Desde que comecei o livro, desenhei muito menos do que gostaria. 2017 foi um ótimo ano (principalmente no pessoal) e aproveitei algumas arestas que os anos de produção acelerada não tinham me deixado aproveitar tanto. Me sinto agora, depois do Festival de Amadora em Portugal e da Comic Con Experience em Sao Paulo, como se tivesse voltado de um templo no Tibet sobrecarregado de energia.
Tenho um cronograma apertadíssimo pro livro (pra terminar em Abril) e, avaliando as possibilidades editoriais, conversando com muitas pessoas e percebendo impressões que nunca passaram pelo meu radar, pretendo lançar um financiamento coletivo do livro. Acho que é uma história com um alcance bem diverso que pode ser mais interessante de estar em uma janela virtual, 100% independente, tocando tudo como se fosse um filho, cheio de funções e milhões de peças no quebra-cabeça da história.
No DODO, ultimo que escrevi e desenhei, trabalhei mais auto contido, sempre reproduzindo cenas dentro de um ambiente fechado, limitando os movimentos dos personagens e das cameras. Agora, fazendo o CLEAN BREAK, me sinto jogando um jogo maior que eu, já pensando em movimentos e ações possiveis dentro de um universo completo e fundamentado. Sinto como se não tivesse mais controle desse mundo, e sim do universo que construi.
2018 vai ser um puta ano. Livros meus vão ser publicados em mais duas linguas novas, vou participar de outro projeto em outra posição e vou desenhar um álbum menor, antes/durante/depois do Clean Break, o maior de todos.
Três eventos pelo menos pra ir (FIQ, Bienal de Curitiba e CCXP) e muita gente pra tentar alcançar, pra fazer gostar mais, pra reconquistar, pra ver se dessa vez vai. Pra decepcionar também, mas espero que de um jeito bom.
Botando uma pilha.
Vamo que vamo.