Fiz esse One Shot que vai ter 5 partes ou mais, baseado em um dos meus livros favoritos, se souberem qual é me avisem ;)
Espero que gostem :)
S\n POV
Folheei o jornal matinal pela vigésima vez desde que o comprara, tinha acordado especialmente de manhã para busca-lo no jornaleiro do bairro, eu só percebi que iria repetir essa rotina todo dia até que encontrasse um emprego, a loja de antiguidades em que trabalhava estava fechando, devido a problemas de dinheiro, os negócios não iam bem nos últimos 5 meses, poucas pessoas entravam lá e raramente compravam algo, eu já tinha uma certa ideia de que se não melhorassem, iríamos fechar, não deu outra, após alguns dias Sra Jones me chamou em um canto e disse que fecharia a loja, não fiquei surpresa, apenas triste, pois com o dinheiro que ganhava, eu dava a maior parte dele para ajudar meus pais nas despesas.
Então minha prioridade no momento era achar qualquer emprego que pagasse direito, sem muitas qualificações eu não poderia exigir muito.
Harry POV
Peguei outra garrafa de cerveja em cima do balcão, tomei um gole e voltei para a mesa onde meus amigos de banda e suas namoradas estavam, estávamos comemorando mais uma turnê bem sucedida e concluída, eu poderia dizer que estou no auge da minha carreira e vida, eu tinha fãs ao redor do globo e isso era gratificante, e uma namorada linda que me apoiava, conheci Nadine em um uma de minhas aventuras escalando, eu amo esportes e então sempre que estou de folga dou a minha escapada para aventuras, e foi lá que a conheci, desde então estamos juntos curtindo o que há de melhor para experimentar na vida.
-Mais um brinde ao ano espetacular que tivemos!-Niall disse rindo e erguendo seu copo fazendo os demais repetirem o gesto.
Todos ergueram seus copos e brindaram, corri até eles para me juntar ao brinde, afinal meu ano também tinha sido espetacular.
Estávamos em uma das melhores baladas de Londres, vários jornalistas com suas câmeras nos aguardavam sair para conseguir uma foto, e esperariam o máximo para a conseguir, pois a noite agora era uma criança para nós, queríamos apenas curtir a noite toda.
-Harry amor, vamos dançar!-Nadine falou animada e saiu me puxando pelo mar de gente na pista de dança.
Uma música eletrônica começou a tocar, luzes estroboscópicas começaram a piscar e criar um clima perfeito para a dançar, Nadine se encaixou seu corpo no meu e começou uma dança bem provocativa, seu bumbum perfeitamente redondo se esfregava em mim, seu vestido colado não estava ajudando muito, pousei minhas mãos em sua cintura a puxando mais contra meu corpo, fechei os olhos e deixei a música e a bela garota me levarem para a noite, só os abri de novo quando senti uma mãos na braguilha da minha calça, a loira massageava a área a apertando de vez em quando, me fazendo gemer.
-Assim eu não vou aguentar a noite toda!-sussurrei rouco no pé do seu ouvido e mordendo um lóbulo da sua orelha.
-E quem disse que precisa se segurar?!-Falou com um sorriso provocativo e apertou meu membro em suas mãos.
-Não faz assim!-gemi e a vi se deliciar com o momento-Vou te mostrar o que eu sei fazer de verdade sua safada, vem.
Dei uma bela apertada em sua bunda e a safada riu de prazer, a puxei de volta para a mesa em que estávamos, nos preparamos para ir embora quando o interrogatório sobre o porque já partíamos assim tão tarde, cortei logo o assunto com uma resposta direta fazendo todos fazerem o típico ‘hmmm.
-Vamos aproveitar o resto da noite do jeito certo, se é que me entendem-Disse piscando um dos olhos para os demais da mesa, e puxei a loira apressadamente para a saída.
Nos guiei através da chuva de flashes assim que saímos pela porta, andamos rápido até minha moto Harley preta, estacionada em uma vaga exclusiva para mim.
-Harry não devíamos ir de táxi, bebemos muito!-Nadine disse com receio de por o capacete.
-Não relaxa gata, estou perfeitamente em condições de nos levar sãos e salvos para casa e transar muito!-Disse confiante, e ela deu um sorriso safado e subindo na parte de trás da moto me abraçando pela cintura.
Cruzamos o mar de fotógrafos e aceleramos na noite, Londres parecia tão mais iluminada hoje e perfeita para mim, eu adora minha moto e a sensação de que eu poderia ir a qualquer lugar do mundo com ela.
Acelerei a moto fazendo o vento chicotear nossos rostos, atravessamos a avenida principal em segundos, paramos no sinal vermelho em um cruzamento qualquer, levantei o capacete para falar alguma besteira sem sentido para Nadine que ria, me virei rápido para ela e falei mais alguma coisa que não lembro, quando vi tinha acelerado a moto e andado para o meio do cruzamento, a única coisa de que me lembro em seguida foi um forte impacto contra nós, e uma luz branca que nos cegou.
S\n POV
Estava a exatos 20 minutos naquele café em que sempre íamos, esperava Julie, ela era minha amiga desde sempre, fizemos o colegial juntas e pegamos uma amizade para a vida toda, assim que saí do banho essa manhã escutei o telefone tocar, era ela me ligando dizendo que já tinha uma ideia de emprego para mim, sem pensar duas vezes claro que aceitei a encontrar no nosso café que sempre frequentávamos, e ela estava atrasada como sempre, mais relaxei assim que vi uma cabeleira ruiva atravessar a porta e vir em minha direção.
Pedimos um café duplo com leite e desembuchamos a conversar, esquecendo do assunto principal, quando nosso café terminou ela começou a me explicar o tipo de emprego, confesso que não fiquei muito animada com o trabalho, mais assim que ouvi a quantia a ser paga para tal coisa me animei um pouco.
-Me explica de novo isso - Pedi que repetisse enquanto comia uns cookies que já tinham esfriado em cima da mesa.
-Presta atenção S\n, não vou repetir de novo, o cara sofreu um acidente e precisa de tipo uma acompanhante, sabe, levar-lo ao hospital para consultas mensais, e essas coisas, não precisa fazer mais nada além de o fazer companhia-Falou e pegou o último cookie restante.
-Entendi, mais não pediram nenhuma especificação para o cargo?!-Enruguei a testa em sinal de dúvida.
-Não, e então está interessada?! posso marcar sua entrevista ainda hoje .
Pensei um pouco na minha situação em ajudar nas despesas de casa, e concluí que não poderia escolher muito, e não custaria apenas tentar esse serviço, afinal se não desse certo poderia procurar outro .
-Ta, eu aceito , e se for alguma furada eu te mato Julie-Disse rindo acompanhada por ela .
-E quando foi que te coloquei em alguma furada?!-Ponderou
-Nunca - admiti em um suspiro a olhando-Espero que dê certo.
-Relaxa amiga, vai se sair bem-Me confortou dando uma piscadela.
Assim que cheguei em casa minha mãe e meu pai discutiam sobre algo da novela, eu faria qualquer coisa para manter-los bem, cuidaram de mim a vida toda e eu queria retribuir um pouco desse enorme esforço que fizeram por mim, me sentei no sofá oposto aos que estavam e os contei a novidade, ficaram bem animados e e me deram dicas de como me sair bem na entrevista, escolher uma roupa adequada era a número um, ser educada e apertar a mão em cumprimento era a segunda, segundo eles os jovens hoje em dia se portavam se maneira inadequada para tais ocasiões.
Naquela noite deitei minha cabeça no travesseiro sem sucesso de dormir, lá pelas onze horas recebi uma mensagem de texto de Julie, minha entrevista seria depois de amanhã as 10h, e fez questão de me levar no tal lugar, para que não me atrasasse já que segundo ela de ônibus seria o fim, aceitei pois se quisesse passar boa impressão, uma delas seria ser pontual.
Dois dias depois
Coloquei o último fio de cabelo para trás de um rabo de cavalo, me olhei no espelho procurando algum sinal de falha e nada, Julie já estava a caminho para me levar para a tal entrevista, ontem eu tinha ficado tão nervosa com a situação, que tomei uns calmantes que mamãe me deu, havia relaxado consideravelmente quando ele se sentou comigo a noite e me confortou, seus braços pareciam que tinham algum remédio que te impedia de se preocupar com o resto do mundo.
Mamãe tinha insistido em que usasse minha roupa mais formal que tinha, que no caso era uma saia velha de risca de giz cinza, e uma blusa preta que fazia uma combinação legal, junto com All star preto, era minha marca preferida desde sempre, e os usava em qualquer ocasião e não seria agora que mudaria, mamãe não curtiu muito e ficou falando até a hora em que Julie chegou, mamãe me deu um beijo de boa sorte e disse que iria ficar torcendo por mim, assim que entrei no carro Julie acelerou, deixando a imagem da mamãe longe .
Após uns 20 minutos de carro, que eu achei uma eternidade, Julie disse que se eu fosse de ônibus o valor seria dobrado, pois pegaria dois utilitários até chegar ao meu destino.
Paramos em frente de um portão enorme de madeira que logo se abriu de imediato, adentramos na grande propriedade que parecia custar milhões de reais, extensos jardins de ambos os lados criavam uma sensação de um mundo particular , paramos em um caminho feito para carros em frente a grande mansão, ela era enorme e parecia tirada de algum desses filmes que passam na tevê.
Julie me tirou dos meus pensamentos pitorescos sobre a mansão, e fez um sinal para seguirmos nosso caminho, foi preciso tocar a campainha uma única vez para que abrissem rápido, um homem em um terno preto abriu, com um comprimento discreto nos pediu que entrássemos, nos acomodamos em uma sala aconchegante que a senhora que iria me entrevistar, estaria ai em estantes.
Dei uma boa olhada ao redor da sala, vasos que pareciam caros e deduzi que de fato fossem mesmo, estavam em pequenas mesas douradas ao redor do ambiente, na parede leste havia uma enorme estante com muitos livros, e tentei olhar alguns títulos de longe, pois ler era uma das minhas paixões, e uma estante recheada com vários deles me deixava encantada.
Logo uma senhora que aparentava não mais que 35 entrou na sala, ajeitou uns papéis em cima da grande mesa de ferro perto da estante, suspirou fundo e veio em nossa direção, Julie a cumprimentou com um aperto de mão, e assim fiz o mesmo.
-Vou sair da sala para que se sintam mais confortáveis!-Julie disse sorrindo e saiu da sala, a senhora que eu poderia chamar de moça, me lançou um olhar inquisitivo, e logo me deu um sorriso simpático.
-Me desculpe querida, nem me apresentei, sou a Anne!-Disse e aproveitou e cruzou as pernas em uma posição mais confortável.
-Sou a S\n!-Sorri simpática.
-E então, Julie me disse coisas ótimas sobre você, ela é uma boa menina por isso aceitei sua oferta a minha procura.
Apenas sorri, e ela prosseguiu.
-Creio ela tenha te explicado o trabalho, ou se bem como conheço Julie, não explicou muito bem, acertei ?!-Falou humorada.
-Isso, me explicou do jeito dela que me fez ficar um pouco em dúvida!
-Então vamos esclarecer as dúvidas, S\n eu tenho um filho que sofreu um acidente há alguns anos, e como consequência ele ficou paraplégico, pessoas assim ficam bem deprimidas e precisam de ajuda S\n, assim como meu filho, e eu tenho medo que ele possa fazer algo para você sabe, se machucar.
Um nó foi se formando na minha garganta enquanto ela falava.
-Estaria ainda disposta a aceitar o emprego por um tempo pré determinado sabe, eu não aguento mais as candidatas se habilitarem e após duas semanas desistirem-Desabafou.
Confesso que pensei um pouco o porque das candidatas saírem após apenas 2 semanas, mais assim que lembrei da mamãe no quintal de casa me dando um beijo e com os olhos brilhando pela oportunidade, fez com que eu desse a resposta final.
-A-aceito, acho que eu e seu filho podemos nos dar bem, e preciso mesmo desse emprego-Falei meio nervosa, e Anne deu um sorriso de alívio, como se esperasse a tempos por uma resposta assim mais ainda exitante.
-Ótimo S\n, estou tão feliz por tê-la conosco, apesar de seus ataques, ele ainda é meu menininho-Sorriu triste-Quando pode começar ?! adoraria que fosse o mais breve possível.
-O dia que a senhora disser que é para vir, eu venho.
-Não me chame de senhora S\n, ainda nem cheguei nos 40-Riu e a acompanhei em um sorriso discreto-Poderia começar na segunda, como hoje é sexta, teria o final de semana para se organizar, o que acha ?!.
-Claro, eu acho ótimo, venho na segunda então.
-O resto dos detalhes acertamos depois, estou tão feliz-Admitiu em um sorriso cheio de vida.
Logo depois Julie entrou na sala toda sorridente e acompanhada de um rapaz de no máximo 25 anos, ele usava roupa branca típica de hospital, o cumprimentei e Anne me apresentou a ele, logo fomos embora, Julie foi o caminho todo falando de como a família era legal, e que James o tal cara que entrou com ela na sala, era o enfermeiro que vinha semanalmente controlar os remédios que o menino tomava.
Quando coloquei os pés dentro de casa, meus pais me olhavam com um olhar curioso e querendo saber a resposta, não os torturei e logo contei que tinha sido contratada, e que começaria na segunda, mamãe me deu um daqueles abraços gostosos, papai me parabenizou e logo as perguntas vieram, se eu tinha me comportado como eles disseram que seria apropriado, respondi todas as perguntas e assim que se acalmaram, mamãe mandou eu tomar um belo banho quer ela prepararia um jantar de comemoração, assim que deixei a água cair sobre minha cabeça, imaginei se tinha feito certo ao aceitar, me lembrei dos seus olhinhos brilhando e sabia, que tinha feito certo .













