(x-mas plot) it’s cold outside | Ciack
yaxley-n :
Ele estava completamente perdido. E não queria ser encontrado tão cedo. As coisas poderiam ser assim para sempre. Saber que tinha um mundo inteiro para enfrentar fora daquelas portas era uma triste realidade. Sua mente então apagou com o toque de Cian em suas laterais o puxando para si. Nicky não lutou contra o toque do mesmo. Ele raramente lutava. Somente quando estavam em Hogwarts, e ele nem mesmo entendia tudo aquilo. Se bem que já estavam formados fazia um tempo considerável, e Nicky não fazia ideia em que pé andavam. Ele só sabia que não conseguiria viver sem o outro. Era estranho pensar em algo tão extremo como a dependência de alguém, mas ele tinha certeza que precisava de Cian. Depender de alguém tão frágil, e mundano como Cian era um risco. Um risco que ele sabia que não conseguia mais escapar. Ao sua camiseta ser retirada ele pode sentir o frio daquela noite de natal, mas logo os dedos de Cian fizeram com que sua nuca toda arrepiasse. O lufano sempre tinha a maior parte do controle daquelas situações, obviamente, mais experiente no corpo masculino do que Nicky. Aquilo até o deixava com uma pontinha de irritação. Ele queria ás vezes ter Cian só para si, mas ele não podia.
Pode entender o sim do garoto como um sinal de aprovação, e estava prestes a avançar quando viu as mãos de Cian em seu zíper. Subiu seus olhos na direção do outro, e disse “Não.” Enquanto o mesmo beijava seu pescoço. Lutou contra todos os seus instintos, pois ele amava o toque de Cian. Ele amava a forma como Cian parecia saber exatamente cada nervo de seu corpo, e como ficava cada vez mais fácil perder seu controle perto do outro. “Eu estava tentando te dizer antes. Hoje eu quero tentar o contrário. Eu quero tentar te animar.” Um sorriso um pouco sacana passou por seus lábios. Ele devagar segurou as duas mãos de Cian que estava em sua calça e as juntou. Segurando as duas mãos alheias com uma mão só. Começou a traçar beijos da cabeça do lufano, percorrendo seu pescoço, e dando leves mordidas em seu torso. Algumas vezes levantava seu olhar tentando apreciar as feições do outro. Tentando guardar cada imagem em sua mente para dias mais frios que aquele. Sabendo que continuar segurando a mão do outro seria um empecilho levantou a cabeça. “Você deve se comportar.” E soltou o pulso alheio podendo apoiar os cotovelos na cama e continuar seu caminho de mordidas. Já havia retirado a calça do outro, então apenas uma pequena peça impedia Cian de estar completamente nu e de Nicky ter uma visão completa do outro.
Suas mãos foram para a parte interna da coxa do outro. Trilhando um caminho que logo foi acompanhado pelos lábios de Nicky. Beijando a coxa do outro da maneira mais devagar possível. Ele queria que aquela noite durasse. Eles sempre eram apressados, mas naquela noite, Nicky não tinha pressa. Eles não tinha que correr para uma próxima aula. Eles tinham todo o tempo do mundo. Nicky só não sabia se estava fazendo as coisas certo, mas ele estava tentando. Estava cruzando todas as linhas impensáveis com Cian. Suas mãos foram por cima da cueca do outro. Massageando o membro por cima daquela peça. Seus coração estava acelerado, e era obvio que até ele mesmo estava sentindo sua calça apertar por conta de tudo aquilo. Aproximou os lábios do lugar. Depositando um pequeno beijo por cima do pedaço de pano. Seus olhos retornaram para Cian. “O que você quer que eu faça?” Afinal, aquilo era para Cian. Aquele era um dia para ele ter o controle. Era tudo o que Nicky deveria ele, e era tudo o que ele iria entregar.
Instintivamente, Cian paralisou com a recusa antes de se afastar. Tinha o cenho franzido com a curiosidade que o consumia e um pouco surpreso, era incomum ser recusado naquelas situações. Foram tantas e há tantos anos, que aprendera a tornar especial o modo como levavam as coisas. A explicação que veio em seguida aumentou o nível de surpresa até que um sorriso singelo surgia na borda de seus lábios. Cian se ajeitou na cama para ter os pulsos presos acima de sua cabeça e assentiu brevemente, observando cada movimento de Nicky como seu favorito. Queria perguntar se o outro tinha certeza do que queria fazer, mas aprendera a ficar resolutamente quieto para não estragar nada. Um sacrifício pequeno que fazia por tudo que o homem lhe fazia sentir pelo corpo inteiro.Os beijos e mordidas foram recebidos por ondas de calor e pequenos calafrios, cada um com a atenção especial de respirações falhas e pouco aceleradas. Seu coração já batia rápido com antecipação, bebendo da visão extremamente íntima que tinha ali. Os músculos dos ombros de Nicky, musculosos e igualmente grandes em uma quase referência ao seu corpo que aquecia a cada centímetro na direção de seu ponto sensível.
Quando teve as mãos soltas, segurou na cabeceira da cama para ter onde apertar e sorriu para Nicky de novo até que teve o caminho de beijos nas partes internas das coxas. Cian fechou os olhos e separou os lábios para permitir que um gemido saísse, angustiado e agradecido pelo tempo de dedicação que Yaxley tomava. Não era mais uma vez em Hogwarts com pressa e breves nuances de asco, estavam longe de voltarem a ser aqueles adolescentes que, sem perceberem, se enroscaram um na vida do outro. Tinha tanto em apenas ser Nicky, as mãos de Nicky, os lábios de Nicky, que Cian não pode controlar seu corpo de querer mais. De estar ao ponto de querer arquear as costas para exigir mais no menor tempo possível, que fossem até o limite vezes o suficiente àquela noite, só para lembrar que podia ter o que mais desejava. Em tom distorcido e confuso, mas obtinha de uma forma ou outra.
A pergunta o pegou desprevenido, mas tomou controle assim que foi lhe dado. Sem qualquer pudor como faria com alguém que não fosse Nicky. “Take me off with your mouth”, sussurrou, o encarando direto nos olhos quando descreveu. Nenhum rubor passou por suas bochechas, ao invés disso um sorriso ladino se fez presente, desejando que não tivesse as mãos impedidas daquela maneira frustrante. Queria poder tocar Yaxley mais do que sentir seu toque, porque estava acostumado com aquilo, mas entendia que aquele era um momento de mudança pela força da situação. Era natal, afinal. Estava frio e ambos não tiveram seus melhores dias.













