A verdade é que Maiele nunca foi bom em dar presentes. Se ele não sabia o que fazer quando lhe davam, o que acontecia então quando era obrigado a pensar em algo para presentear alguém? Um desastre, claro. Recebeu o nome uma semana antes, mas nem isso foi o suficiente de tempo para que pudesse descobrir algo. O alado não conhecia muito bem @baltrisxlucien, mas nas aulas tomadas, podia ver que ele era empenhado quando se tratava de culinária. E fazia com prazer, com amor.
Então óbvio que iria buscar um presente que fosse referente à clara paixão que o outro tinha e não intimidava-se em mostrar para todos. Mas o quê? O homem tinha tudo ao seu alcance, panelas, facas, talheres… droga, assim ficava difícil. Não queria dar algo repetido, que o docente já fosse portador, afinal, o presente tinha que ser algo especial; bem pensado; único. Com uma determinação, rumou para a própria corte em busca de qualquer coisa que fosse característico da Quinta, pois, sabendo que ele era da Primeira, um item de outra corte viria como especial sim.
Que Thor o ajudasse, mas estava tão indeciso que mal sabia onde procurar.
Em casa, apesar de evitar ferozmente o pai, Maiele pegou com a mãe uma poção que recordava bem que era usada na cozinha. O líquido azulado engarrafado em um vidro elegante iria duplicar todas as receitas que fosse despejado algumas gotas. Quando estava aprendendo alguns truques na cozinha, a poção, tão antiga em sua família, foi de ótima ajuda quando a quantidade preparada não era o suficiente. Isso com certeza iria servir agora para o docente. Satisfeito, Mai retornou para o Instituto na parte da noite; chegara cansado, mas havia valido a pena. A sacola que trouxera tinha mais alguns brindes, mas aquele era o especial da noite, já que era para seu amigo oculto. E, guardado em uma caixinha que fizera com um papel avermelhado, Mai colocou um laço para enfeitar, assim como também um pequeno bilhete.
‘ Espero que goste, senhor Baltris. É uma poção engenhosa que vai te ajudar a ter um pouco menos trabalho quando precisar fazer grandes quantidades de alimento… apesar de que eu acho que o senhor adora cozinhar, certo? Mas ela, além de aumentar, deixa quem provar a comida pronta com uma vontade de querer mais, então não se preocupe, vai poder muito bem colocar em prática essa sua paixão.
Sei que não é algo grande, mas eu sou um pouco ruim com presentes, quase te dei um par de meias. Enfim, faça bom uso, apenas algumas gotas já são o suficiente.
E feliz Starfall, que os seus desejos se realizem!
Tudo ia perfeitamente bem durante a HALLOWEEN NIGHT, que deteve inúmeras atrações interessantes, dentre elas um número com Lux Vega, que deixou os convidados de queixo caído.
Porém, ao soar da meia noite, quando a iluminação ficou mais suave e a música mais alta, algo assustador finalmente aconteceu.
Tendo em vista que estamos em 2200, é natural que cartas de papel tenham se tornado bastante ultrapassadas. Assim, quando várias delas começaram a ser distribuídas pelo terraço do Cassino, em bandejas e por garçons do evento, aqueles que as receberam não pensaram diferente: só poderia ser mais um mimo do evento. Quiçá uma carta de um admirador secreto, quem sabe?
Sorridentes com o singelo agrado, abriram os envelopes lacrados com o símbolo dos Chanceleres para se deparar com um terrível presente. Não bastasse a mensagem que revelava alguma informação secreta sobre si mesmo, o parágrafo ao fim era o pontapé inicial para uma verdadeira crise de pânico:
“Sinto informar, mas você acaba de ser infectado por esta carta. O vírus não é por si só letal, mas, se eu fosse você, procuraria ajuda médica. Você tem cerca de 90 segundos até os efeitos começarem. Feliz Dia das Bruxas, otário. V.”
O semblante de alegria dos convidados premiados simplesmente desapareceu. O papel contaminado ocasiona uma tosse forte, o que dificulta a comunicação, dificulta um pedido de ajuda. Após minutos, a festa foi tomada pelo caos, uma vez que os portadores da carta acabaram contaminando outras pessoas. Policiais trajando máscaras de respiração tentaram conter os doentes, mas muitas pessoas se tornaram violentas durante o surto, machucando uns aos outros ou a si mesmos.
Transmissível por aspiração, o vírus Morbillivirus, da doença denominada popularmente como Sarampo do Medo, é altamente contagioso. Recebeu esse nome, pois ocasiona em poucos segundos alucinações que geralmente se referem aos maiores medos dos doentes. Este é o sintoma mais grave da doença, que pode torná-la fatal, devido ao risco gerado conforme a intensidade da psicose.
Sarampo do Medo costuma durar o total de uma semana, sendo que, ao fim desses 7 dias, os pacientes demonstram sinais de um sarampo normal, que se cura com o tratamento adequado. Nessa fase não há mais perigo de contaminação. Geralmente os 7 dias iniciais são sofridos, pois demandam total confinamento.
Sarampo do Medo também não se pega duas vezes. Se você já teve qualquer tipo de sarampo, incluindo o sarampo normal, provavelmente não ficará doente. Sem contar que algumas pessoas são imunes ao vírus.
A vacinação também impede a contaminação. Porém, Gallica I nunca priorizou essa vacina, eis que o Sarampo do Medo raramente foi detectado em seu território, nos últimos 30 anos. Essa doença é mais comum pelas cidades desérticas dos EUA, foram poucos os casos dela por aqui.
INFORMAÇÕES AOS PLAYERS:
Oi, queridxs! Espero que tenha ficado tudo bem explicado acima, de modo que vocês possam escolher se seu char ficou ou não contaminado. As cartas foram distribuídas para apenas algumas pessoas e vocês estão livres para colocar nelas o que quiserem, podem gastar a criatividade.
Quem realizou esse ataque, no entanto, não foi de verdade o V. Foi o Chanceler Minkowsky, que teve a filha sequestrada no evento para fora de Gallica I e resolveu se vingar de uma forma bastante ilógica. Ele teve um mental breakdown e os demais Chanceleres terão que acobertar isso tudo. Esse segredo pode ser descoberto por seus chars se vocês quiserem, basta desenvolver. <3
Um beijo e divirtam-se! O evento acaba quando começar a próxima task, para isso darei algum tempo, até mesmo para que o ENEM e demais vestibulares passem! Quando acabar, basta colocar a tag flashback.
O espavitado americano entrou no recinto como um tiro, ele ficava extremamente e insuportavelmente entusiasmado naquela época do ano. Ah, como ele amava o Natal…! Era sua época preferida, tirando o feriado de quatro de julho, é claro. Natal era algo mágico para Alfred.
Seus cabelos cor de caramelo do garoto estavam levemente bagunçados e seus olhos muito azuis estavam, como sempre, escondidos por um óculos de grau. O velho casaco marrom de aviador se moldava perfeitamente em torno de si, sua camisa azul clara e a calça jeans preta ornavam com os tênis adolescente meio surrados e desamarrados. Seus olhos azuis miraram a belíssima e gigantesca árvore de natal que estava montada no saguão da ONU, porém, nada de comparava com a beleza da sua árvore de Natal. Seus olhos claros e curiosos, atentos e com um certo cintilar vasculharam a sala em busca dos presentes, os encontrando próximos a árvore. Ele correu até ela e se agachou para procurar o próprio presente, encontrando uma belíssima embalagem de cor azul cobalto com seu nome escrito em um pequeno cartão. Um largo e espontâneo sorriso surgiu em seus lábios assim que ele apanhou o presente, entusiasmado. A embalagem era grande, o que será que era? Ele abriu a embalagem sem cerimônias, tão entusiasmado e ansioso para descobrir o que havia ganhado. Porém, ao se deparar com o conteúdo da mesma o sorriso se desfez de imediato.
Dentro da caixa havia um pequeno livro com o título em negrito: “Pense magro!” e em letras miúdas, havia: “Treine seu cérebro a pensar como uma pessoa magra.” Mas aquilo não era tudo! Ele notou uma pequena embalagem dentro da caixa e a retirou dali, também abrindo para verificar o conteúdo. Seus lábios se abriram e fecharam inúmeras vezes assim que ele encarou o objeto, completamente frustado. Era uma embalagem de chá. Chá emagrecedor.
- W-What the fuck… W-Who… – sussurrou para si próprio, furioso. Aquilo era ousadia demais! Ele não estava gordo! Ora, ele estava em ótimas condições, seu físico era invejavel! Porém, aquele tipo de brincadeira era inaceitável e seu ego estava claramente afetado por esta.
- I’M NOT FAT! DAMMIT! – Alfred exclamou. Ele finalmente havia explodido. – YOU SON OF A BITCH, I’M GONNA KICK YOUR ASS, YOU ASSHOLE! – exclamou enquanto lançava o pacote de chá contra uma das paredes e, em seguida, rasgava as páginas do livro, extremamente aborrecido. – QUEM FOI O DESGRAÇADO QUE FEZ ISSO?