E foram alguns dias, algumas semanas me lamentando por todas coisas boas que havia nos ocorrido, e relembrando todos momentos juntos. Horas e mais horas me perguntando por que você não aparecia de vez em quando. Foi morrendo o sentimento bom e crescendo um sentimento que ansiava por mais atenção, curiosidade. A semente do fim foi germinando e brotando saudade, desculpas do "e se", tudo que havia sendo engolido foi vindo a tona, não pude resistir. Então quando achava que aquilo estava me consumindo, o tempo, os pensamentos, a a planta, quando achei que precisava re-florescer, não me dei por vencida. Depois de tantos dias, tardes e noites só pensando no acaso, coloquei todos, ou quase todos, eixos no lugar. Eu só estava com o orgulho ferido, quando acabou: o amor nem existia mais. Agora compreendo que foi bom, foi bom sim, durou quanto tempo fosse necessário para que eu pudesse ver que não era nossa "fita" que queria fazer laço a vida toda. Lembranças, puxa! Quantas memórias tenho de nós, que não devem ser esquecidas, mas tampouco atrapalhar nossa vida diária. Eu sei lá se você ainda pensa em mim, e talvez demore um tempo para me acostumar de que: não sou e quem sabe, nunca fui o centro das suas atenções. Vai levar um imaginável tempo até eu conseguir te enxergar através de todo cais que me fez, e desejar teu bem, só teu bem. O fim machuca, mas sara também. Não estou no mundo apenas para viver ao redor de uma mágoa, um ressentimento que ficou. Se foi bom? Que bom! Mas passa. Se passou uma vez, passa outra, e assim o mundo gira, e a gente se entrega outra vez, e somos curados outra vez. Se é pra dar certo, vai dar certo. E se der errado, vai virar lembrança outra vez...