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No mundo existem alguns variados tipos de pessoas, mas que podem ser classificadas em três grupos grandes: As que acreditam apenas no que vêem, as que acreditam que até a mais doentia das fantasias pode existir e as que não sabem se acreditam só no que vêem ou se acreditam nas fantasias. Nesses três grupos, quem não acredita na Beanshee, passa à acreditar em apenas um ou dois passos: Correndo perigo mortal ou segundos antes de morrer. Beanshee era isso. Só um aviso de perigo. Não passava de uma placa que indicava a morte. Era literalmente uma placa em uma encruzilhada onde a palavra "Perigo" está escrita indicando um caminho. Entretanto, mais cedo ou mais tarde, todos encontram a Beanshee. E depois dela, encontram a morte. E, por ser um aviso de perigo, todos a viam em seu momento certo, exceto aqueles que algum dom possuíam, afinal, a vida é cheia de avisos e apenas os bem atenciosos os enxergam.
Talvez naquele dia que a Beanshee estava mais descontraída, muitos resolveram prestar atenção ou apenas desenvolveram dons da noite para o dia. Afinal, era impossível ver a Beanshee sem correr o risco de morte, tal como se ela fosse de matéria, sem um dom especial. Ora essa, o arauto era só um espectro cadavérico com roupas em frangalhos! Sendo um espectro, não podia ser visto sempre! Ainda mais tocado! Entretanto, éter não deixa de ser uma essência que pode se formar algo similar a matéria e, sendo o espectro rubro puro éter, talvez alguém de seu mesmo plano ou de plano similar ao dela, pudesse tocá-la. Mas, esse não é o caso dos que habitam o plano etéreo das criaturas vivas, no qual tudo consiste de matéria. Por falar em matéria, seres materiais estavam na espreita de onde o corpo da Beanshee se concentrava, nenhum deles estava com hora marcada para vê-la e ainda assim aparentavam vê-la. Mas, que diferença isso fazia? Sua aparência era feia o bastante para manter os curiosos afastados, assim pensava ela.









