O pato poeta
Em frente a tela de um computador há um guri com cérebro de pato a jogar. Em movimentos rápidos, alterna entre apertar as teclas e passar o beck da boca pro cinzeiro.
Na sua cabeça, caóticos pensamentos se misturam: namoradas, amigos, saudades. Na pele e na alma há cicatrizes de batalhas travadas, algumas já esquecidas.
Naquela cidade acinzentada, onde pessoas frenéticas vivem no piloto automático, o menino-pato tem um olhar curioso, diferente dos outros, presta atenção nos detalhes.
Deixando suas marcas pela cidade, deixando um pouco de si pelas pessoas que passa.
Menino-pato é ambicioso, sonha em voar alto, migrando de canto em canto.










