“I can’t tell whether I want to make you bleed or moan.” Sisi + Wolf rsrs
Saoirse gostaria de afirmar que, por detrás de todas suas ações, existia lógica. Que sempre pensava minuciosamente nas consequências que lhe acometeriam e que tudo fazia parte de algo maior. Mas, às vezes só fazia algo por puro prazer próprio, ou, como no momento, para que alguém se sentisse especialmente atingido. E, ah, estava funcionando mais do que havia antecipado. A capa de veludo preta lhe cobria por inteiro, escondendo totalmente o vestido que usava e fazendo seu cabelo parecer ainda mais branco, e, claramente, deixando Wolfgang irado. Teve que usar de todo seu autocontrole para não sorrir, quando percebeu que ele a viu, do outro lado do corredor. Mas, ainda que isso fosse uma clara provocação ao príncipe (principalmente quando passou ao seu lado sem nem ao menos reconhecer sua presença, com um olhar sequer), a decisão havia sido, primeiramente, puramente prática, já que, ao acordar pela manhã nos aposentos alheios e ver a neve cobrindo absolutamente tudo, não se sentiu disposta a ir até os seus atrás de algo mais quente. Teria lhe dito tudo isso, sabendo que ele não iria acreditar, se ao menos tivesse tido tempo para o fazer.
Antes que pudesse sequer perceber a aproximação, Wolfgang apareceu, a tomando pelo pulso de forma agressiva e a empurrando para dentro do quarto. Não se lembrava se ele já havia estado ali, mas o loiro não parecia preocupado com os arredores, e a Creighton também os esqueceu quando foi puxada para mais perto pelo fecho de ouro da capa, os lábios dele se movendo perto demais dos seus. “Oh, Wolfie, please...” Ronronou, o provocando com o apelido. “I'm perfectly certain that you're capable of doing both.”
Bastou isso para que ele se inclinasse e a beijasse, dolorosa e avidamente, se livrando da capa com apenas uma mão, enquanto a guiava até a cama. Não se importava com os toques grosseiros — pelo contrário, preferia que os fossem — e arfava conforme as mãos e boca do loiro faziam seu trabalho de a deixar inteiramente marcada. Quando as mãos alheias pararam no decote de seu vestido não imaginou que, em um movimento rápido, ele o rasgaria, a fazendo soltar um gritinho surpreso. Esparramada na cama, Wolfgang a livrou da, agora, inútil peça, o espartilho a única coisa que ainda a cobria, e parou um segundo para a observar. Ele deveria adorar a visão, pensou, a ver assim, à sua mercê, disposta a aceitar o que quer que fosse — e, se Wolf gostava, ela também o fazia, por mais contraditório que o pensamento soasse para si mesma. Verdade era, ao menos de corpo, Saoirse já havia aceitado que era dele.
💭 - a starter where my muse chooses to give up their memories of your muse to save them. / Emre + Lucy (ooop rsrs)
alternative universe — the one where lucy goes away
Era cada vez mais doloroso ficar. Em cada olhar de Emre, Lucine enxergava dor, arrependimento. Ou, pelo menos, era o que queria pensar que enxergava. Em seu coração, tinha a mais absoluta certeza de que o melhor amigo jamais encontraria a felicidade ao lado dela. Tinham conversado por horas o suficiente para saber que uma vida monótona no campo não era o que o duque almejava. E, ainda que também não fosse seu desejo, não sabia exatamente se o futuro de ambos poderia vir a ser outro caso fossem adiante com o casamento. Como Emre não parecia estar fazendo muito para contornar aquela situação, Lucy sentia que precisava agir. Não seria justo prendê-lo a ela daquela forma, amava-o demais para que fosse egoísta a esse ponto.
Sim, Lucine o amava. Da sua forma, sem sequer conseguir admitir para si mesma que existia nela algo completamente diferente de tudo o que já tinha sentido. Talvez Emre fosse a única pessoa com a qual a Carmichael sentia que podia ser cem por cento si mesma. Até porque se enxergava muito nele; em suas ideias, seu humor e sua forma de ver o mundo. Emre até poderia ser um libertino em seu âmago, porém pouco se importava. De certa forma, até o invejava. Queria poder ser livre da mesma forma que o amigo para fazer suas próprias escolhas. Deveria ser muito bom poder fazer exatamente o que quisesse, quando quisesse. Com esse pensamento em mente, tomou uma das decisões mais bruscas de sua vida — até mais do que aceitar o pedido de casamento do melhor amigo.
Não sabia exatamente como faria, mas tinha guardado dinheiro o suficiente para conseguir ir para longe. Uma onda de adrenalina se instalou em cada centímetro de seu corpo e Lucine não tinha mais controle algum sobre sua própria mente. Após arrumar algumas poucas roupas em uma bagagem pequena o suficiente para carregar à mão, sentou-se em sua penteadeira com um pedaço de papel e, dessa vez, foi breve em suas palavras: "I'm sorry, but I can't do this to you." com a carta em mãos, pediu para que um dos seus criados de confiança a levasse até o porto e, em seguida, fosse até a casa do duque lhe entregar a carta. Era loucura, sabia disso, mas não sabia mais o que fazer. Lucy evitava pensar em sua família, pois tinha quase certeza de que não conseguiria fazer o que precisava se pensasse em todos eles. Mas, nunca sentiu que realmente se encaixasse entre seus irmãos. Fazia sentido. Precisava fazer.
Talvez aquela fosse uma decisão extrema, mas precisava se afastar de tudo. Pelo menos por um tempo. De Emre, principalmente. Tinha de salvá-lo. Dela mesma e daquela vida infeliz. Era o único que conseguia pensar enquanto esperava o horário de seu barco, que ainda levaria quase uma hora para sair. Suas bagagens já estavam no local indicado, então Lucy se sentou em um banco de frente para o mar e fechou os olhos. Respirou fundo, sentindo a brisa marítima bater em seus cabelos soltos. Era uma sensação reconfortante, principalmente após uma insistente lágrima decidir finalmente cair por sua bochecha. Tudo ficaria bem, pensava consigo repetidamente. Sua família aprenderia a conviver com ela de longe, afinal em momento algum pensou em cortar os laços com os demais Carmichael. E o duque... Bom, Emre estaria livre, assim como ela.
Na vida de Florian sempre houvera uma linha tênue entre o ódio e o amor que sentia pela irmã gêmea, por um lado ele morreria por ela em um piscar de olhos sem fazer perguntas sobre o motivo e sem se pensar duas vezes sobre as consequências de seu ato para com aqueles que o cercavam, por outro algumas vezes ele mal conseguia aguentar ouvir a voz da ruiva sem pensar que sua vida seria muito mais fácil se ela tivesse escolhido permanecer na Irlanda como lhe fora sugerido. Ele a amava, sim, ele sentia falta de longas tardes com a irmã falando sobre tudo e nada, noites em silêncio sentados ao lado do outro sabendo que mesmo se não proferissem seus pensamentos eram os mesmos e suas mentes para sempre seriam uma forte união que mesmo divergindo sempre se encontrava no final da estrada.
O problema residia no simples fato de que as vezes tais divergências vinham nos piores momentos possíveis e das maneiras mais estranhas que Florian já vira e eram nestes momentos que o herdeiro Sandvick realmente começava a considerar como seria a vida como filho único, definitivamente ele não teria que lidar com alguém reclamando sobre como ele fazia café ou entrando em discussões filosóficas no meio da única tarde que ele conseguira de folga do hospital. Dizer que sua expressão era de ódio seria subestimar o quanto as feições de Florian podiam demonstrar a raiva que sentia borbulhar em seu âmago diante da simples colocação casual de India.
Ele sequer conseguia recordar como haviam chegado naquele assunto, provavelmente tinha acontecido quando se distraíra pensando no que compraria para o jantar, mas ali estavam os gêmeos debatendo morais e éticas de matar alguém na sua família. Normalmente Florian diria: Sim, eu faria, não importa o motivo. Era sua resposta padrão para 90% de seus parentes, mas India estava falando sobre matar uma criança e mesmo que Florian concordasse com o fato de que algumas situações em sua família poderiam ser extremamente perturbadoras ele não poderia conceber a ideia de simplesmente matar uma de suas sobrinhas em qualquer que fosse o contexto.
❝ There are contexts where you wo-...What the fuck?! India! ❞ Os olhos foram rolados com tamanha força que Florian de fato sentira certa tontura. ❝ There is no single way that this could be the right answer or even an answer at all. I mean it, the simple fact that you’re telling me this already makes me want to punch you in the throat. I won’t do it, of course, but you know I want to and you know that if it wasn’t for the fact that you’re smaller than me I would. ❞ Ele duvidava muito que houvesse algum cenário em que de fato pudesse ser fisicamente agressivo com a irmã, sequer conseguia ser irônico com ela sem sentir uma devastadora culpa e a urgência de se desculpar, então o simples pensamento de que algum dia pudesse machucar India lhe causava um desconforto enorme, mas ele não podia controlar seus pensamentos ou suas vontades mais obscuras de colocar as mãos ao redor do pescoço de India e só apertar até aquilo estar terminado para ambos. Por mais extremo que fosse pensar isso por uma simples colocação. ❝ I’m just going to pretend you never said that, sit here, drink my coffee and talk about anything else. ❞
Ai ai ai, dona Vitória. Teve que devolver a ask mesmo, né? kkkkkkkkkk Olha que eu fiquei um tempo pensando em quem colocar em que lugar, porque a gente já teve tanto ship e eu amo tipo, TODOS. Mas com dor no coração, eu fiz o ranking. Segue o fio.
1. Felicia e Ishmael
Ah, mas cê jura? kkkkkkk Ok, esse não foi tão difícil pois todo mundo sabe (no caso, eu e tu) que eles são primeiro lugar e eu sinceramente não vejo nenhum ship desbancando esses dois não. Aconteceram de repente, e a parte mais legal é que foi super sem querer, mas parecia demais que a gente tinha feito eles pra serem ship um do outro. Nunca vou superar meu casal gospel. O amor, companheirismo, carinho deles um pelo outro e tá disposto a se virarem do jeito que der pra fazer dar certo. Perfeitos, nunca erraram.
2. Andrej e Nikola
Foi tão de repente, e é tão recente, mas eu já sou apaixonada por eles. Começaram meio aleatórios, mas quando a gente foi falando dos chars o plot deles se encaixou tão perfeitamente que nem parecia que eles eram de dashs diferentes. Eu amo o conflito interno dos dois, amo toda essa história de amor proibido (meu clichezinho querido <3), mas também amo a química desses dois que é assim, impecável. Eles se encontraram no contexto menos propício pra um relacionamento, e mesmo que nenhum dos dois pretendesse se envolver sentimentalmente (afinal, ela tá tentando dar bote na realeza e ele é só o cara que trabalha pra descobrir se alguém tá tentando dar o bote na realeza kkkkcry) mas só aconteceu, e por mais que eles tenham tentado pender pra racionalidade todo esse tempo, uma hora nenhum deles consegue mais, e vão arrumar um jeito de ficar juntos.
3. Wilhelmina e Elizabeth
Ai ai, o que dizer delas, né?? Vou confessar, no começo eu ficava 'hm será?', um tempo depois fiquei 'nah, são só amigas mesmo'. Mas depois a gente viu que não. Elas sempre se gostaram kkkkk E eu digo que desde sempre mesmo, desde a pré adolescência, mas a Willa tava sempre metida em um noivado, se relacionava com outros, e a Betty também, mas nenhum relacionamento dela foi tão constante e firme quanto o que ela sentia pela Elizabeth, que foi a paixão mais longa e duradoura da Willa. Todo mundo é substituível pra ela, mas a Lizzie é a única que se sumir ou acontecer alguma coisa com, ela pira.
4. Mateo e Amora
Eu shipo desde a primeira inter, não vou mentir kkkkkk Eu acho eles tão bonitinhos?? No começo era só um caso / amizade colorida, mas com o tempo foi desenvolvendo cada vez mais, até ele tá caidinho por ela sem nem se dar conta de como ou onde começou a desenvolver sentimentos. Mateo nunca teve problema de se aproximar dos próprias emoções, nem da dos outros, então nunca foi uma questão pra ele. Pelo contrário, quando ele soube que era recíproco a primeira coisa que fez foi dizer que não ia se casar de casamento arranjado coisíssima nenhuma; ia ficar com quem ele gostava. E depois de todo o drama da Ibiza e etc, ele só se apegou mais a Amora. Ficaram juntos em cada situação, do início ao fim. Lindíssimos <3
5. Aaliyah e Federico
Vou te parafrasear, eu achei que ia dar ruim kkkkkkk Eles eram tão, mas tão diferentes que parecia que não iam nem consegui trocar uma frase, mas quando a gente começou as inters o mais legal é que as diferenças deles se completam. Ele tem a polidez, a tranquilidade e a frieza que a Allie nem sonha em ter, e ela é direta, meio agressiva e sangue quente de forma que ele não é e provavelmente não vai ser também. Mas quer saber? Essa é a melhor parte. Os defeitos de um são compensados pelas qualidades do outro, e vice versa, e pra mim isso que torna eles tão interessantes. Mesmo com as diferenças, eles se completam e aprenderam a se amar do jeito que são.
“ seems to me like you know more than you’re letting in on.” / Wolf
O vento gelado cortava entre as árvores, fazendo com que Saoirse se afundasse ainda mais na capa que Wolfgang havia lhe emprestado, já que tinha sido, praticamente, puxada até ali. Não queria conversar sobre o que tinha dito mais cedo, ‘Não deveria se casar com ela’, porque não havia nada que sustentasse a afirmação, ou, ao menos, nada que realmente fosse o falar. Os olhos azuis estavam fixos nas folhas agitadas, enquanto dava um passo para longe e debatia quanto tempo aguentaria ali fora sem a capa — o cheiro dele impregnando em si e a deixando fraca. Que era exatamente o que tinha sido pelos últimos dias, momentos quaisquer fazendo com que sua mente devaneasse até o loiro e a enchesse de sentimentos conflitantes, desde a palpitação acelerada de seu coração ao lembrar de certas noites até o rosto quente de ódio por certas manhãs. E tudo havia atingido o ápice quando, na noite anterior, abnegada as paredes escuras de seus aposentos, já que a realeza participava de algum evento proibido ao seu tipo, se viu pensando em como seria se não fosse uma feiticeira, forçada a uma posição que muitos viam como uma maldição, e sim uma dama como várias outras. Um atestado de loucura, certamente, pois as Creighton eram familiares demais com o conceito de se arruinar por um príncipe.
“Diga o que quer de uma vez, Wolfgang.” Suspirou, por fim, sua insolência não sendo nenhuma novidade, mas ainda o fazendo arquear uma sobrancelha. A voz grossa a fez morder os lábios, pensando no que diria agora. E outra, desde quando se importava tanto com o que ela pensava ou sabia sobre esse tipo de coisa? “Hm.” Externou, simplesmente, e antes que pudesse continuar o homem apertou seus braços, a forçando a se virar para ele, querendo que falasse logo. A proximidade entre os dois se tornou tanta que Sisi se sentiu tremer ao erguer o pescoço para o encarar, mesmo que demonstrasse o ar de desafio e superioridade de sempre. Havia tantas coisas que poderia falar nesse momento, coisas que começavam a consumi-la, mas, em sua mente, não pareciam ter respostas boas os suficientes para que se atrevesse as dizer. ‘Não se case porque eu não quero’, ‘Ela não é boa o suficiente para você’, ‘Eu te odeio’, ‘Não se case com ela, eu te amo’. “Eu li as mãos dela.” Uma desculpa terrível, mas já havia lhe enchido tanto sobre isso que talvez o fizesse acreditar. “A Srta. Everbleed só trará azar, tanto para aquele que a desposar quanto... para sua futura prole.” Um motivo extremamente plausível, e Saoirse nem podia negar que a visão de ter que conferir benções a possíveis crianças com feições exageradamente delicadas e dóceis, que nem as da princesa, lhe deixava nauseada. “E eu... bem, eu acharia uma pena ver sua linhagem arruinada dessa maneira. Mas, obviamente, cabe a vossa alteza fazer o que acha melhor. É só um conselho.” Terminou, um falso sorriso complacente aparecendo em suas feições, fazendo com que ele a soltasse.
O observou pensar, provavelmente achando aquilo uma grande besteira já que não nutria nenhum respeito por essa parte da magia, enquanto as mãos acariciavam seus próprios braços, não que se importasse, o contrário na verdade, com os possíveis roxos que surgiriam ali. “E, talvez, eu tenha visto seu irmão conversando com o da Srta. Everbleed.” Uma mentira deslavada, nem tinha certeza se isso implicaria em algo preocupante caso fosse verdade, mas foi o suficiente para Wolfgang lhe dirigir sua atenção novamente. “Será capaz de fechar os olhos ao se deitar ao lado dela?” Talvez as descrições dos perigos de uma bruxa fossem reais, enfim. Ele lhe deu um olhar duro, provavelmente assimilando as coisas que o dizia, e a feiticeira engoliu tudo aquilo que continuava preso em sua garganta, afogando qualquer sentimento que não a luxúria, decidindo agir mais como si mesma (ou, ao menos, a versão sua que costumava conhecer). “De qualquer maneira,” Começou, dando adeus ao seu orgulho conforme se aproximava, em passos vagarosos, provocativos. “a noite passada foi gélida.” Sua mão pousou na dele, a subindo braço acima, enquanto encostava a cabeça em seu ombro e lhe beijava o pescoço. “E, a de hoje, será possivelmente mais.” Era uma insinuação clara, conforme sentia uma pontada de superioridade ao pensar que Wolfgang não via problemas em dormir ao seu lado. Ainda escorada contra ele, ergueu o olhar, seus olhos azuis se chocando e fazendo seu coração pular uma batida. Era melhor o ter assim, do que não o ter de forma alguma.
William conheceu Emre na escola, em uma das primeiras semanas de aula. Sempre foi uma pessoa introspectiva e, durante sua infância, tinha esse traço associado a uma timidez bastante forte. Por essa razão, passou seus primeiros dias de aula sem conversar com praticamente ninguém. Não gostava de estar sozinho o tempo todo, é claro, mas não era algo que particularmente o incomodava. Era bem centrado em seus estudos e, em sua visão, aquilo era o mais importante. Nunca soube exatamente o que fez com que Emre decidisse conversar com ele naquele dia específico, mas depois daquilo os dois se tornaram amigos inseparáveis. Ao longo do tempo, Emre o ajudou a superar sua timidez e ser mais sociável e, quando tinham idade o suficiente, foi o amigo quem o apresentou para as libertinagens — ainda que Will não seja muito fã delas. A vida fez com que os dois acabassem se afastando um pouco (até porque o contato naquela época era limitado a cartas, então era raro que se comunicassem quando um não estava na mesma cidade que o outro), mas William ainda tem muito carinho pelo amigo — porém, por conhecê-lo há muito tempo e conhecer suas tendências em relação a mulheres, tem muito receio do envolvimento dele com sua irmã mais nova.
“ i want you to know i’ll always be here for you. whatever you need. ” (Jo & William)
flashforward.
Administrar as terras e os negócios de sua família nem sempre era uma tarefa fácil. Eram inúmeros detalhes que precisavam ser revisados com frequência e, se um deles não estivesse de acordo, todo o planejamento de meses era desperdiçado, resultando em uma enorme perda de tempo, recursos e dinheiro. William era quem tinha se encarregado de tudo após a aposentadoria de seu pai e, ainda que tivesse aprendido com o melhor, ainda tinham momentos em que pensava não ser capaz de lidar com tudo o que acontecia ao seu redor. E aquele era um deles.
Uma tempestade fora de época tinha se instalado na região onde ficava a propriedade dos Carmichael por nove longos dias e, durante cada minuto dela, William estivera extremamente preocupado com o prejuízo que teriam. Era uma pessoa organizada, então tinha reservas financeiras o suficiente para que não tivesse de se preocupar com uma possível falência, como alguns de seus conhecidos, entretanto somente saberia a extensão do dano quando tudo passasse.
Naquele início de noite, William permanecia fechado em seu escritório, exatamente da forma como estivera durante toda a última semana. Em sua mesa, dezenas de papeis permaneciam espalhados de maneira desorganizada, tão incomum para ele, que costumava ter a organização como uma virtude. Permanecia concentrado ao ler um deles, então não percebeu a entrada de Josephine no cômodo e somente percebeu sua presença ao ouvir seu suave tom de voz. Elevou sua cabeça, sorrindo fracamente ao encontrar o olhar dela, sempre tão reconfortante.
"I know." murmurou ao assentir suavemente com a cabeça. William afastou sua cadeira alguns centímetros da mesa, virando-se para o lado após estender seu braço até alcançar o dela, trazendo-a mais para perto de si. Como estavam sozinhos, não precisavam manter a formalidade que lhes era exigida em público, então Will levou suas mãos até os quadris da esposa, pressionando-os levemente para baixo, até que ela se sentasse em seu colo. "And I'll always be here for you..." acrescentou, encarando seus olhos azuis apaixonadamente. "Both." levou uma de suas mãos à barriga levemente saliente de Josephine, acariciando-a. "I love you, Jo. And we'll be just fine, I promise."
“i hope you know that i’m here if you need anything.” / Emre
Lucine adquiriu um estado de constante inquietação nas semanas que seguiram o pedido de Emre. Tornou-se ainda mais difícil que tivesse um momento para si, afinal sua mãe e suas irmãs passavam o tempo inteiro atrás dela para discutir algum detalhe extremamente irrelevante, na opinião de Lucy, para a cerimônia ou para a festa que se seguiria. Sentia-se sufocada na maior parte do tempo, como se todo aquele papo sobre rendas e laços fosse lhe engolir a qualquer momento. Tentava se manter o mais calma possível, afinal não queria brigar por cada inconveniência que sua família a estava fazendo passar naqueles dias, porém não estava fácil. Sua paciência estava cada vez mais curta e ela apenas desejava que aqueles dias passassem de uma vez.
Ironicamente, a única pessoa que a estava tranquilizando naquele momento era Emre. Depois de um pedido de casamento era comum que os noivos passassem mais tempo do que o usual juntos, então volta e meia o duque aparecia em sua casa — para lhe afastar de toda a loucura, como dissera algumas vezes a ele. Não importava o que fizessem, apenas estar na companhia dele já era muito agradável. Apesar de tudo, ele ainda era seu melhor amigo. E seria seu marido em um futuro próximo, o que era absolutamente estranho para ela. Evitava pensar sobre aquele assunto em especial, porque acabava entrando em crise toda vez que imaginava como seria estar casada.
Aquela era uma tarde quente e bastante abafada, então tinham decidido tomar sorvete em um dos parques perto da residência dos Carmichael. Aquele estava sendo um de seus programas preferidos para se fazer com o duque, assim podiam manter certa privacidade para conversar sem os olhares curiosos de seus parentes, mas permaneciam em público. Fazia alguns instantes que Lucine estava em silêncio, dando atenção ao seu sorvete, então a fala de Emre a pegou de surpresa. Elevou seu rosto, virando-se para ele. "I know... Thank you." sorriu lateralmente, sincera. O duque a conhecia bem o suficiente para perceber que estava aborrecida com algo, Lucy deveria ter se dado conta antes. "But don't worry, I'm fine. This's just too much." deu de ombros. "I never thought I would ever say this, but I can't wait to be married." franziu o nariz em uma careta, rindo. "I need my peace back."