◄ (why not? q)
Send me a “◄” for a drunk kiss from my muse.
Ao ponto em que estava, cansou-se de ficar sentada em cima do balcão do bar da festa onde os cérebros latejavam ao som da batida da música eletrônica e os olhos já se acostumavam com o estranho arco-íris de cores das luzes de diversas formas, iluminando rostos animados e os donos das vozes altas que gritavam "Mais um! Mais um! Mais um!".
— Mais um pra mim! — Kali gritava em resposta, virando o copo e batendo palmas. — Sou mais forte que você! — Apontou para um garoto que se encostava na bancada bebendo solitário, provavelmente de olho em alguém na mutidão. Kali percebeu seu sorriso. Ele estava a observando fazer da festa uma aventura, mas para Kali não era. Ela ainda não estava bêbada.
Desceu do balcão, indo pegar algo azul em uma taça. Nunca se importou em sequer perguntar o nome das vodkas que serviam, pois não eram bebidas chiques, não passavam de vodka. Aquela mistura sempre estalava sua mente. Enquanto trazia as taças e ficava frente a frente com o rapaz, os dois partiam para uma disputa acirrada com o barman tendo de agilizar seus monótonos movimentos para acompanhar o fôlego dos jovens.
— Tudo bem, você venceu. — Kali largou a taça no balcão. — Talvez, só talvez, eu não deveria ter te desafiado já estando um pouquinho bêbada.
— Pessoas entupidas de alcool não costumam ser as mais inteligentes. O que eu ganho?
Kali aproveitou que tropeçou em seus próprios pés e quase caiu em cima do rapaz para beijá-lo, contornando a situação com retribuição.
— Ganhou o melhor presente do mundo!










