Saindo do escritório, rompendo o silêncio da praça, ele acontece., O silêncio foi quebrado, mais uma vez um grito, que por sinal só anuncia que outros gritos virão.
O rito se repete, pontual como uma mania recorrente, e toda a raiva, remorso ecoa pela pior parte da cidade.
Mais uma vez, ele havia matado. Envolto em seu manto de respeito, trabalho duro e ingenuidade, aquele grito atestava que sua sanidade que por muitos já é questionada, nunca esteve tão ameaçada.
O palco do seu ato, era conhecido, como sempre seu escritório foi maculado por mais uma morte. Sua vítima, foi acusada de ser vazia e sem beleza como as outras antes dela.
Como um viciado, mais uma vez ele repetia, mais um dia morria, sem ter chance de se defender.
Sábados, domingos, feriados, nenhum dia era sagrado, todos estavam ameaçados.
Agora ele vai pra casa, toma seu remédio e tenta esquecer todos os convites recusados, todas as oportunidades perdidas.
Enquanto isso, dia após dia, assassinato após assassinato o seu cúmplice fica mais forte, o grande controlador do fantoche assassino, o medo de viver novas decepções.