O professor, escritor e historiador Eduardo Bueno nos levou para uma viagem fantástica pelos rios do centro de São Paulo, no "triângulo mágico" das águas da capital, em uma deliciosa aula do canal Buenas Ideias. Voltamos com ele ao Vale do Anhangabaú 500 anos atrás. Se hoje o Anhangabaú está totalmente soterrado e canalizado, naquele tempo era um vale sagrado indígena densamente florestado. Só o pajé podia ir ao Anhangabaú, pois lá era a casa do "anhangá", o protetor da floresta, o espírito que defendia todos os bichos e era representado por um veado branco de olhos vermelhos. O Anhangabaú jogava suas águas no rio Piratininga (que a partir daquele ponto vira Tamanduateí). "Os dois principais rios de São Paulo eram os sagrados Anhangabaú e o Tamanduateí, que davam alimentos para a população local". Para chegar a esses rios a partir da Baixada Santista, os indígenas e, depois, os jesuítas subiam a grande muralha da Serra do Mar pela trilha dos Tupiniquins (depois pelo caminho do Padre Anchieta). Primeiro chegavam nas nascentes do Rio Pinheiros e subiam até a Paulista (o Caaguaçu - a cordilheira ou espigão central). De lá, desciam pelo que viria a ser a rua da Consolação e chegavam no "triângulo mágico". O Tietê só entra na história por volta de 1630, quando desperta atenção dos portugueses por ser o único rio que corre para oeste. Eis a versão fluvial dos #peabirus e as viagens dos bandeirantes pelo Tietê em uma marcha fluvial de 3654 km percorrida em 5 meses até Cuiabá em busca de ouro, conhecida como "monções". Mas essa parte da história ficou para um outro capítulo. Acompanhe o canal Buenas Ideias e toque o sininho do professor!
https://bit.ly/2ZPbY58
Saiba mais:
"Rios de São Paulo - Eduardo Bueno" - canal Buenas Ideias: https://youtu.be/PPFaCPLaml8
Buenas Ideias: http://bit.ly/buenasideias
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