。゚・ ° 。 𝐖𝐄’𝐑𝐄 𝐖𝐀𝐋𝐊𝐈𝐍𝐆 𝐈𝐍 𝐀 𝐖𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑 𝐖𝐎𝐍𝐃𝐄𝐑𝐋𝐀𝐍𝐃 • 𝓈𝓁𝒾𝓅𝓅ℯ𝓇𝓎 𝒸𝒽𝓇𝒾𝓈𝓉𝓂𝒶𝓈 (2.0)!!
A euforia causada pela equipe de patinação no gelo já havia passado há alguns bons minutos quando os primeiros visitantes começaram a esvaziar o rinque, e consequentemente o shopping, deixando para trás somente os mais persistentes na caça ao tesouro, e os espertos que haviam deixado para aproveitar as ofertas especiais quando a multidão já tivesse deixado as lojas — o horário especial de funcionamento até mais tarde permitia essa comodidade.
As previsões meteorológicas para o dia indicavam a queda de chuvas torrenciais, portanto, muitos moradores logo se apressaram para suas respectivas residências. Os distraídos, por outro lado, embalados pelas compras e diversão não perceberam que, do lado de fora, gotas ininterruptas açoitavam a superfície, provocando imperceptíveis acúmulos de água. Alguns, menos interessados em enfrentar o temporal, permaneceram no shopping, considerando que havia segurança no ato. Contudo, a ideia que outrora soava tão promissora se provara um verdadeiro equívoco quando o transtorno maior viera: abruptamente, a luz de todo o prédio caiu, deixando todos no mais completo breu!
Decerto, ninguém esperava por isso, porém, ainda imaginava que havia possibilidade de retorno para casa… Ledo engano. A tentativa de utilização do gerador de energia, que não era utilizado há alguns meses, provocou uma reinicialização forçada no sistema de segurança e, por razões ainda desconhecidas, todas as portas automáticas passaram a se fechar automaticamente, bem como os acessos de estacionamentos e entradas foram trancados. Deixar o local seria impossível.
Os gestores que atuavam no Aurora Borealis Shopping na ocasião até tentaram se comunicar com a empresa responsável pela segurança tecnológica do prédio, no entanto, com a tempestade que caía, e com a súbita ausência de energia, nada poderia ser feito naquele momento. A recomendação oficial era para que todos os cidadãos presos no ambiente mantivessem a calma, pois logo que passasse o temporal, eles seriam resgatados. E os paramédicos que não se encontravam presos do lado de fora, poderiam oferecer apoio em potenciais crises de pânico.
No final, a única coisa que poderiam fazer era, de fato, aguardar.














