto para contar à família sobre as performances, maquiagens ou aulas de dança. Só não queria ter que discutir com o irmão mais velho exaustivamente em uma noite que deveria ser de paz e união.
Chegando à Hogsmeade, Cian deparou-se com uma feira inteira. Por ter se envolvido muito em seu trabalho nos últimos dias, para que pudesse levar os enfermos às suas casas pelo menos no natal, não soubera sobre o evento. Em sua própria companhia, saiu atrás das lembrancinhas para todos os parentes que tinham confirmado à ida a humilde casa de criaturas dos Scamander. Em questão de uma hora, tinha várias sacolinhas penduradas nos braços e a expressão contente de quem achara tudo o que precisava. Muitos ali se distraíam na fila da comida, então as compras materiais eram facilitadas. Conseguiu a amostra de um copinho de chá escocês e o tomava quente, para esquentar as mãos desnudas, quando começou passos através de arcos de árvores com luzes encantadas que moviam-se envolta dos troncos. A vista era encantadora, só pretendia chegar à loja onde vendiam chocolates deliciosos do outro lado quando a ternura do eminente feriado pareceu decair em segundos.
Em um momento, tudo parecia brilhar e exalar alegria. As vozes eram altas, risadas e conversas ávidas, excitadas pelo clima que, apesar de frio, ainda parecia confortável como casa de vó. Em outro, depois de alguns passos, tudo perdeu um pouco do brilho, as vozes ficaram mais baixas. Uma abertura dos arcos revelou o que poderia ser a entrada para outra rua. Scamander estava um pouco longe, ainda podia virar e ir embora. Mas, ao invés disso, terminou seu chá e deixou a curiosidade ir à flor da pele. Seu ponto fraco era a curiosidade, já havia se metido em encrenca, conhecido pessoas ruins demais com aquela sua habilidade de colocar o nariz onde não era chamado. Retirou a varinha de cerejeira das vestes em prévia do pior. As formas pretas estavam viradas de costas, encurralando outra pessoa naquele beco afastado e curto. Tinha a impressão de que uma daquelas pessoas de capuz poderia se virar a qualquer momento, mas permaneceu estático, tentando desvendar o acontecimento.

















