Uma lembrança de respeito: a exposição “Do começo do mundo” realizada em 2019 pelo Novos Para Nós sobre a arte do pernambucano Zé Bezerra 💎. Aqui vai um trecho do texto da curadoria que escrevi para este momento tão especial. “[…] pela mata baixa do Vale do Catimbau, Zé caminha só com o que é realmente necessário – um facão e 66 anos de vida. Sem segunda chance. É ali que encontra sua matéria-prima: a umburana morta e retorcida. O movimento que a madeira naturalmente possui é o ponto de partida para o olhar de Bezerra que o vê identificando seres do seu imaginário. E aí não tem dúvida: basta um baixo e decisivo número de cortes para sua criação parar em pé. A ação do facão não abre espaço para hesitação. É precisa, certeira, consciente e cirúrgica feito Lucio Fontana. O gesto traz sabedoria a ponto de ora revelar os bichos que imagina e ora se esconder por trás da própria sedução. Guimarães Rosa parece familiarizado com o processo criativo de Bezerra ao dizer que “O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.” Vigia. Gentilmente, convocamos um olhar distante das óbvias afirmações só possível com a presença das obras deste expoente popular. Zé Bezerra nos dá o presente mais útil e raro para a atualidade: a chance de vivermos incertezas.” #novosparanos #docomecodomundo #zebezerra #ondina55 #misci #casadelas #arapurugin #artepopular #artepopularbrasileira #artebrasileira (em São Paulo, Brazil) https://www.instagram.com/p/Cl7IQNpv3NO/?igshid=NGJjMDIxMWI=

















