Morre um ícone: Vida e obra de Maria Esther Bueno
Nessa sexta-feira (08/06) faleceu no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, com 78 anos de idade, a ex-tenista Maria Esther Bueno, vítima de um câncer que começou na boca e depois se alastrou para o ombro e para as costas devido a uma metástase.
Com a raquete de madeira em mãos, Maria Esther fez história como o maior ícone do esporte feminino nacional. A paulista encantou as quadras quando conquistou os torneios de simples do US Open (1959,1963,1964,1966) e de Wimbledon(1959,1960,1964) com um estilo elegante de jogo, sem um ensinamento tático que as tenistas do primeiro mundo recebiam mas com um puro e genuíno talento.
A bailarina, como era conhecida devido a sua leveza e pelo pai querer que ela rumasse aos palcos, quebrou barreiras e fez coisas inimagináveis para uma jovem brasileira nos anos 60. Em 1959, foi a primeira brasileira a excursionar pelo mundo disputando Grand Slams e vencer americanas e europeias. Isso um ano depois da seleção brasileira vencer a sua primeira Copa do Mundo, contribuindo com a euforia vivida pelo Brasil na era JK.
Nos costumes ela também foi pioneira. Teve uma linha de vestidos desenhada pelo famoso estilista Ted Tinling com saias mais curtas e roupas bem ousadas para a época.
O principal estádio de tênis montado nas Olímpiadas do Rio, em 2016, levou o nome de Maria Esther Bueno. Nos últimos anos, ela trabalhou como comentarista de tênis do canal Sportv.