Passou a vida toda tentando ser bom o bastante, depois viu que o bastante era ser bom
B. Ruan
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Passou a vida toda tentando ser bom o bastante, depois viu que o bastante era ser bom
B. Ruan
Descrevendo
É amargo, mas não é na boca, é o residual daquela sensação ruim de ter provado algo inesperadamente ruim.
Amortecimento, o fluxo é mais lerdo, um pensamento leva a outro, mas o caminho parece ser mais demorado. Algumas conexões estranhas fazendo com que coisas difíceis de serem relacionadas estejam ligadas.
O sono é como se tudo tivesse com sono, até sua pele fica amortecida, não é um sono simples, parece um sono sistêmico.
Dentro de uma zona neutra, não é felicidade, não é tristeza é um dia nublado dentro da cabeça, um anoitecer que deixa opaca as percepções.
Tem um toque de aflição sim. Um certo aperto na barriga, como se um enxame de abelhas sem ferrão fizessem uma migração dentro do seu estomago. Um aperto sim, muito mais físico do que mental.
Um desalento leve, um julgamento mais superficial e vitimizador que se você não controla, pode te deixar extremamente babaca.
Uma certa pressão sonora nos ouvidos. Um peixe beta dentro do cérebro, fazendo uma dor leve percorrer tudo. Nos olhos também, uma pressão bem leve nos olhos.
As vezes a sensação de estar em um lugar amplo, um lugar com janelas abertas e muito vento. Não é um frio direto, mas uma vontade de se agasalhar e se proteger dos estímulos. Indo contra o que eu mesmo falei, a pele as vezes acorda e fica mais sensível.
Tá certo que, descrever a experiência, muda a experiência. A partir do momento que você começa a tentar prestar atenção em como você está, você já está mudando seus padrões de pensamento, mas é mais ou menos isso.
Claro, a maioria dos efeitos são percepções erradas e nem sempre é do mesmo jeito. Descrever esse tipo de coisa é bem complexo.
Uma crise (Primeira tentativa de descrever)
Nestes momentos tudo fica cinza, não literalmente, ainda existe cor, mas a cor perde o encanto. Um vermelho, um verde, um amarelo, um azul, tudo fica com cor de tanto faz.
Todo incomodo, qualquer coisinha que não vai bem, neste momento cresce, vira um gigante e fica se repetindo como um mantra.
Cada nova repetição de um pensamento ruim é acompanhada de um certo reforço, minha imaginação pega o quadro que incomoda e aumenta, deixa mais profundo, pior, coloca detalhes e faz um filme de mal gosto que em alguns momentos invade os sonhos.
E este incomodo, esta coisinha, a origem é múltipla. Coisas de um passado que queremos esquecer, coisas no presente que estão tortas e até mesmo a preocupação com o futuro. Dizem que se fixarmos no presente as coisas melhoram, mas não nesta hora. Pelo menos, não pra mim no momento.
O presente nesta hora é um amontoado confuso e cheio de possibilidades que não dão alento.
Vontade de reclamar? Claro com certeza, mas ao mesmo tempo uma apatia tamanha que faz calar qualquer esforço.
Escrever parece ser um bom escape, descrever os tormentos faz com que eu racionalize um pouco e ocupe meus pensamentos, isto desvia um pouco os mecanismos deste tormento.
Acho que distração é um bom remédio!!!
É muito comum ouvir relatos que é a noite que as dores se acentuam, finais de semana também né. Deve ser por falta do que fazer, falta de distração.
Nota para mim mesmo: Distração. Distração. Distração.
Acredito que semana que vem eu vou vencer a minha resistência e procurar um psicologo. No momento eu odeio a ideia, mas.....
“Chistian como Giovanni Mendéz.” (x)
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