Pandemia impulsionou digitalização do consumo no Brasil, diz Coelho, do Google
Isolamento social levou ao e-commerce público que ainda não estava acostumado a comprar on-line, aponta presidente da empresa no país O isolamento social trouxe novos consumidores ao comércio on-line e promoveu mudanças nas categorias e termos mais buscados no Google. “Foi uma época de ‘primeiras vezes’”, observou Fabio Coelho, presidente da operação brasileira da empresa de tecnologia, na Live do Valor desta segunda-feira. Algumas categorias dispararam durante a pandemia, crescendo 50%, 70% e até 100%, conta Coelho. Ele cita como exemplo as categorias de cama, mesa e banho e de hortifruti, que não costumavam ter tantas buscas no comércio on-line. Para o Google, LGPD é parte da evolução e não ruptura, diz presidente Android democratizou acesso à internet, diz presidente do Google Brasil O executivo diz que as buscas da primeira fase da pandemia podem ser consideradas aquelas da “sobrevivência”: termos como ‘álcool em gel’, ‘computador barato’ ou ‘como sacar o auxílio emergencial’. O segundo momento teve mais a ver com termos ligados a atividades de bem-estar e lazer, ‘como melhorar minha casa’, ‘como fazer sofá mais confortável’ ou ‘televisão’. Ele destaca ainda que a plataforma de vídeos YouTube teve muitos acessos, com o país sendo um dos líderes em lives de artistas. “Ficamos felizes de observar que participamos desse momento e percebemos que isso era bom também para as marcas, que começaram a ver que essa variação de hábitos de consumo gerava oportunidades comerciais.” Para Coelho, essa pode ter sido uma boa oportunidade para a economia brasileira avançar na digitalização. “Essas pessoas que tiveram essa ‘primeira vez’ no ambiente digital agora olham e falam: ‘bom, perdi o medo, agora eu sei fazer’. Passa a ser opcional [consumir on-line]”, diz ele. Tecnologia na terceira idade O mercado digital para terceira idade é uma grande oportunidade para o Brasil, na opinião de Coelho. “Nos próximos cinco a dez anos vamos ver um movimento enorme em que as pessoas vão necessitar da tecnologia não só no celular, mas no apoio, como um pequeno robozinho que vai ser um companheiro para uma pessoa idosa sozinha”, diz, afirmando que vai ser importante a tecnologia na criação de serviços que vão ser bastante utilizados e criar bem-estar. Perguntado sobre o avanço no uso da inteligência artificial no Brasil, ele disse ver com “bons olhos” tudo que pode trazer eficiência aos sistemas, seja o comercial, o de relacionamento interpessoal ou o educacional, por exemplo. “Eu acho que a inteligência artificial vai para a retaguarda das decisões e vai ser usada de forma socialmente aceitável e para o nosso bem-estar. E tudo que não for para isso, nós, como sociedade, nos articularemos para utilizar a parte boa.” Reprodução/Youtube Pandemia impulsionou digitalização do consumo no Brasil, diz Coelho, do Google












