TASK 001 — WHO ARE YOU?
“Yeah, it’s me. Don’t cream your pants.”
I. FÍSICO
Voz: Há um constante tom de zombaria e impaciência na voz de Atlas Gauthier. Apesar do reino de origem e de sua língua materna, seu sotaque é pouco perceptível --- criado praticamente em isolamento, não desenvolveu certas características e manias regionais. Costuma falar mais alto se está próximo dos amigos (pois assim dá-se a liberdade para falar qualquer besteira que quiser, o quão alto quiser) ou se está irritado demais para manter a compostura, mas, no geral, ela permanece no mesmo volume: clara o suficiente para que não precise se repetir, mas não para que os curiosos e fofoqueiros escutem os detalhes de suas conversas.
Idade: 24 anos. Faz aniversário no dia 18 de novembro.
Gênero: Masculino cis.
Peso: 75kg.
Altura: 1,91m.
Sexualidade: Bissexual.
Defeitos físicos: Cicatrizes de estripulias infantis, um nariz um pouco diferente de como era antes de levar seu primeiro soco, e cortes e hematomas que teimam em retornar para destacar-se na pele clara. As mãos também são marcadas por machucados de brigas e treinos e queimaduras de poções mal-sucedidas.
Qualidades físicas: A figura atlética e definida é certamente chamativa, tal como a altura, mas a verdadeira vaidade de Atlas está em seus lábios grossos e bem delineados. Estes vez ou outra serão vistos adornados por cortes e inchaços, resultantes das brigas que insiste em puxar sem a necessidade de grandes incentivos --- um charme a mais, diria ele.
É saudável? Fisicamente? Sem dúvidas. Os exercícios físicos rotineiros fazem a manutenção do equilíbrio de seu corpo. Mentalmente, no entanto? Talvez não muito.
Maneira de andar: Confiante, mas não pretensiosa. Atlas entende exatamente quem é e não se importa com a imagem que os outros possuem dele; tem lugares a ir e afazeres a cumprir. Contudo, há certo desconcerto causado por sua estatura, às vezes fazendo-o parecer desengonçado ou destacar-se no cenário.
II. PSICOLÓGICO
Práticas / Hábitos: Atlas sempre leva moedas no bolso, mas não para gastá-las; por ser capaz de transfigurar objetos em outros, a moeda oferece-lhe a praticidade de ter algo para transfigurar a qualquer hora, caso precise. Assim, é comum vê-lo girar uma entre os dedos durante as aulas ou enquanto transita pelos corredores do castelo, especialmente quando a mente está preenchida por alguma preocupação. Ademais, distrai-se fácil em aulas que não lhe interessam e, nesses momentos, faz qualquer coisa que não seja prestar atenção no professor: fuça o estojo alheio, rabisca no caderno, dá uma espiadela no Spellbook e conta os minutos no relógio de parede até a hora de sua liberdade.
Inteligência: Atlas é inteligente para passar em suas matérias e esperto para solucionar problemas, mas não é tão brilhante quando trata-se de pessoas. Isso porque, além de ser gentil como o coice de um cavalo, tende a encarar as situações com praticidade. Diria que é emocionalmente tapado, pois não só tem dificuldade para reconhecer os sentimentos alheios como para lidar com eles. Ainda assim, o feiticeiro destaca-se em suas habilidades mágicas, conhecimento arcano e produção de poções, e tem uma facilidade especial em matérias de cunho prático.
Temperamento: Inferninho. Não, mas sério mesmo: o temperamento de Atlas é complicado, pois, embora recorra instintivamente ao humor (principalmente para contemplar a própria desgraça), tirar sua paciência não exige trabalho. É como uma bomba relógio à espera da explosão. A esse ponto, não sabe mais dizer se o mau humor é causado pela maldição ou se tornou-se parte de sua personalidade, já que convive com ambos há tempo demais para diferenciá-los. Porém, a presença dos amigos o mantém na linha e o impede de cometer ainda mais burradas do que costuma fazer --- a menos, é claro, que sejam tão irresponsáveis e impulsivos como ele. Nestes casos, mais justo seria compará-los a uma ogiva nuclear mirada bem na cabeça de Merlin.
O que te faz feliz? Festas; irritar alguém de propósito; o desenvolvimento de suas habilidades mágicas; gatos; o silêncio da floresta; tempo de folga; a cara de decepção de Merlin quando ele aparece na diretoria outra vez.
O que te faz triste? Ser rejeitado; lembrar-se de sua maldição; ser subestimado; não aproveitar as situações como deveria; pensar sobre a relação com a mãe; duvidar de seu futuro; ser incapaz de realizar uma magia ou criar uma poção.
Esperanças: Apesar de ter consciência da realidade, Atlas ainda espera que um dia consiga quebrar a própria maldição e encontrar o amor verdadeiro. Também quer tornar-se um feiticeiro tão poderoso quanto a mãe, e obter estabilidade em um conto conhecido o bastante para que não se preocupe com o esquecimento.
Medos: Acima de tudo, ele teme jamais encontrar o amor verdadeiro e passar o resto de seus dias acorrentado à maldição que lhe fora lançada na infância, porém, também tem medo da mediocridade e anonimidade. Julga a frustração com si mesmo como uma das piores emoções a serem sentidas e gostaria de evitá-la.
Sonhos: Tornar-se um feiticeiro poderoso; ter uma participação importante em um conto; ser um mestre de poções; e finalmente sair do casebre caindo aos pedaços de sua mãe.
III. ASPECTOS PESSOAIS
Família: A família de Atlas resume-se a ele e à mãe. Não conhece o pai e tampouco tem interesse nisso, já que ele não passou de uma ficada casual de Circe, e não ousa perguntar à feiticeira sobre avós ou tios — verdade seja dita, ela parece mais como uma entidade do que uma pessoa.
Amigos: Poucos são os que suportam sua personalidade volúvel, e para estes uma salva de palmas. Não tem muitos amigos e prefere dessa maneira, já que sabe que neles pode confiar. Com os amigos mais novos, apresenta uma inconveniente Síndrome de Irmão Mais Velho, o que significa que os trata como seus próprios irmãos e pode ser excessivamente protetor.
Estado Civil: Como diria Jão: “ai, meu Deus, eu vou morrer sozinho”.
Terra Natal: Arcádia, reino de Belle e Adam.
Infância: Criado em uma cabaninha próxima à floresta, Atlas viveu uma infância solitária. Circe nunca o viu como filho, mas sim como um aprendiz: passava-lhe todos os conhecimentos mágicos que conhecia e pouco do carinho maternal que guardava (se é que o possuía de fato). Para não estragar o disfarce da mulher, que tomava a forma de uma velhinha para transitar pela cidade e amaldiçoar os merecedores, a existência do garoto não podia ser descoberta. Desta forma, Atlas só era permitido sair de casa ao anoitecer e passava mais tempo na floresta, cercado de plantas e animais, do que com outras pessoas.
Crenças: Atlas possui uma relação de amor e ódio com o Narrador. Enquanto acredita em sua existência e grandiosidade, o xinga pelos quatro cantos por suas injustiças. Crê que os contos de fadas são demasiadamente simplórios e dualistas, e que a descendência de um indivíduo não deveria ser de tanto impacto em sua vida.
Hobbies: Tem o boxe como hobby, tal como a participação no recém-criado clube da luta. Também diverte-se no clube de xadrez e, além disso, toca piano, por mais que não esteja no clube de música. Entretanto, o estudo sobre feitiçaria, astronomia e poções ainda é a atividade na qual mais gasta tempo.
IV. PRÁTICAS
Comida favorita: Qualquer prato cozinhado por sua mãe, algo de que sente muita falta quando está em Aether.
Bebida favorita: Irish coffee.
O que costuma vestir? O guarda-roupa de Atlas é praticamente monocromático: se não está usando o uniforme da Anilen, é provável que vista somente peças pretas, todavia, também gosta das cores roxo, azul e vermelho se em tons escurecidos. Camisas de botão e camisetas lisas e largas compõem seu visual do dia a dia, acompanhados por jaquetas, blazers e casacos. As calças acompanham o esquema de cores escuro e, nos pés, sempre sapatos fechados e que o permitam fugir do corpo docente.
O que mais o diverte? Festas e bebidas; o clube da luta; boxe; xadrez; ser um pé no saco; provocar os outros; e ter sucesso na criação de poções novas.
V. INSPIRAÇÕES
Steve Harrington (Stranger Things), Kerem (Love 101), Atlas (mitologia grega), Calypso (mitologia grega e a série de livros Os Heróis do Olimpo, de Rick Riordan), Patrick Verona (10 Coisas que Eu Odeio em Você), Thiago Fritz (A Ordem Paranormal) e basicamente a discografia inteira de Jão.







