Christmas gift || Shaw x Adna
Não importou-se em se ver com os braços ocupados, vendo a alegria dos filhos ao ver o melhor amigo. Riu baixo ao ele pegar as crianças no braço sem muita dificuldade, revirando os olhos. Adna e Bernard tinham suas agendas apertadas, porém durante o tempo em que estava em Boston, ele havia se tornado uma das pessoas favoritas da ruiva e também de seus filhos. – Ah, claro. Agora eu sou a ajudante de Papai Noel, huh? – Disse com falsa indignação, andando até a sala, onde Shaw e os filhos já haviam se instalado. Pelo peso dos presentes, sabia que não eram meias, muito menos ursos de pelúcia. Já imaginava que iria começar uma discussão com Shaw, pois não era o tipo de mãe que mimava os filhos com itens comprados.
Teve suas suspeitas quase que confirmadas ao escutar o pronunciamento de Shaw, que fez com que Adna arqueasse uma das sobrancelhas. – Eu não sei não, Shaw. Da última vez que você tentou me convencer a não reclamar, queria trazer uma cama de dossel para a Fleur! – Apontou de maneira acusatória na direção do mais velho, estreitando os olhos. Sabia que ele havia exagerado, o sorriso na face dele confirmava isso, então ela sentou-se na frente dele, vendo os gêmeos a olharem de maneira ansiosa. – Tudo bem, tudo bem. Prometo não fazer um grande estardalhaço, mas apenas se os presentes puderem ser educativos. Se não, pode esquecer, você vai ter que os devolver. – Adna Rose estava muito firme em sua palavra, olhando para Bernard com seriedade, como se os dois estivessem no meio de uma reunião onde tivessem que mostrar quem era mais persuasivo.
O homem sentado no sofá com as crianças deixou que um suspiro pesado colocasse pra fora o quão desgostoso estava com aquela bronca antecipada, além da lembrança a que Rose se referiu. – Olha, Adna... Não me deixe chateado em plena noite de natal. Estou sem minha família, e minha única família aqui em Boston são vocês três e o Wahs. – Óbvio que Bernard sendo tão convincente não deixaria de fora a chantagem emocional. Muito embora realmente estivesse sentindo falta da família no Texas, Shaw não é do tipo sentimental que chora por causa disso abraçando o travesseiro, nem nada parecido com isso. Contudo, quis se mostrar sensível, vulnerável à qualquer palavra dura da melhor amiga, implorando por um pouco de piedade com seus olhos forçosamente tristonhos.
Beijou a têmpora de Justin e a bochecha de Fleur, mas esse ato não foi só pra comover a ruiva, e sim porque as crianças, assim como a mãe delas, são preciosas para ele. Os seus melhores momentos em Boston foram nos passeios com os três, jantares divertidos com brincadeiras, festa do pijama com direito à cabana feita pelo homem criado no interior, que tinha certa facilidade em armar barracas, fazer cabanas ou qualquer tipo de cobertura. Voltar a ser criança era sempre uma boa pedida pra alguém tao atarefado e com sérias responsabilidades no trabalho. Um homem de negócios às vezes precisa de momentos totalmente dispersos do mundo dos adultos. Nisso, Adna e Shaw eram cúmplices, os melhores parceiros. – Eu amo você, Justin. Amo você, minha princesa Fleur. E te amo, Adna Rose. Não seja dura comigo hoje. – Pediu quase suplicante, esperando que a outra desempacotasse tudo pra acabarem com essa ansiedade da parte de todos os presentes. Nele, ansiedade pela reação, nos gêmeos pela curiosidade e em Maripel, pelo que Shaw podia ler em seus olhos, um pouco de preocupação.








