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Cozinhava ao luar, sob estrelas amigas,
recebia os ventos, ouvia as cantigas. Em seu pão havia destino,
Com uma colher, traçava o futuro,
curava feridas, quebrava o escuro.
Alimentava com alma, com fé e calor,
era mãe, feiticeira, curandeira e sabor.
Nenhuma guerra vencia sua mesa,
onde até o ódio virava leveza.
Esmeralda, mulher de barraca e de ventre,
onde o sagrado se encontra no centro.
A cigana dos quitutes, de coração profundo,
que nutre os seus como quem sara o mundo








