✦ Nome do personagem: Heo Daeshin. ✦ Faceclaim e função: Yeonjun - TXT. ✦ Data de nascimento: 13/09/1999. ✦ Idade: 26 anos. ✦ Gênero e pronomes: Masculino, ele/dele. ✦ Nacionalidade e etnia: Coréia do Sul, sul-coreano. ✦ Qualidades: Carismático, ambicioso e leal. ✦ Defeitos: Impulsivo, impaciente e orgulhoso. ✦ Moradia: Tartaros. ✦ Ocupação: Instrutor de Dança no Atlas Gym. ✦ Bluesky: @TT99DS ✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, VIOLENCE. ✦ Char como condômino: Daeshin é um condômino extremamente energético, prestativo e comunicativo, porém também é demasiado barulhento e inconveniente em muitos sentidos, mas que costuma divertir aqueles que o acompanham em seu jeito de ser, além de repleto de boas intenções.
TW's na bio: paternidade rigorosa, depressão e divórcio (com sentimentos de culpa), abuso de drogas, emprego abusivo, violência, morte parental. Biografia:
Em um lugar que mescla o vibrante da capital com uma energia serena de paisagens costeiras de tirar o fôlego, nascia Heo Daeshin, filho de Heo Daehwi e Kim Yunha. O jovem sul coreano desde o começo sempre teve uma personalidade agitada, espontânea e teatral, algo que sua mãe costumava gostar e incentivar com suas risadas, porém que sempre era repreendida com olhares e palavras pelo pai militar, algo que ficou ainda pior quando Daeshin assumiu que o sonho de sua vida era dançar em um boygroup: ele queria ser idol.
Não era fácil aprender a cantar e dançar quando seu pai extremamente rígido o proibia e não pagaria pelas suas aulas, mas ainda assim o rapaz se viu treinando com o tempo, algo que custou o casamento de seus pais que se envolviam em constante brigas por conta dele. A verdade, é que depois da separação o garoto passou a ficar ainda mais agitado, ligado no 220 se assim preferir, fazia de tudo para arrancar sorrisos de sua mãe ao mesmo tempo que ainda mantinha aquela rigidez em seus treinos como se o pai militar estivesse sempre o observado — não podia falhar — havia prejudicado o sorriso e felicidade de sua mãe pelo seu sonho então ele não podia falhar. Tendo um irmão mais velho, o rapaz ainda via seu pai constantemente e sempre era lembrado daquele olhar de desprezo e desaprovação enquanto crescia.
A verdade é que mesmo que a separação dos pais tivesse acontecido por um desgaste longo e uma inflexibilidade do marido que sempre deixava a mulher infeliz no relacionamento, as brigas por conta do mais novo foram o estopim, o começo do fim e isso para sempre seria marcado no garoto como culpa. A tristeza e solidão de sua mãe, o desprezo no olhar do pai, e o julgamento silencioso de seu irmão mais velho eram coisas que jamais o fariam pensar qualquer coisa que fosse diferente disso.
Aos quinze anos o rapaz conseguiu realizar o sonho do debut, o sorriso de sua mãe crescia e ele era visto como um dos grandes dançarinos da geração, cheio de talento e potencial inexplorado, não havia como dar errado, estava tudo ali, anos negligenciando relacionamentos, estudo, tudo… Finalmente aquilo estava valendo a pena. No entanto, os bastidores não eram assim tão simples; tendo debutado em uma companhia pequena, por mais de dois anos ele e seus companheiros fizeram show atrás de show e comeback atrás de comeback de forma incansável até a literal exaustão, ele inclusive desmaiando no palco em uma das oportunidades tudo para “pagar o valor investido”. O contrato abusivo, predatório até, os mantinha ali até o ponto de não aguentarem mais, adoecerem e os mais velhos do grupo começarem a lutar na justiça pelo quebra do mesmo, algo precisava ser feito.
No fim, a briga judicial apenas serviu para deixar todos fora dos holofotes por um pouco mais de um ano, ele ainda era jovem e tentou assinar com outra empresa que o mandou para uma competição de dança aqui, um survival ali, e então outro… mas a sorte não sorria para Daeshin. Seu ego ficava completamente destruído sempre que ele entrava em uma daquelas competições de voto popular e não era automaticamente o primeiro lugar, como poderia? Ninguém era melhor que ele, certo? Mas o pior de tudo foi quando apesar de estar indo tão bem naquele programa e a beira do debut, “misteriosamente” ele caiu da primeira colocação para fora da line up principal o fazendo ficar em completo choque. Uma articulação da sua empresa com a empresa do survival para que o outro garoto da empresa debutasse e ganhasse mais fama no grupo, enquanto aproveitavam a fama de Daeshin para tentar salvar a empresa, mas a má administração e gestão de carreira apenas levaram o garoto ao ócio e, enfim o esquecimento, mesmo que ele tivesse apenas vinte anos de idade.
Muitos aqui pensariam “ainda não é tarde”, dá para continuar, porém o rapaz foi surpreendido com a notícia do súbito falecimento de seu pai, algo que jogou a sua mãe em uma depressão profunda que ele nunca imaginou que aconteceria. Ela estava tão triste? Eles tinham chance de voltar? Como assim eles estavam se vendo de novo? Quanto tempo… quanto tempo ele perdeu com a mulher que não só lhe deu a vida, como deu tempo, esforço e abriu mão de parte da própria vida para o ver feliz? Aquilo não era certo. Foi apenas um dia após do funeral que ele teve de ouvir essas e muitas outras verdades vindo de seu irmão, fazendo com que ambos tivessem uma briga tão feia que acabou em socos.
O rapaz não tinha muito dinheiro, tinha o suficiente para tentar se lançar como solo e agora investir sozinho na própria carreira, contudo desistiu. Levou sua mãe para os Estados Unidos usando a desculpa de que “precisava de um tempo” da indústria, alugaram uma casa por lá e ele passou a trabalhar como barista em uma loja de café pelas manhãs e em uma oficina mecânica pela tarde, com folgas aqui e ali para poder aproveitar da cidade com sua mãe e tentar fazê-la recuperar o sorriso, e assim voaram três anos e meio da vida dos dois, com eles enfim voltando para a Coreia do Sul quando sua mãe sentiu saudades de casa.
Sua mãe ficou em Busan morando com seu irmão, porém ele não aceitaria nada do rapaz, eles mal se olhavam olho no olho há algum tempo afinal, então ele simplesmente passou alguns meses dormindo na mesma garagem em que trabalhava para um jovem empreendedor que confiava que carros esportivos e importados teriam sua grande chance de brilhar na cidade, e quem melhor que alguém com quase quatro anos de experiência com eles para trabalhar para si? Daeshin trabalhava dia e tarde, e ao cair da noite trabalhava sozinho em um projeto próprio que começou quando durante o serviço em um cemitério de carros militares ele encontrou e foi presenteado com a carcaça de um Chevrolet Impala 1967.
Após dois anos e meio naquele serviço seu carro finalmente ficou pronto e o garoto decidiu agradecer por tudo e colocar o pé na estrada, viajando sem rumo e dormindo em hóteis baratos após ter perdido todo e qualquer rumo na sua vida. Foi assim que ele acabou em Seul, onde há apenas dois meses começou a morar de aluguel em um apartamento extremamente luxuoso (não, sério, se comparado com o que ele era acostumado aquilo era incrível) no Tártaros, algo que ficou possível quando um antigo colega que morava lá disse ter uma vaga para instrutor de dança no Atlas Gym, algo que viria com um belo desconto de 30% no aluguel para morar lá. Bom, se alguém tinha currículo para isso, certamente era ele, não?
Agora, Daeshin busca um novo projeto em sua vida, algo que dê sentido à ela e o ajude a seguir em frente, mas acima de tudo busca também um pouco de estabilidade, já é adulto e é hora de aceitar que trabalhar naquela academia é o mais próximo que ele teve em anos do seu antigo sonho, bom, isso e os tiktok’s gravados para tentar conseguir uma rendinha extra que fosse graças a ele ainda ter um ou outro fã por aí que não parou de acompanhar seu nome, algo pelo qual ele deu amém muitas vezes na estrada. Entre seus relacionamentos nada saudáveis, uma vida completamente nova e tendo que lidar com a ideia de viver fixo em uma vida estável pela primeira vez, ainda existe muito que ele precisa aprender a lidar, assim como crescer enquanto pessoa.















