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Mitos e Verdades sobre a doação de órgãos
Se os médicos do setor de emergência souberem que você é um doador, não vão se esforçar para salvá-lo.
Mito. Se você está doente ou ferido e foi admitido no hospital, a prioridade número um é salvar a sua vida. A doação de órgãos somente será considerada após sua morte e após o consentimento de sua família.
Para se tornar doador, não é preciso deixar nada por escrito.
Verdade. A comunicação verbal aos familiares é suficiente, uma vez que apenas a família pode autorizar a remoção de órgãos e tecidos para o transplante.
As manifestações de vontade de ser doador após a morte que constavam no RG e na CNH perderam validade.
Verdade. Em muitos casos, por desinformação, as pessoas se negavam a ser doadoras sem ao menos ter refletido sobre este assunto, que é de extrema importância.
Você está muito velho para ser um doador.
Mito. Pessoas de todas as idades e históricos médicos podem ser consideradas potenciais doadoras. Sua condição médica no momento da morte determinará quais órgãos e tecidos poderão ser doados.
Idosos ou pessoas que já tenham tido alguma doença não podem ser doadores.
Mito. Todas as pessoas podem ser consideradas potenciais doadores, independentemente da idade ou do histórico médico. O que determinará a possibilidade de transplante e quais os órgãos e tecidos poderão ser transplantados é a condição de saúde no momento da morte e uma revisão do histórico médico do paciente.
A doação dos órgãos desfigura o corpo e altera sua aparência na urna funerária.
Mito. Os órgãos doados são removidos cirurgicamente, numa operação de rotina, similar a uma cirurgia de vesícula biliar ou remoção de apêndice. Você poderá até ter sua urna funeral aberta.
Sua religião proíbe a doação de órgãos.
Mito. Todas as organizações religiosas aprovam a doação de órgãos e tecidos e a consideram um ato de caridade.
Há um verdadeiro perigo de alguém poder ser drogado e quando acordar, encontrar-se sem um ou ambos os rins, removidos para ser utilizado no mercado negro dos transplantes?
Mito. Essa história tem sido largamente veiculada pela Internet. Não há absolutamente qualquer evidência de tal atividade ter ocorrido. Mesmo soando como verdadeira essa história não se baseia na realidade dos transplantes de órgão
A família do doador precisa arcar com os custos relacionados à doação.
Mito. O doador ou sua família não têm custos nem ganho financeiro, sendo apenas entregue uma carta de agradecimento pelo gesto solidário e humano.
Quem arca com os custos da cirurgia é o paciente ou a própria família do doador.
Mito. Os custos dos procedimentos relacionados ao transplantes são arcados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que também se responsabiliza pelo fornecimento, durante toda a vida, das medicações para evitar a rejeição do órgão transplantado.
Um único doador tem a possibilidade de salvar ou melhorar a qualidade de vida de mais de 20 pessoas.
Verdade. E, hoje, 80% dos transplantes são realizados com sucesso no país.
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Publicação by Mídias Cariri.