Na forma como eu aprendi, ou, usando uma expressão meio cafona, na minha época "gay" era qualquer um que é do vale. Sapatão é gay, trans é gay, bicha é gay, só não é gay quem não passou pelo menos uma temporada dentro do armário. Eu acho que assim faz mais sentido, mais abrangente.
Primeiro que "gay" nem é do português, é um extrangeirismo, então tanto faz o significado que essa palavra tem lá na gringa, aqui é outra coisa.
Segundo que mesmo no original "gay" não significa exclusivamente homem homossexual, "gay" significa "alegre".
Há quem se importe muito, aqui e lá, sobre deixar esses termos bem definidos e bem delimitados, mas honestamente, que perda de tempo. Acho que a galera do vale seria mais feliz se parasse de se preocupar tanto com ser a sua identidade do "jeito certo" e a saber sempre os "termos certos" e aprendesse a ser feliz na nossa viadagem sem se incomodar com a viadagem alheia.
A mas se "ele" é um homem cis ele não devia ficar falando de si com pronomes femininos.
A mas se "ela" é travesti mesmo para que ficar falando que é bicha?
A mas se Fulana é lésbica porque não fala só isso, para que ficar dizendo que é "sapatão"?
AAA vá tomar banho vá. O vale não é clubinho que se precise apresentar carteirinha de gay não uai. Deixe de ser puliça que tu nem recebe do governo, ninguém gosta de fiscal de viadagem não oxente.
E que não me venha ninguém me admoestar quanto ao meu uso de palavras como "bicha", "sapatão" e "viadagem" que isso aqui não é aula de português não, aqui é tambler, cebêsta.