Foi realizada na tarde desta terça-feira, 21/07, a primeira de três reuniões sobre a Mosca Negra, nova praga que vem assustando os agricultores da região. A reunião que aconteceu às 16hs da tarde desta terça-feira, na Associação de Desenvolvimento Agropecuário no assentamento mangabeira, zona rural de Umbaúba, trouxe como palestrante o engenheiro agrônomo da Emdagro e da defesa florestal do estado, Ricardo Romero.
As reuniões que estão marcadas para serem realizadas na mangabeira, no Povoado Guararema e no Povoado Macaquinho, são uma parceria entre a Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Emdagro.
Presente ao evento juntamente com seu assessor, Luiz da Mangabeira, o Secretário de Agricultura Luiz Eduardo (Edu Prado) agradeceu a presença de todos e convidou-os a da palestra expondo suas dificuldades e suas formas de ajudarem no combate. “Eu quero agradecer a a presença de todos e quero convidar a todos a compartilhar suas dificuldades, tirando assim suas dúvidas e as suas experiências no trato contra essa e outras praga”, disse Edu Prado.
Na ocasião ele explicou aos moradores e agricultores do assentamento o que é a mosca negra, suas causas e consequências econômicas. Ricardo Romero fez um breve relato da origem e também dos primeiros registros do inseto sugador no estado de Sergipe e em Umbaúba.
“As moscas negras vieram de fora e foram registradas pela primeira vez em Sergipe em 17 de fevereiro de 2014 no município de Salgado. De lá, a mosca de disseminou por Estância, Boquim, Lagarto e na região sul apenas Santa Luzia e Indiaroba se mostraram livres até o momento. Em Umbaúba a maior incidência esta nas localidades de Matinha, Tauá e Colônia Eugênia”, disse Romero.
Romero demonstrou também as técnicas de combate à infestação do inseto, na forma química e na forma ecológica, com o uso e produtos naturais. “Existem duas formas básicas de tratamento contra a infestação que inclui o manejo feito pelo agricultor na folhagem para diminuir os pontos de contaminação e o uso de inseticidas químicos além dos inseticidas naturais feitos a base de plantas”, completou ele.
Ricardo alertou ainda para a forma de aplicação e a eficácia de cada uma das formas apresentadas. “As aplicações dos produtos escolhidos como defensivos deve ser feita através de um atomizador (equipamento conhecido por tijuca aqui na região) e seguindo as etapas de evolução do inseto. Vale lembra também que, o inseticida químico é produzido para a mosca branca não podendo ser comprovada sua eficácia de 100% contra a mosca negra enquanto que os defensivos ecológicos produzidos através de óleo de casca de laranja, óleo de Nim entre outros óleos minerais além do detergente, tem uma maior eficácia comprovada além de ser menos agressivo contra o pomar”, alertou Romero.
Hebber, outro membro da Emdagro e parceiro nas reuniões fechou a reunião lembrando aos agricultores da necessidade de se observar os períodos de carência após a aplicação dos defensivos químicos e dos resíduos deixados por estes. “Quando forem escolher a melhor opção para o combate a essa nova prega vale lembra que os químicos além de caros exigem um maior período de resguardo para se proceder com a colheita e comercialização dos frutos. É preciso lembra também que, mesmo após esse prazo estipulado, alguns resíduos químicos poderão ficar nos frutos inviabilizando a sua comercialização em determinados países o que faz com que os exportadores deixem de comprar de vocês por não ter onde distribuir seus frutos, fazendo neste caso com que o tratamento natural seja a melhor opção”, concluiu ele.
A mosca-negra-dos-citros (Aleurocanthus woglumi) é considerada a pior praga dos citros, podendo reduzir a produção em até 80%. De origem asiática, chegou ao Brasil na década passada e foi recentemente detectada na Região Nordeste. Seu controle tradicional é realizado com pulverizações de inseticidas. Entretanto, essa tecnologia encontra resistência entre produtores agroecológicos.
SECRETARIA DE AGRICULTURA E ENDAGRO REALIZAM A 1ª DE 3 REUNIÕES SOBRE A MOSCA NEGRA EM UMBAÚBA Foi realizada na tarde desta terça-feira, 21/07, a primeira de três reuniões sobre a Mosca Negra, nova praga que vem assustando os agricultores da região.