Ouviram do Ipiranga as nossas lágrimas
Formando um riacho com correntes
O país gritando por socorro
Nas mãos de um safado incompetente
Se o penhor da desigualdade
Conseguimos sangrar com os impostos
Em teu seio, ó desgraça
Desafia o nosso peito a um dia em Espírito Santo
Ó pátria amada
Massacrada
Salve! Salve!
Brasil, um pesadelo, um raio certeiro
Na cabeça da pobre desprovida
Se o teu formoso céu apreciava
Tome cuidado com bala perdida
Gigante pela própria violência
O índice de podridão aumenta
Vamos ver quem é o último que aguenta
Ó pratria amada
Dentre outras uma ou duas, você foi jogada
Roubada, massacrada, e agora não tem nada
Patria amada
Brasil
Deitado eternamente em devaneio
Sonhando com o fim da greve policial
Pegou Rio de Janeiro, qual o próximo
Abaixe-se, pois é tiroteio
Mas ergue-se, a justiça não é forte
Prende um ou outro pra dizer que é viva
Mas, se olhar nos olhos já ta morta
Pobre coitada
Se iludiu com um futuro
O que é isso?
Daqui uns dias ninguém nem vai ter chouriço
Dos filhos deste solo arrancados
Portugal desgraçado!