isso ai é mesmo, chamei a @cvtvrina, pra jogar frescobol na praia de copacabana
Com os pés descalços na areia de Copacabana, com as duas cadeirinhas de praia posicionadas de frente pro pequeno cooler - cheio de skol - Rafael tentava desamarrar o nó que havia feito. A sacolinha bem cuidada (mas com um nó impossível) cuidava do par de raquetes de madeira e da bolinha de borracha. Havia convidado Catarina para passar a tarde na tarde - despretensiosamente, é claro. Estava de boa demais, obvio, era só a garota não estressa-lo - como aparentava gostar muito de fazer. Quando finalmente conseguiu abrir a embalagem, se levantou da cadeira e ofereceu uma das raquetes para Kaká, com um sorriso gentil de quem convida para um jogo colaborativo. Isso seria engraçado entre eles, tinha certeza. A cada nova vez que a raquete batia na bolinha batia forte demais, ele balançava a mão como se pedisse desculpas a garota. Não era um esporte onde alguém ganha e alguém perde, a graça do frescobol era justamente se ajudar para fazer dar certo. A lembrança o atingiu em cheio, no meio da partida. E na primeira pausa para a cervejinha, Rafael acabou desviando o olhar. “O discurso no meu casamento foi sobre frescobol sabia?”









