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Meu corpo pode ser resistente e aguentar diversas dores, mas meu coração é só um pedaço de vidro estilhaçado. Sempre tentando conserta-lo, porém novamente se partindo em mais pedaços que antes. Fui feito para escrever sobre amores, não vivê-los.
Ytallo B.
“Você foi um balão de gás hélio nas minhas mãos e existem tantos tipos de balões.. Dos mais frágeis aos mais espessos, que não estouram com tanta facilidade. E cê era um desses, porém em algum momento essa hora ia chegar, a hora que você ia ficar em diversos fragmentos. E chegou. Você estourou, achei que havia perdido. Te busquei, ou melhor, você retornou. Fiz um remendo, porém.. Você explodiu em minhas mãos. Estilhaços pra todo lado. Não sabia por onde começar a recolhe-los, mas o que eu não lembrava é que um balão uma vez estourado, não pode ser reconstruído. Assim como um vidro estilhaçado. Como te disse aquela vez em julho, eu tinha começado meu ciclo de autodestruição. E completei. Fiz o buraco negro e suguei tudo de mais puro que você sentia por mim. Te abri uma ferida, onde cada vez mais eu a aprofundava. Jogava remédio e cutucava com uma agulha. Todo dia (e naquele não seria diferente) meu rosto era banhado no mesmo sentimento nostálgico de quando nos esbarramos em meio a um alvoroço e semanas depois foi a vez de nossas bocas. Mas agora são apenas lembranças. Teu beijo se foi e agora não poderei tê-lo novamente, assim como teu toque, teu cheiro. Eu precisava ter alimentado todo esse sentimento dia a dia, porém não foi o que fiz. Como algo tão gostoso, pode arrefecer cada vez mais a ponto de acabar? Como deixei isso acontecer? E foi-se. Meu balão verde e vermelho desvaneceu.”
- Ytallo B.
E de novo, me encontro completamente estilhaçado. Esperando quem sabe, você reconstruir-se para só assim dar início à minha regeneração.
Ytallo B.
É, você me feriu. Pela segunda vez tive uma cicatriz da mesma maneira da primeira. Te mantive livre em mim, fui mais sincero contigo que com qualquer pessoa, fui um escudo pra você. Mas escudos ficam na frente, e na sua que tomei uma rasteira. Eu queria, queria muito, queria de verdade acreditar que no fundo você era uma pessoa boa. Queria acreditar que sendo sincero, me abrindo pra você, iria me entender. Mas não, não foi assim. Você dilacerou minha ferida que já havia cicatrizado, me deixou indefeso. Confiança? Não trago essa palavra comigo, porém isso não era de agora. Sempre fui avisado, mas eu acreditei em você. Eu amo e ao mesmo tempo odeio o fato de gostar de você, e acabei me tornando indefeso. Agora eu sangro, mas não um sangramento bobo. Carrego comigo uma hemorragia, que aos poucos expele tudo de bom que eu tinha cultivado. Como acreditar em outras pessoas? Confiança não carrego mais em outras. Achei que era diamante, mas no fundo era só mais um pedaço de vidro estilhaçado. Já fiz indagações do tipo "quem ou o que eu sou para você?" entretanto hoje lhe trago essa: quem ou o que você quer ser pra mim? Mais uma decepção? Pois já me encontro na sua terceira. Me cure ou simplesmente me deixe, porque não serei brinquedo e alguém não será espinho.
Ytallo B.
Horas lutando contra a insônia e me pego pensando em você. Quem diria então, que um esbarrão durante o carnaval iria chegar à esse meio texto onde tento te eternizar. Você tem sido minha origem desde então. É o meu ponto de partida e ao mesmo tempo o de chegada, mas não se trata de uma corrida e sim de qual será minha viagem. Mais distante até do que Brasil - Portugal, porém ela me traz paz, além de todo seu carinho e aconchego, por isso sempre tenho minha ida e volta compradas nessa tua companhia. Cê sempre deixa como um pássaro numa gaiola aberta, onde ele quem decide se retorna aos seus cuidados ou não. E eu venho, sempre venho. Ariana, quente, intensidade. Não só teu signo solar, mas você também é puro fogo. E foi essa tal chama que deu a força necessária para esse incêndio interno de paixão que tem me causado, do qual eu não quero que seja dissipado, mas sim amplificado. Verão, outono, inverno, primavera. Contigo passo pelas 4 estações, as vezes até no mesmo dia. Você é calor, mudança aconchego e renovação. Você é a coreografia interminável e aprazível da qual eu danço. A melodia doce e encantadora da qual não enjoo de escutar. É o livro que venho escrevendo e não quero terminar. A trilogia, saga, coletânea que não canso de assistir. O perdão tão almejado após um erro. A sensação fascinante dos 5 sentidos simultaneamente a qual viciei e não quero parar de sentir. É o beijo que faz o tempo em torno de mim desacelerar. Finalizo aqui essa dedicatória dizendo que você se tornou inúmeras metáforas, mas principalmente está se tornando minha certeza.
Arianja.
Nunca fui de escrever, porém, esses dias, senti uma necessidade de expressar, em palavras, sentimentos guardados em mim. E esse é o assunto dessa pequena passagem mental transmitida para um pequeno texto no qual talvez esteja perdendo tempo ou simplesmente se distraindo enquanto lê: eu. Quem seria? Ou, melhor, o que sou ou posso ser? Um menino no corpo de um homem? No caso, estaria mais para um homem no corpo de um menino. Mas, enfim. Eu posso ser um colega de festas, no qual nos esbarramos, dançamos, podemos até zoar, quem sabe nos beijar, dançar, inteirar alguma grana para beber, mas que não irá passar disso, afinal, somos colegas ainda, não?! Posso ser um amigo. Alguém que vai te tirar sorrisos bobos, gargalhadas de doer a barriga, possivelmente com um esforcinho lhe tirar da famosa "bad", adquira suas dores e fique ao seu lado, te convide para sair, "vamos em tal lugar?" e você talvez responda "vamos", te faça alguma visita surpresa ou só de última hora. Que você terá (a menos que não lembre de tirar) incontáveis fotos, desde engraçadas até fotos que possivelmente ganhariam alguns tantos likes e/ou comentários. Posso ir além disso até. Com um beijo inesperado ou esperado; combinado ou descombinado; tímido ou cheio de fogo. seja como for, apenas (ou não) um beijo. Você decide mais do que eu, até onde isso irá. Se após ele nos tornaremos colegas, passaremos disso pra amigos, ou se vamos extrapassar de amigos. Mas tem um porém.. A pergunta do segundo parágrafo desse texto talvez seja respondida com: uma bomba relógio. Te farei bem, talvez tão bem como nunca, ou apenas bem. Você vai passar por ótimos momentos, bons momentos, muitos momentos. Lembranças que você vai guardar por demasiados tempos supostamente e juntamente com fotos. Quem sabe vossa mercê goste, se apaixone ou ame à quem o texto é direcionado. Será que vai ser recíproco? Será que vamos continuar mesmo assim? Será que? Mas como está escrito, talvez seja uma bomba relógio, e com o tempo, ela exploda e acabe com tudo. Ou apenas com você. Seria um estalinho, uma bomba palito, ou uma catastrofe como nagasaki? Espero sempre ser apenas um estalinho ou no máximo palito, no qual você estoura na mão sem causar o mínimo de estragos e continua sorrindo. Decisão instável que pode estar em suas, ou nossas mãos. Essa passagem começou com a pergunta para mim mesmo, mas agora eu finalizo com uma para quem está lendo: quem ou o que eu sou para você?
Ytallo B.