Aí eu olho e penso “puta merda, então é isso que eu sou”? Quer dizer, quando eu tinha 7 anos eu dizia que queria ser tanta, mas tanta coisa. E agora veja só, eu não sou nada.
Cibele Sena.
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Aí eu olho e penso “puta merda, então é isso que eu sou”? Quer dizer, quando eu tinha 7 anos eu dizia que queria ser tanta, mas tanta coisa. E agora veja só, eu não sou nada.
Cibele Sena.
“Eu gosto de você, mas sei lá. Sei lá porque você sempre vai embora. Sei lá porque a gente parece que nunca vai dar certo (e sinceramente, talvez nunca dê certo mesmo). Sei lá porque quando eu chego perto demais você me empurra pra longe. Sei lá porque as vezes parece que você tem medo de precisar de mim mais do que preciso de você. Sei lá porque a gente é confusão demais, é briga demais, é gritaria demais. Sei lá porque você não me passa segurança nenhuma e parece que até a seu vizinho gostoso tem você mais do que eu tenho. Sei lá porque você não quer me pertencer, quer ser solta, mas quer que eu seja preso a você. Sei lá porque todas as vezes que eu me declarei pra você, você ficou sem saber o que dizer, não como se estivesse sem palavras ou emocionada, é porque não tinha mesmo o que falar, não tinha nada pra falar pra mim. Sei lá porque diferente de todo mundo, a gente é melhor separado. Sei lá porque por mais que sejamos dois apaixonados e coisa e tal, não nascemos pra ficar de ‘nhem nhem nhem’ eternamente e trocando declarações de amor de tempos em tempos. Sei lá porque você tem esse teu maldito jeito brusco que afasta todo mundo e parece não ligar pra ninguém. Sei lá porque as vezes quando a gente conversa eu sinto que sou a última pessoa do mundo que você queria trocar palavras. Sei lá porque a gente fala demais, afirma demais, mas nunca saímos desse meio caminho que a gente se enfiou sabe-se depois de qual briga. Sei lá porque não assumimos o que sentimos e de repente parece que nenhum dos dois sente nada. Sei lá porque você sempre me machuca de um jeito imbecil e nunca percebe porque tem um ego enorme e não admite que comete falhas. Sei lá porque você é toda complicada, toda cheia de si, toda com manias que eu nunca suportarei, toda você. Sei lá porque eu gosto de você, eu gosto mesmo de você, e quando eu gosto de alguém que aparentemente também gosta de mim, as coisas tendem a dar errado. E sei lá porque eu não sei o que vai ser da gente, porque o nosso futuro é tão… sei lá.”
Cibele Sena
Aí você foi embora e eu te olhei enquanto você juntava as suas coisas e praguejava baixinho o nosso fim. Era uma da tarde e chovia lá fora, uma típica chuva de verão, que logo logo passaria, mas que naquele momento estava molhando todas as roupas que eu colocara mais cedo no varal. E o estranho é que eu me importei mais com o fato das roupas estarem molhando, do que com o fato de você estar indo embora.
Cibele Sena
Você é a única coisa que eu tenho e que aparentemente me faz bem. E isso me dá um medo danado, porque olha, de todas as coisas que eu já tive, todas elas, juro, todas, não estão mais comigo. Aí eu fico com medo de perder você. E eu não sei se já te disse isso alguma vez, mas eu não quero perder você.
Cibele Sena
Você é a única coisa que eu tenho e que aparentemente me faz bem. E isso me dá um medo danado, porque olha, de todas as coisas que eu já tive, todas elas, juro, todas, não estão mais comigo. Aí eu fico com medo de perder você. E eu não sei se já te disse isso alguma vez, mas eu não quero perder você.
Cibele Sena
(...) E tudo culpa daquilo que chamam de “amor”, mas que eu apelidei carinhosamente de suicídio. Um suicídio que metade das pessoas amam cometer, porque acham poético “morrer de amor”. (...)
(Cibele Sena)