Não demorou muito para que recorresse a Eliah naquela noite, pouco após o fechamento do bar, enquanto ele fechava o caixa e ela terminava de limpar as últimas mesas. A verdade é que havia desenvolvido certo padrão: Toda vez que se sentia triste ou aborrecida, ela recorria ao moreno, que magicamente, transformava seu humor em algo menos desagradável. Não era justo que fosse ele a suportar seus piores momentos, ainda mais que ele nada fizesse para merecer sequer um suspiro descontente da latina, mas, por outro lado, que culpa ela tinha se ele funcionava como sua dose pessoal de endorfina? As coisas eram assim com o Duncan, fáceis, descomplicadas… Talvez por isso Barbara sentia-se bem em procurá-lo, como uma garotinha que recorria ao rabo de saia da mãe todas as vezes que as coisas não funcionavam bem, tirando o fato de que, é claro, ela não via Eliah de maneira nenhum pouco maternal. Conversaram no bar até não haver mais como prolongar sua estadia ali, precisando Eliah ouvir algumas frustrações da morena, ainda que estas viessem sem muita explicação. Por mais que confiasse em Duncan, era complicado falar de seu passado de forma aberta.
Agora, estavam na porta do lugar onde ele morava. A conversa fluía de modo que sequer percebera a hora passar, e só quando sacou o celular do bolso traseiro, viu que já havia dado seu horário e deveria ir. Os olhos piscaram devagar ao ouvir o pedido para que ficasse, após sua despedida. Olhou atrás dele, para dentro da casa, os olhos subindo analisando a construção. Não com desdém ou julgamento, mas tentando assimilar o pedido. Desejava ter conhecido Duncan antes. Antes de Nicolas, antes de seu casamento, antes de tudo. Mordiscou levemente o lábio inferior, voltando os olhos esverdeados aos dele. ❝—— Se eu ficar, é capaz de me ver chorar. Não sei se essa é uma imagem fácil de tirar da mente. ❞ Disse em brincadeira, e embora estivesse recusando o convite, foi para frente que seus pés a guiaram, desviando-se de leve da figura do moreno para que adentrasse a casa, um pouco tímida.