oi gente, eu sei que demoro muito pra responder as asks, é que nem sempre eu tenho cabeça pra fazer icons e desanimo muito fácil. mas não é por isso que vocês têm que me enviar outras asks cobrando a mesma coisa, eu entro na minha caixa de entrada todos os dias e vejo as asks, não precisa enviar pedidos repetidos, eu sinto muito se não fiz no tempo esperado, mas eu não sou um robô, ok? eu tenho minhas obrigações e afazeres como qualquer um.
Talvez a excursão não tenha sido apenas uma atividade curricular organizada por Merlin para aprimoramento dos aprendizes. Havia um motivo para que os Guardiões quisessem os estudantes fora de Aether e, passada a euforia dos jogos e do desconhecido envolvendo Neverland e Wonderland, ao retornarem para casa alguns aprendizes mais observadores repararam que nem tudo estava no lugar exato em que tinham deixado quando saíram. Sem anúncio, a Diegese tinha aproveitado o esvaziamento da escola para revistar o interior das quatro Casas, em busca de mais pistas sobre o desaparecimento de Jason. Uns poderiam questionar aquela medida, mas a verdade era que os agentes tinham carta branca para fazer o que bem entendessem, considerando que atuavam em nome do próprio Narrador.
Era de se esperar que já estivessem partindo depois de tanto tempo no Castelo Dillamond, entretanto, a ausência de pistas apenas fazia deles mais afoitos por encontrarem alguma coisa, e o clima de desconfiança se intensificava. Agora, não faziam questão de esconder que desconfiavam da idoneidade de alunos e professores – qualquer um podia ser um suspeito. Por conta disso, instalaram uma sede temporária do outro lado do Lago Encantado, tendas equipadas com equipamentos que julgavam que seriam úteis nas buscas, trazidos diretamente da Central do Narrador, inclusive – alguns diziam – instrumentos de aparência assustadora e uma prisão no subterrâneo (o que soava muito como especulação fantasiosa). No entanto, os boatos combinavam com a postura mais autoritária e repressiva que assumiram.
Outras mudanças foram implementadas: o toque de recolher passava a ser às nove horas da noite; aos finais de semana seriam empreendidas inspeções; e qualquer atitude suspeita ou denúncia, mesmo anônima, seria rapidamente averiguada. Além disso, dois agentes da Diegese foram designados para cada Casa, permanecendo à porta de entrada durante a noite, a fim de observar mais de perto o que acontecia no interior das salas comuns – o que significava, também, ouvir tudo o que era dito. Por sua vez, o Diretor fazia o possível para apaziguar a situação, sempre ressaltando, em seus pronunciamentos, que aqueles procedimentos eram de rotina e que todos trabalhavam unicamente com o intuito de descobrir o que tinha acontecido com o colega Jason Bee.
A fim de dar alguma sensação de normalidade e de estimular o espírito de equipe de seus aprendizes, Merlin anunciou que estavam abertas as eleições para o Grêmio Estudantil! Seriam aceitas quantas chapas decidissem se inscrever, com abertura da etapa de campanha a partir do pronunciamento do Diretor; a data de debates e outras atividades seriam anunciadas posteriormente. O mago lembrou a todos que o grêmio estudantil é a organização responsável por representar o interesse dos estudantes, servindo como órgão máximo de representação destes em uma instituição, permitindo que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade. É um espaço de aprendizagem, cidadania, convivência, responsabilidade e de luta por direitos. E considerando o que vinham enfrentando em Aether, isto vinha bem a calhar.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
O drop não tem uma data limite, então por favor incorporem esse acontecimento nas interações. Quem quiser fazer POV de perguntas feitas por Guardiões da Diegese, fique à vontade, aproveitando para desenvolver o seu char: ele está com medo? Ele é considerado um suspeito? Ele tem algo a esconder? Ele concorda com os métodos da Diegese? Seja criativo!
Se precisarem de mais informações, chamem no chat ou mandem asks. Já sabem que nós estamos sempre abertas para sugestões! E o mais importante: interajam e se divirtam!
Sobre o grêmio estudantil, sabemos que o real pode ser bem mais complexo e engloba bastante coisa, mas vamos simplificar aqui no rp, ao menos de início. Portanto, para que uma chapa seja considerada apta, precisará contar com quatro membros, sendo obrigatoriamente, sem exceções, um de cada Casa.
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO DA CHAPA:
Nome da Chapa:
Lema:
Membros:
Presidente
Vice-presidente
Secretário-Geral
Tesoureiro
Principal Proposta: (pode ser curta)
____________
O formulário deve ser enviado para a central até o dia 05/02/2020, com todas as informações preenchidas, por um dos membros da chapa. Vamos postar a chapa formada, então, para que todos possam acompanhar quem está disputando a eleição.
Gente, participem!!! Vai ser muito interessante ver o posicionamento (político) do char de vocês, e pode render muito para o desenvolvimento. Já pensou se o seu personagem está destinado a ser um líder e nunca falou em público? Essa é a chance dele! Ou mesmo aquele que aparentemente está destinado a ser um secundário, mas é muito desenvolto e carismático – seria ótimo vê-lo competindo!
As combinações podem ser feitas tanto IC – rendendo diálogos no jogo – quanto OOC, já que demanda organização, mas lembrem de incluir todos, não só os mais próximos!
I didn't do it ( she DIDN’T do it )
but if I'd done it... ( but if she done it )
how could you tell me that I was w r o n g?
TW: sangue, violência e assassinato.
Já não havia mais luz do lado de fora, embora as dependências de Hyacinthum fossem bem iluminadas, já que os príncipes e princesas gostavam de luz. Argh! O quanto aquilo era ultrajante para Lloris, bem, não poderia ser descrito em palavras. Embrulhava-lhe de tal forma o estômago que a vermelha até mesmo fazia ânsia de vômito; seu povo morria em demasia em praças e arenas, trabalhava forçadamente, para sustentar luxos que ninguém mais poderia consumir. Educação? Para a elite. Saúde? Para a elite. Direitos? Há! Piada imaginar que vermelhos tinham direitos! Elite, elite, elite... Tudo para eles e, bem, Anya desejava que isso tivesse um fim breve; e teria se dependesse das rebeliões carmesins que eclodiam e, claro, da possibilidade de vermelhos com poderes. Não uma vermelha, mas todos os vermelhos. Isso mudaria o jogo, inverteria a balança, tornaria aquela luta justa.
O toque do telefone lhe tirou a atenção que depositava em seus próprios pensamentos, os dedos afastando a taça de vinho --- roubada dos aposentos de um nobre qualquer, obviamente; não sabia passar um dia sem a bebida --- e o corpo se debruçando sobre a cama, a fim de pegar o objeto no criado-mudo. Ora, ela não tinha como ter um telefone, certo? Era pobre e medíocre demais para ter um objeto tão grandioso como este. Entretanto, ela não era apenas a jardineira, não é? Esperanza não tinha direito àquelas coisas, tampouco como consegui-las, entrementes, Zyanya precisava do objeto e o conseguira com seu interlocutor de sempre. E, bem, falando no diabo...
“Diga” --- ordenou em um tom arrastado e visivelmente entediado. Geralmente, ele ligava pelos mesmos propósitos: o que você descobriu? O que pode ser útil agora e o que prefere esperar? E, bem, ela sempre lhe dava o que ele queria: desde pequenas e tolas discussões dos azuis até os mais interessantes segredos. Já estava pronta para cortá-lo quando a urgência de Andreas a interrompeu. “Zyanya, saía daí agora! Soldados estão por toda parte. Você tem trinta minutos.”
Pi, pi, pi, pi, pi, pi...
“Putain de merde!” Ora, ela não esperaria muito para sair, portanto, a vermelha rolou sobre os lençóis recém-postos, os dedos se fechando na arma que possuía em um suporte no estrado da cama e a retirando de lá. Os pés bateram contra o piso ainda morno pela temperatura --- o verão estava acima do esperado naquela temporada --- e a sestra empurrou minimamente as cortinas a fim de revelar a visão do lado de fora. De fato, soldados saíam de furgões em uma coreografia silenciosa. Hora de ir.
A vermelha correu para o outro lado do quarto, cuidadosamente abrindo a porta. A arma fora em sua frente, apontando de um lado e para o outro; vazio. A Lloris, então, caminhou cuidadosamente, a arma sempre à frente do corpo e sempre apontando para o primeiro corredor que via. A mulher entrou em um quarto onde um vermelho estava sobre a poltrona assistindo a uma velha TV em preto e branco. Aparentemente, um amistoso de futebol.
“Shh.” O indicador fora de encontro aos lábios, mostrando para o homem que este ficasse em silêncio quando se surpreendeu com a invasão, arma nas costas. Entretanto, Anya logo entrelaçara o dedo nos fios longos e rubros, batendo a cabeça de seu igual na mesa. Os quartos dos vermelhos eram pequenos, cubículos, entretanto, alguns tinham passagens pelo tudo do ar condicionado e aquele era o premiado do andar que a monegasca fora instalada. Ela tivera tempo para avaliar todos os ambientes quando chegara.
Anya, então, puxara uma cadeira até a extremidade do quarto, subindo na mesma até a parte móvel do teto. Empurrou o fundo falso com exímia facilidade e de lá retirou uma bolsa. Deixara a arma .38 em sua cintura enquanto remexia na bolsa, prendendo o cabelo em um rabo de cavalo antes de prender o baudrier de escalada na cintura. A monegasca passara, então, pela mesma porta que entrara.
A cada corredor e porta, ela parava, apontando a arma. Seus passos eram ágeis, rumo à saída do instituto, afinal, Andreas não ligaria caso não tivesse sido comprometida --- ou estivesse perto de ser, a ponto de entregá-los. Anya estava em um andar e a saída em outro, portanto, precisava chegar ao subterrâneo Hyacinthum. Entrementes, provavelmente as escadas estavam tomadas e os elevadores, provavelmente, em uso ou vigiados. Quase todos. O estúdio de dança nunca era amplamente visitado durante a noite e, a bem da verdade, quase nunca alguém se utilizava do espaço. E lá também havia elevadores.
Ao entrar na sala de dança, a vermelha fora cuidado para evitar as câmeras até que pudesse se aproximar e virá-las em um ângulo que não daria para vê-la. Deixara sua bolsa ao lado do elevador para chamá-lo. Quando ela o fizera, sabia que viria alguém juntamente com ele, portanto, quando a porta abrira, a vermelha correu para dentro do mesmo, empurrando o soldado contra a parede do elevador, batendo sua cabeça contra a extremidade, voltando-se para os botões do elevador. Pediu o subsolo e quando o ascensor desceu a monegasca o travou entre andares. Lloris não queria gastar as balas de sua arma com o outro, portanto, não se utilizou a mesma, preferindo a luta física.
O soldado pressionou a vermelha contra as portas fechados elevador, pressionando um de seus braços nas costas. Zyanya sorrira para ele, pisando-o em seu pé e acertando-o em seu rosto com o cotovelo. A vermelha girou em seguida e o acertou com um chute na face. Embora fosse o suficiente para desmaiar alguns, não fizera o mesmo com o homem de pele oliva. Entretanto, ele estava um tanto grogue pela pancada e Lloris bateu sua cabeça contra o elevador duas vezes, virando-o para cima e utilizando-se da camisa do outro para amarrar sua cabeça. Não poderia se dar ao luxo de deixar o espaço manchado de sangue a fim de denunciá-la.
Utilizando-se do corpo alheio como banco, Lloris empurrou o teto do elevador até que este se abriu, revelando todo o fosso onde o elevador estava paralisado. Anya pegou o rifle do soldado e o colocou acima do elevador, prendendo o próprio cinto no corpo desacordado do soldado, içando-se com dificuldades para cima. Aquela era a pior parte. Uma careta em aparente desgosto se formou em sua face à medida que puxava o outro para cima. Demorou cinco minutos para que a vermelha conseguisse fazer com que o soldado passasse pelo teto do elevador. Ao fazê-lo, ela sorriu satisfatoriamente --- recordando-se dos treinamentos carregando o dobro do próprio peso e em como estes eram sempre úteis ---, retirando o gancho do corpo alheio. O soldado começava a expressar sinais de estar recuperando a própria consciência quando Lloris o empurrou para fora do elevador junto de sua arma.
Un, deux, trois, q-. E não terminou de contar quando o tremor sentido pelo fosso do elevador indicou que o outro havia chegado ao chão. Quando o achassem --- se achassem --- diriam que ele havia morrido por descuido. O elevador travara no meio dos andares e, para tentar sair, acabara forçando a porta e, bem, caíra. Não se importava totalmente, entretanto; precisava fugir e ainda não havia conseguido fazê-lo. Zyanya debruçou-se novamente para dentro do elevador, apertando o próximo andar. Quando as portas abriram, ela apontara a própria arma, entretanto, estava vazio --- como esperado. A vermelha saiu, segurando as portas do elevador, chamando o andar de cima antes de soltá-lo. Vasculhou sua bolsa a fim de achar o objeto desejado e, ao que pegara o pé de cabra, usara-o para forçar as portas do elevador para que se abrissem. Quando o fizera, Lloris pegara a própria corda e prendera-a na bolsa, fazendo com que ela descesse pelo fosso do elevador. Em seguida, fora a vez de a vermelha envolver uma fita parecida com as utilizadas para slackline ao redor dos cabos de aço do elevador, prendendo os pés e escorrendo até o subsolo. Não estava tão longe do mesmo, afinal, no entanto, os pés de Anya reclamaram da atividade.
A vermelha sabia aonde aterrissaria, portanto, não conferiu o corpo jogado no fosso do elevador. A monegasca pegara sua bolsa e de lá tirara, novamente, o pé de cabra, abrindo as portas do elevador e saindo pela mesma, segurando e a sua arma em mãos, a frente do corpo, em alerta para qualquer sinal. A mulher se virara várias vezes para trás a fim de cobrir todas as bases, no entanto, depois de alguns metros percorridos, uma voz alta e clara soara atrás de si: “Vai a algum lugar?” O questionamento fora feito em uma clara evidencia de superioridade alheia, indicando que havia vencido. Droga! Ela deveria saber.
“Não vou ficar para a morte.” Respondeu a monegasca, ainda sem se virar; contudo, ela sabia dizer que o outro tinha um rifle idêntico ao que lançara pelo fosso do elevador e estava pronto para atirar na vermelha. Pela primeira vez em algum tempo, Lloris não desejava morrer; não pelas mãos de um vermelho que traíra sua própria raça. “Largue as armas e vire-se. Qualquer gracinha e eu fatio seu corpo com mais balas do que você provavelmente tem nessa arma.” E ela sabia que era verdade, portanto, cuidadosamente, a morena tanto a arma quanto a bolsa no chão, logo pondo as mãos espalmadas para cima e virando-se devagar para o outro.
O que vira, é claro, não a surpreendera: era um vermelho, como ela, que servia aos azuis contra vermelhos, como ela. “Venha” novamente uma ordem. A monegasca segurou-se para que sua expressão não denotasse o asco sentido pelas palavras alheias. “E sem gracinhas.” Apontou com o rifle na sua direção, evidenciando a sua postura inflexível para a mulher. Anya fizera como ele dissera, é claro; caminhara na direção alheia com o máximo de cuidado que lhe era possível.
“Por que faz isso?” O tom era cortante, as íris negras de Lloris embaçadas pela proximidade com o outro. Estava a menos de um metro de distância do soldado, perto o bastante para ele algemá-la ou para que ela conseguisse desestabilizá-lo em seu alcance. “Por que você mata o seu povo? Você sabe o que eles farão conosco... Eles mataram a minha família, provavelmente mataram a sua.” Só tempo dirá se Zyanya teria chorado naquela ocasião --- não por lembranças dolorosas, mas porque, bem, havia aprendido a trabalhar suas emoções para momentos como aqueles. Apenas era sabido que, ao citar a família do outro, este vacilara em sua postura, afrouxando o aperto na arma. A deixa, portanto, fora aproveitada pela vermelha que utilizou o antebraço para forçar a arma para cima, fazendo com que esta batesse no rosto de seu igual. Segurou o rifle contra o peito alheio, forçando-o para cima para que batesse algumas vezes no rosto alheio e, então, chutou-o em sua mão, fazendo com que soltasse a arma.
Anya não esperou o vermelho ter consciência da arma para recorrer a ela, forçando-o a se afastar cada vez mais do objeto enquanto desferia golpes --- desta vez, defendidos pelo outro --- até que estava em uma distância considerável. A monegasca tentou chutá-lo, entrementes, o vermelho segurou sua perna e braço, girando-a no ar e batendo-a no chão com a força que conseguira. A dor, embora fosse tamanha, não a impedira de enlaçar as pernas ao redor do pescoço alheio, trazendo-o para o chão.
Ao virar-se de bruços para se levantar, Lloris teve uma visão do rifle alheio ao longe, e se colocou de pé para correr até o mesmo. Contudo, não dera dois passos antes de sentir os fios longos sendo puxados para trás. Em seguida, sentira o impacto do punho alheio contra suas costas, proporcionando-a um gemido entredentes de dor e uma queda. Sentira os dígitos quentes contra o próprio pescoço na tentativa do outro em levantá-la e, ao que o vermelho o fizera, Lloris voltou-se para frente e desferiu contra as costelas alheias dois socos, antes de socá-lo em sua face, fazendo com que o soldado se afastasse de si dois passos. “Posso fazer isso o dia todo.” Murmurou ela, um sorriso convidativo nos lábios. O homem, em resposta, avançou na sua direção, acertando-lhe um cruzado de esquerda e direita antes da monegasca pegar o seu pulso e chutá-lo no peito, fazendo-o cambalear para frente novamente.
Havia uma corrente perto de si, a qual Zyanya utilizou-se para impulsionar a própria corrida na direção alheia e enlaçar suas pernas, novamente, no pescoço do outro, girando-o e levando-o ao chão. Ao fazê-lo, a vermelha passou a correte pelo pescoço do soldado, fechando-a ali enquanto este se debatia a procura de ar. A vida do homem lhe escapava aos poucos enquanto a própria vermelha assistia, dentes trincados enquanto o aperto apenas aumentava. Apenas quando o vermelho parou de se debater fora que Lloris afrouxou o aperto, soltando uma lufada de ar e caindo no chão. Olhou para o teto por dois segundo, antes de levantar-se e começar a arrastar o corpo do soldado vermelho na direção do incinerador de lixo.
Veja bem, ela não poderia deixar pistas. Eles desapareceram, somente; fugiram ou caíram do fosso do elevador, mas não foram assassinados; não por ela, ao menos. Logo pela manhã os vermelhos que cuidam do lixo iriam ligar o incinerador e, bem, eles nunca olhavam o que tinha ali, portanto, ela sabia que o soldado jamais seria visto. Anya lançou-o no meio do lixo, cobrindo-o com cuidado para que ninguém percebesse uma mão ou parte do corpo exposta. Talvez, caso tivesse mais tempo, faria um trabalho melhor na desova do corpo, mas ossos humanos eram difíceis de cortar e ela não detinha de tanto tempo.
A vermelha, antes de desovar o corpo alheio, retirara as roupas do soldado para disfarce e, ao terminar de trocar as próprias vestes, correra na direção das armas, lançando o rifle no compartimento de lixo, tal como o corpo, para que também fosse consumido, enquanto colocava a própria arma na cintura e segurava a própria bolsa ao lado do corpo, seguindo até a porta que daria para o túnel onde se passa o esgoto do instituto. Ela precisava andar vinte metros para leste a fim de chegar à saída onde o trem que a levaria para fora de Hyacinthum a esperava.
A porta, por sua vez, não era tão chamativa e, diante da adrenalina que percorria o corpo, Lloris quase deixara com que sua chance escapasse. Os dedos se fecharam ao redor da maçaneta, abrindo a porta e passando com cautela pela mesma, observando com atenção os detalhes. Abaixara a cabeça a fim de que não fosse identificada e se dirigira até a cabine do maquinista. A monegasca batera na porta do mesmo, vendo-a se abrir para ela com facilidade, pulando para dentro rapidamente e fechando a porta.
“Está atrasada.” Ouviu o murmúrio descontente do outro enquanto tentava controlar a própria respiração. “Eu sei. Tive dois imprevistos.” Fora a resposta que ela dera, observando as mãos alheias indo de encontro ao nariz que sangrava descontroladamente. “Espero que tenha se livrado deles.” O outro vermelho respondera, proporcionando a Lloris um sorriso satisfeito; ele sabia que ela o havia feito. A vermelha, então, ouviu o som produzido pelo trem em partida, olhos atentos aos trilhos.
[ haru. ✿ ] [00:41] JEON HWARAN!!!!!!!!!!!
[ haru. ✿ ] [00:41] EU NÃO A C R E D I T O QUE VOCÊ TÁ NAMORANDO O KIHO E NÃO ME CONTOU. COMO OUSA????????
[ haru. ✿ ] [00:42] Eu quero saber de tudo urgente, todos os detalhes, como começou. Não aceito não como resposta. (◕‿◕✿)
A manhã seguinte à festa clandestina não podia ter sido mais alarmante para os professores. Qualquer tentativa de a festa permanecer um segredo tinha se esvaído pelo ralo. Ausência nas primeiras aulas, o rosto gritava “ressaca” em letras garrafais e em neon em muitos alunos, sem mencionar que o café da manhã nunca foi tão ignorado. A festa tinha sido boa, é verdade, muitas histórias para contar, no entanto, quando a direção passou a convocar um a um dos estudantes que a frequentaram havia apenas uma pergunta: o que aconteceu com Jason Bee?
As Abelhinhas de Basketville não era um conto muito popular e nem Jason. A verdade é que muitas pessoas não se lembravam do jovem, e aqueles que sabiam quem ele era pareciam não ter memória alguma dele na festa. Rapidamente, era tudo o que se falava no corredor. Pessoas chorando, pessoas desesperadas, pessoas, cujo o conto não era muito mais famoso que o pobre Bee, estavam convencidas de que o sumiço dele estava relacionado ao desaparecimento de contos menos conhecidos, ao infalível esquecimento.
A direção tentou acalmar os alunos, mas o sumiço do discente não era levianamente tratado e as convocações para que se comparecesse à sala do diretor continuaram até tarde da noite. Além disso, Agentes do Narrador - chamados “Guardiões da Diegese”, ou simplesmente “os Guardiões” - trajando preto, passaram a se multiplicar pelo campus, a fim de investigar o ocorrido, já que não havia registro do Narrador quanto a um esquecimento formal. Eles não falavam muita coisa, mas estavam por toda parte, e nenhuma conclusão ao caso havia sido dada. O clima de mistério, suspense e medo pairava no ar. O que havia acontecido com Jason Bee? O que aconteceria com os contos? Os contos famosos estavam seguros? Muitas perguntas e poucas respostas em uma escola cheia de jovens. A receita para o caos.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Olá meus amoress! Tenso, não é, não? Nada como um desaparecimento para dar aquele plot twist, né? haha
O drop não tem uma data limite, então por favor incorporem esse acontecimento nas interações. Quem quiser fazer um POV das perguntas feitas na direção, fique à vontade, aproveitando para desenvolver o seu char: ele está com medo? Ele conhecia o rapaz? Ele se importa com o desaparecimento? Seja criativo!
Se precisarem de mais informações, chama no chat ou manda asks. Já sabem que nós estamos sempre abertas para sugestões! E o mais importante: interajam e se divirtam!