Fighting Spirit || Arthur’s POV
Os tambores, trompetes, violinos e vozes dos bardos da bravura ecoavam até a distância da arena do palácio de Aurur. A musica com energia e vibração podia animar até a pessoa mais indisposta de se por de pé naquele dia, afinal era uma comemoração, um dos eventos que Arthur mais se animava de participar, ainda que dessa vez fosse um pouco diferente. Normalmente os torneios tinham como foco os cavaleiros e combatentes do reino, enfrentando-se para mostrar suas habilidades, mas nessa situação especial seria incrível e inacreditável ver as selecionadas exibindo seus poderes, Arthur não estava feliz que não lutaria tanto como nos outros anos, mas ainda ficava ansioso com o que estava para acontecer. Queria ver como suas pretendesse sairiam em situação de combate. Suspeitava que algumas delas naturalmente se dariam bem, mas qualquer uma poderia lhe surpreender.
O Paladino entrava na arena, sob salvas e palmas do público animado que já estava nas arquibancadas para assistir o evento. Um sorriso confiante estava estampado em seu rosto conforme ele andava para o meio do local, seus olhos passavam pelas arquibancadas e camarotes, localizando rapidamente seus amigos, familiares e claro, suas selecionadas, essas no caso em locais imediatamente ao lado da arena, via humores diferentes entre aquelas jovens e um senso e uma sensação estranha lhe vinha na barriga, nervosismo de parecer bem diante delas, quase como se esquecesse completamente do que houvesse ocorrido dias atrás enquanto lutava contra os gigantes.
Quando chegava no centro da arena era recebido por um mago da corte, que lhe entregava uma pedra redonda, lhe explicando que se tratava de um artefato imbuído com magia suficiente para o truque Taumaturgia. Concentrando a magia, Arthur a aplicava sobre si – Boa tarde! – gritava animado, com a sua voz amplificada pela magia, direcionando sua fala para todos os presentes – É uma honra estar aqui hoje... Como vem sendo uma honra e prazer participar de tudo isso... – Ele passava seu olhar sobre as donzelas, com um sorriso confiante em cada uma delas, sabia que não o decepcionaria – Gostaria de agradecer encarecidamente a presença de todas vocês, só de estarem aqui já fazem isso ser infinitamente mais especial do que qualquer torneio que poderíamos ter normalmente... Já lutei algumas vezes, aqui, mas hoje... Hoje teremos algo a mais! – ele virava-se para o outro lado da arena e estralava os dedos para os artífices que estavam a postos. Os serviçais da coroa realizavam sua magia sobre suas bugigangas e pelo portão contrário daquele que o príncipe havia entrado, marchava um pelotão de cinco autômatos, para junto de Arthur. Eram construções um tanto quanto estranhas, pareciam humanos, mas ao mesmo tempo claramente não eram, seus braços e pernas pareciam hastes cobertas de pistões e cabos, e suas juntas eram formadas por dobradiças, faziam um constante barulho leve de motor, além de uma fina camada de vapor escapar por suas costas no ritmo de seus movimentos, até que fluidos e destros – Esses serão os inimigos que enfrentarão hoje. Cada uma de você tem como objetivo derrotar 5 inimigos como esses. São constructos, fornecidos pelos artífices reais, e não são programados para serem ameaças reais, porém estão armados aleatoriamente com os armamentos que temos no nosso reino. Mantenham sua guarda levantada e não retemos problemas! As regras são simples: derrotem eles. Não me importo de usarem armas, magias ou o que for, apenas derrotem os 5 da forma que acharem mais prática... Ou divertida – mantinha-se animado durante o seu discurso, tentando passar a informação necessária para que as jovens não se sentissem perdidas, nunca seria alguém que simplesmente as deixaria desamparadas diante de uma situação daquelas – Estou contando com cada uma de vocês para nos animarmos e mostrarem para esse povo que a espada pertence à mão das mulheres também, não só dos homens! Lutem com bravura e Honra! – completava inspirado, mas ainda faltava algo, pelo menos para ele definitivamente faltava algo – E como demonstração... – Ele guardava a pedra no bolso da armadura, olhando para trás, observando que o mago já havia se afastado e os artífices já estavam a postos, ele fazia um sinal para tais serviçais, que ativavam os seus controles, sendo respondidos prontamente pelos robôs, que começavam a reagir, iniciando um processo de movimentação, cercando o príncipe, que permanecia relaxado, sem antes ter firmado a posição, como o de costume, ainda que estivesse com o escudo na mão esquerda. Era hora do show.
Um dos robôs usava uma lança, dois usavam balestras e dois usavam espadas curtas, o lanceiro estava diante dele, os dois espadachins estavam nas costas do príncipe e os arqueiros nas laterais, haviam se posicionado daquela forma simples e previsível, como dito, seria fácil. Na menção do primeiro avanço de seus inimigos, isso é, os espadachins correndo em sua direção, o príncipe sacava sua espada , já cortando um com o movimento em diagonal, deixando uma profunda marca no peito de um dos autômatos, mas não o desligando, girando e rapidamente atingindo o segundo da mesma maneira, conforme a comoção só aumentava, assim como a torcida. As táticas e estratégias passavam na cabeça do príncipe, conforme ele rapidamente virava-se, defendendo-se de tiros dos outros inimigos com o seu escudo, sem ter arredado o pé de seu lugar, tendo que ficar consciente da posição de cada um dos cinco, antes de mais nada sabia que a destruição colérica não faria efeito, afinal eram máquinas, não pensavam de verdade, energia radiante provavelmente não seria tão efetiva, mas com toda certeza o auxiliaria a dar mais dano, assim como fogo e trovejante, então ao menos estava armado com suas “destruições” favoritas, era hora de usa-las. Primeiro ele preparava um dos golpes, concentrando a energia em sua espada, que brilhava com um fraco contorno cinza e vibrava quase se tornando um vulto, Arthur a enfiava no chão – DESTRUIÇÃO TROVEJANTE! – gritava conforme as ondas de vibração eram direcionadas contra os dois inimigos mais distantes, os fazendo vacilar, ganhando assim mais tempo, ainda observando o constructo lanceiro aproximando-se.
Os espadachins tentavam golpeá-lo, mas por sorte os cortes atingiam ou seu escudo ou sua armadura pesada, conforme ele se virava com um corte horizontal, a espada já brilhando vermelha alaranjada – DESTRUIÇÃO LANCINANTE! – a lamina com fogo os atingia nos locais com golpes já realizados anteriormente e os inimigos começavam a fazer sons estranhos, de engrenagens emperrando e mecanismos falhando, estavam quase no seu fim. Enquanto os arqueiros tentavam se recuperar do seu vacilo, o lanceiro entrava em combate, fazendo com que o príncipe se esforçasse para defender aquele golpe, que lhe seria certeiro, provavelmente teria conseguido se não fosse programado para ser daquela maneira, aproveitando a deixa para parear a lança e por meio de uma manobra, fazer o lanceiro passar por ele, o jogando contra os aliados já defeituosos.
Os arqueiros, movimentavam-se agora, ficando juntos, na direção contrária dos outros três, voltando a disparar contra Arthur. Uma das flechas conseguia se fincar em sua armadura, mas ele estava bem, era um ferimento superficial, nada que ele não pudesse curar depois, nem o abalou – Escudo de fé! – disse confiante, enquanto os armamentos feitos de energia surgiam do ar fino e flutuavam ao seu redor, rebatendo as flechas que continuavam a vir em sua direção. O paladino disparava na direção dos arqueiros, que não reagiam a não ser continuar o que já faziam, tornando-se vulneráveis à – DESTRUIÇÃO LANCINANTE! – o golpe flamejante do herói perfurava as carcaças daqueles robôs e com um acerto para cada lado, os quebrava por completo, fundindo seus circuitos e eliminando aquelas duas ameaças, podendo voltar sua atenção para os outros três, combatentes de curta distância. Todas as figuras do campo de batalha, tanto os constructos, quanto o príncipe iam de encontro, os primeiros a se impactarem eram o lanceiro e o paladino, com os dois espadachins movendo-se mais lentos devido aos danos que tinham, a batalha de estendida em um firme e intenso duelo, conforme as lâminas se encontravam no ar com ferocidade, fazendo o som do metal ecoar por toda arena – Destruição trovejante! – Repetia a magia, o paladino, quebrando a defesa dos três robôs que ali restavam e mais uma vez era hora de repetir sua manobra favorita. Concentrando a energia com todo foco que tinha, movimentava os braços em um movimento circular até de encontrarem diante do seu peito, tendo desequipado o escudo, segurando a espada com duas mãos, deixando que energia flamejante e sagrada brotassem da base até a ponta – Destruição legionária. – Dizia quase num sussurro, para si mesmo, quando a espiral de fogo e luz chegavam na ponta, quando ele avançava. Os cortes luminosos eram desferidos de um lado por outro, sem qualquer resistência, a esse ponto os autômatos estavam tão danificados que mal conseguiam reagir aos golpes, rapidamente o paladino ia de um constructo ao outro, variando o alvo dos seus golpes pesados, que forçava com seus punhos para não ficarem trêmulos acertando um de cada vez, logo os cortes atingiam os núcleos dos mesmos. Os espadachins permaneciam tremendo por um momento, falhando suas diretrizes e movimentos, enquanto Arthur atravessava o peito do lanceiro num ultimo golpe. Uma explosão ocorria, do impacto das magias com o núcleo de energia daquele inimigo, o transformando em pedacinhos dentre as chamas, sendo acompanhado pelos outros dois que entravam em falha critica.
Arthur permanecia por um momento, respirando ofegante, olhando para os lados confirmando a destruição dos cinco, rapidamente abrindo um sorriso confiante e levantando sua espada em homenagem à plateia que ia à loucura. Com a mão livre ele pegava a pedra e usava novamente Taumaturgia – E é assim que se faz! – dizia vitorioso, divertido e risonho. Tinha certeza que as jovens podiam fazer melhor que ele e estava ansioso em ver os resultados das mesmas













