Looking for peace of mind || Open
Após um dia tipicamente cheio no The Boston Globe, Shaw já não aguentava mais ouvir chamarem o seu nome; fosse para pedir permissão pra algo, requisitar a sua opinião, ou alguma voz bajuladora afagando seu ego. Até mesmo para ele, era irritante e forçado demais quando chegava no fim do dia e tudo o que o moreno queria era chegar em casa e escutar o silencio. A esses elogios dos seus subordinados, um sorriso sem graça vindo antes de um “obrigado” costumava ser a única resposta, apesar da sua real vontade ser a de revirar os olhos e sair andando. Isso de fato acaba acontecendo quando é um dia estressante, mas hoje, apesar do dia ter sido corrido, teve resultados bons; foi um daqueles dias onde a paixão pela profissão parece maior que o normal, e levar informação pra um número tão grande de pessoas é satisfatório para o diretor, apesar desse cansaço físico e principalmente mental.
Dentro do carro, a sua indecisão o fazia ponderar e demorar um tanto para decidir como sua noite terminaria. Pedir pizza em casa era uma opção, mas precisava brindar, ainda que sozinho, pelos bons resultados de um dia produtivo. Pensou em ir até o Jacques, mas sua cabeça não estava pronta pra música alta ou pessoas extremamente felizes e entusiasmadas contando sobre o seu dia. Sua busca por tranquilidade e um lugar bem frequentado chegou ao fim quando se viu na frente do Deuxave Restaurant, até porque além de um jantar num lugar sofisticado na medida certa, Bernard teria a oportunidade de provar a comida de onde muito se ouviu falar bem, além de ter lido críticas positivas sobre durante a semana.
Já dentro do restaurante, caminhando com a sua postura de quem impõe certa autoridade, Bernard Shaw caminhou até uma mesa num lugar bem favorável, onde não sabia se estava reservada ou não; só sabia que ninguém, nem funcionário, dono do restaurante, ou o as Forças Armadas dos Estados Unidos da America, poderiam tirá-lo daquela mesa.














