>> Retrospectiva Tropical Baiana <<
O ano de 2015 trouxe várias coisas bacanas pra todos nós. Por isso falamos aqui o que se destacou pra gente do coletivo, especialmente no campo musical.
Bora lá! (Tá na ordem de acordo com a foto!)
Melhor evento em Salvador: Falando em evento e pensar no que ocorreu nessa cidade é difícil. Mas, pra mim, o melhor evento foi A Feira da Cidade. Por misturar artesanato, gastronomia, música, dança e outras modalidades em um mesmo espaço.
Show do ano: Depois de tanto pensar e ter dúvidas entre o Show de Céu no Sangue Novo (Museu du Ritmo) ou IFÁ no 20 de Novembro (Fela Day no Pelourinho), fico com o IFÁ, sinergia única.
Álbum do ano: Fiquei em outra dúvida: Emicida ou Aláfia? Rs. Ouvi os dois bastante. Fico com “Corpura”, da banda Aláfia. O álbum vai fundo na minha ancestralidade.
Redescoberta musical: Eu diria descoberta. Foi um ano de encontro com a percussão, acredito que ela seja ancestral na minha vida. Descobri que posso sentir o tambor e expressar no instrumento.
Maior tropicalidade do ano: A maior tropicalidade do ano... hum... Foi a execução do Bloco Tropical Baiana.
Melhor evento em Salvador: O Festival Radioca no Trapiche Barnabé. Ótima organização, seleção das bandas, sem filas, clima massa, público tranquilo, segurança e diversidade de adereços criativos e vinis. Não teve outro que batesse esse conjunto harmonioso.
Show: Emicida no Trapiche. Banda maravilhosa, músicas na boca do público, que foi um quê a mais e deu o verdadeiro tom do show, interagindo com as canções e com Emicida de uma forna transcendental. Maravilhoso ver e sentir aquilo.
Álbum: “Sobre Crianças, quadris, pesadelos e lições de casa”, de Emicida. Foi o disco onde todas as músicas tocaram forte na alma, seja por raiva, amor, delicadeza, revolta, esperança... Pra mim não teve outro que provocasse essa ebulição de sentimentos e que eu não canso de ouvir.
Redescoberta musical: Os Tincoãs. Através dos vinis, os redescobri. Eles são como entidades pra mim, que tanto contribuíram para a disseminação da cultura negra e do Candomblé. É de uma beleza e simplicidade a forma como fizeram música, que me tocou e toca profundamente. E ver o show de Matheus Aleluia, único componente vivo, no Centro Cultural Barroquinha, foi uma emoção e confirmação de que o legado deles está mais viva e latente na gente do que nunca.
Maior tropicalidade: Ter colocado em prática o Coletivo Tropical Baiana, saindo do campo das ideias e realizando ações que me fizeram muito bem, além de reunir pessoas que agregaram e agregam muito ao sentido do coletivo.
Melhor evento: Festival Radioca. Evento com musicalidade da boa, vibe massa, cheio de gente fina, elegante e sincera e muito bem organizado. E ainda participamos da Feira do Vinil! É dos eventos que creio - e torço - que tenha vida longa, e que daqui a 10, 20 anos iremos contar o quanto ele foi (e é, no presente lá do futuro) importante para o fomento da música e consequentemente da cultura na Bahia (a princípio).
Show: Toquinho e Ivan Lins, no TCA, com a família. Encontro de gigantes, tocando juntos e em alguns momentos cada um ficava sozinho tocando suas canções. Eles tocam muito. Além disso, contaram histórias sobre as músicas. Algumas pessoas não gostam muito disso - pude ouvir resmungos de "iihhh, canta logo" - mas eu adoro. Contaram aquelas também deliciosas histórias de bastidores, sobre o tempo em que começaram, sobre os festivais e outros shows... E o repertório foi sensacional, arrepiei várias vezes, cantei junto e levantei pra sambar no final.
Álbum: “O Melhor de Moraes Moreira”. Não foi um álbum lançado esse ano, certamente, porém foi dos que eu mais ouvi, toquei em eventos e curti. É um LP de 1981 e um dos primeiros que comprei, quando ainda morava em São Paulo. Sempre ouvi muito ele, e esse ano não foi diferente, mas ganhou destaque por fazer parte da setlist em praticamente 100% das vitrolagens.
Redescoberta musical: Gal Costa. Eu ouvia antes, mas tava meio de resguardo dentro da memória. As vitrolagens, a retomada das músicas da Tropicália e dos carnavais antigos, somados à parceria de Vanessa que ama Gal, me fizeram reexperimentá-la e, dessa vez, de forma até mais madura. E pra mim foi - e está sendo - ótimo.
Maior tropicalidade do ano: Nós =)