— Não faz essa cara Renata, droga! — Que cara? Tá ficando louco Felipe? — Essa ai ó! Ai você bocejou de novo e coçou os olhos, que nem criança sabe? De um jeito gostoso de ver, dava até pra sentir certa pureza quando tu fazia isso mas no instante seguinte, sua boca tava no meu pescoço de novo. Ai, como num passe de mágica, toda aquela pureza sumia. — É só a minha cara de sono ué, você tá mais do que acostumado. — Eu sei, mas parece um neném. — Sou um neném. — É, o tamanho é mesmo de um. Você riu e mandou eu me foder. Deitei com a cabeça no teu colo, seus dedos entre meu cabelo davam início a um cafuné... ou melhor, davam início AO MELHOR cafuné que já senti na vida. Fechei os olhos, você começou a cantar algo baixinho. Sorri ao entender a letra. — "I could hold you for a million years, to make you feel my love..." — "I could make you happy, make your dreams come true, nothing that I wouldn't do, go to the ends of the Earth for you, to make you feel my love..." — Epa, epa mocinho! Você errou! — Eu sei, eu sei... mas essa é a melhor parte da música. — É! Mas você pulou um pedação. — Essa é a melhor parte, não discute e continua o cafuné. — Hm, abusado. Continuou com o carinho, respirei fundo e abri os olhos antes que pegasse no sono. Me encarou, sorriu, me fez sorrir também. E posso confessar? Fiquei sem graça, sério mesmo. Fiquei muito sem graça. — Que foi? — Nada, só que... você tá me deixando meio constrangido me olhando desse jeito. — Que jeito? — Do mesmo jeito que te olho. Com veneração. — Você não me olha assim. — Jura? Todo mundo diz que sim. — Sério? Devo ser muito lerda pra não perceber... — Para de mentir, admite logo que você percebe. — Não, prefiro ouvir isso da sua boca. — Te venero. Sorriu, abaixou o rosto até o meu e me beijou. Fechei os olhos, senti as pernas bambearem. Quis congelar aquele momento, só pra ter o gostinho de viver sempre, toda vez que bater saudade. — Fe? — Oi. — Te venero. Ai me arrancou o maior sorriso do mundo, disse o quanto eu sou seu e o quanto eu fico bonitinho sorrindo com as covinhas a mostra. Te abracei, beijei, mordi, te amei mais um dia. E quer saber? Posso fazer isso por todos os outros dias em que eu viver, te amar é fácil, prazeroso e... o que mais mesmo? Ah sim, me faz feliz. Então, repito. Não há nada no mundo que eu não seja capaz de fazer por você.
Maktub, estava escrito, eu e você. Ps: Esse texto é dedicado a responsável por todos os meus sorrisos nos últimos três meses e que, com toda certeza será responsável por todos os outros dias em que eu sorrir. Te venero minha baixinha. Gustavo Carvalho.









