Jules Bianchi: da Marussia para o time celeste
Formula 1: a beleza que envolve coragem, ousadia e talento. Consequentemente, envolve a morte.
No filme “Rush”, a introdução feita pelo personagem de Hunt, explana exatamente o que esse esporte encara no momento. É dito que “correr é algo que muitas pessoas nunca entenderão. Não é somente um esporte. É um estilo de vida. Uma vez que você entra, isso já faz parte do seu sangue”. A maior prova de paixão que cerca esse esporte são as fatalidades. Muitas pessoas nunca entenderão que correr é mais que completar inúmeras voltas, inúmeras vezes, em inúmeros circuitos. Muito menos, entenderão o porquê de os seres humanos arriscarem a própria vida para conseguirem tais feitos. A razão de tamanha bravura, pasmem, é a paixão. A paixão por velocidade. A paixão por desafios. A paixão que está no sangue. A paixão que faz com que o piloto dê o seu sangue. A paixão que mata.
Depois de 21 anos, a lista de acidentes fatais na F1, infelizmente, vê-se maior.
No grid, eram 24 pilotos. Poderia acontecer com Vettel. Com Raikkonen. Com Alonso. Assim como aconteceu com Senna. Com María de Villota. Poderia acontecer com qualquer um. Ocorre que, Deus resolveu escrever o nome de Jules Bianchi e o colocar em seu time. E quem sou eu para duvidar das escolhas de Deus? Na verdade, se Ele levou Bianchi, é porque Ele - mais do que nós - sabe o quanto a estrela desse menino brilhava; talvez brilhasse tanto, que a sua luz fosse demais para esse mundo. E Deus tinha o conhecimento de que nenhuma proposta e de que nenhum título mundial seria suficiente para refletir tamanho brilho. Mas o céu é. A eternidade, também.
Então Deus chamou Bianchi. Não foi preciso o intermédio de nenhum empresário. De nenhum contrato. De nenhuma cláusula especial. A única condição era amar. E Bianchi amou. Apaixonou-se pela F1. Levou esse amor no sangue. Ofereceu seu sangue. Morreu. Não completou as 53 voltas daquele fatídico Grande Prêmio do Japão. Cruzou a linha do paraíso. Hoje, brilha ao lado de Ayrton Senna, Gilles Villeneuve e 52 outras estrelas.
















