Sangue. Havia escarlate nos lábios do animal, escorrendo pelas presas expostas até o chão enegrecido da noite. No céu, uma minguante parca iluminava a carnificina. Restos mortais manchavam de maneira desordenada o canvas daquela pintura horrenda, grotesca como poucas vezes os pesadelos de Erika costumavam ser. Em foco, um lobo. Mortos, no mínimo seis homens.
Acordou em susto, o corpo ainda afetado por pequenos espasmos. A garganta da Viperyn ardia, e tão logo recobrara a consciência, seus olhos também passaram a arder. Checou as janelas com a vista e percebeu-se minimamente aliviada ao vê-las fechadas. Não era o bastante. Sentia-se sozinha. Vulnerável.
“Can you, like... come over?” Ela perguntou, observando a figura de @dcvillish por entre o arco-iris improvisado. Os primeiros raios de sol já haviam aparecido, ainda que não fosse uma hora exatamente apropriada para acordá-lo. Tinha um sorriso afetado nos lábios. “I, uh... I don’t wanna be alone right now.”













