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Scarlet Witch ❤ Art by Alex Ross ✒ @thealexrossart 🌎 #wandamaximoff #avengers #marvel #comics #elizabetholsenedit #scarletwitch #wandamaximoffedit #marvelgirls #marveledits #avengersedit #love #maximoff #feiticeiraescarlate #escarlate #atriz #filme #filmes #xmen #cosplay #cosplaygirl #girls #vingadores #scarletwitchcosplay #blacklivesmatter #gaypride #serpentcomics (em Marvel Studios) https://www.instagram.com/p/CCT00KFBTU9/?igshid=1s7g91dq7rrs
Valentine
Valentine...
Perpetuei-me na profundidade áspera daquele olhar refletindo em minha alma doentia a desgraça em seu mais sublime ardor. Puderam os demônios em dias de glória amar os anjos em sua luxúria prateada. A serpente deslizando sua beleza inconfundível sobre a navalha que perfuraria o útero da pureza imaculada despejava o desejo sobre a carne trêmula e pálida, mal sabiam os meus lábios que a verdadeira vítima do veneno púrpura eu encontraria em breve no espelho de um cadáver estilhaçado e infelizmente vivo, pelo menos até que a navalha na carne pudesse silenciar os sussurros na escuridão agoniante das horas, dos dias e das noites sem fim. Sucumbindo à loucura pelo desejo do que sufoca sem matar, e mesmo assim eu sabia que a morte sorria enquanto minha adorada Valentine distanciava-se vestindo escarlate e dilacerando com a inocência de um anjo o meu olhar demoníaco. Delírios se tornavam flores na escuridão de meus desejos mais sombrios, espinhos desenhavam com a pureza do sangue símbolos de uma eternidade em desespero na tela imperfeita de minha pele vil. Ainda posso ouvir seus sussurros de prazer ecoando como o canto de fadas fúnebres em noites de luar, timbres angélicos originando-se de um “porcelanato” único digno de venusiana apreciação e seu tracejado helênico se tornando o ópio de minha queda, de minha demência. Eu poderia amá-la, eu a amava homérica e freneticamente, poderia amordaça-la e desmembrá-la pelo insano amor que corria em minhas veias, alimentar-me de sua dor tão meiga, e tão singela, de seu suor e seu sangue, de sua secreção, de sua epiderme, poderia sufocá-la em nome de minha leal devoção e nada jamais poderia impedir-me de possuí-la sempre mais, exceto é claro sua ausência proeminente, seu abandono, sua desistência. Como a morte de um sonho cristalino diluindo-se em letal poeira negra. As paredes se trincavam ao meu redor, como minha mente se expandindo na caótica raiva vermelha sobre vitrais etéreos, iniciava-se um incêndio fugaz sobre todas as coisas, sobre os mitos, sobre a paixão que entregava o cerne da realidade à desoladas marcas negras pela fuligem de meu sentir estonteante, mas não mais. Era hora de brindar o ápice da loucura, como sonata ao vinho e de joelhos diante do vestido negro dela, que com o mesmo sorriso sínico e lábios negros empunhava a foice que decretaria a beleza do último ato de minha poesia errante. Que jorre o último desenho rubro, e que o espectro de meu sofrer calcifique nas sombras de seus devaneios mais importunos o trono do íncubo que me tornarei ao persegui-la pela eternidade, chore, deleite-se, viva, morra, ame, molhe-se, mas lembre-se meu amor que minha escuridão estará sempre ao seu lado, minha doce Valentine...
Quando pelo desejo somos levados ao fim, as sombras se tornam lar, o coração um cristal profano e o inferno, belo e lilás...
Tua redenção num céu escarlate Meu céu da boca vermelho Gosto da sensação pretensiosa Ao te ver assim, de joelhos.
Escarlate
A Feiticeira Escarlate não nasce, ela é forjada.