Babo oceanos de desejos de ti na minha maré de libido
- Gabriel Fontes
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Babo oceanos de desejos de ti na minha maré de libido
- Gabriel Fontes
A FACE OCULTA DO MOVIMENTO HIPPIE
Ele não mudou; simplesmente, ele mostrou a face oculta, a verdade que muitos não enxergavam e ainda não enxergam, ou, pelo menos, optaram por não enxergar; preferem permanecer no engano. Mais do mesmo! De quem estou falando?! Vc sabe. . . . #monicacampello #faceoculta #verdade #amascaracaiu (em Fim Do Mundo) https://www.instagram.com/p/CG5LXa-n7WvxcCEyiOrkz92g-Y2LD56XN7iGkE0/?igshid=t7m3m8mq2d2
Cap. 9 – Apenas imaginação?
Eu continuo parado sem nada fazer. Hoje é uma quarta feira. Ela está muito estranha comigo. To frio, e estou com um pressentimento ruim. Nos últimos dias discutimos bastante. Ela me ignora, ela me despreza, ela não quer mais saber de mim. Eu tentei salvar nosso casamento, mas parece que não há modo. Eu não quero mais discutir, agora fico quieto para evitar problemas, consequentes brigas e mais ódio que ela tinha por mim que só aumentava. Já é meia noite, e agora me preparo para deitar. Um clima estranho e tenso envolve toda casa e situação. Ela que costumeiramente esse horário já está dormindo, hoje me olhava com um olhar sombrio, com sede alimentada por ódio no jeito, ficava me encarando, me matando mentalmente. O anônimo que ela tanto amava era tão covarde que precisa a amar em silencio, e eu sou tão covarde que não sei tomar a dianteira. Enfim, a situação continua tensa. Escuto o bater da porta principal da minha casa. Desço as escadas para verificar o que havia acontecido. Não foi nada ao meu parecer, mas não imaginara eu o que aconteceria dali pra frente. Pego no sono, e logo escuto suaves passos pela casa. Ela deita ao meu lado na cama. Sinto os lábios dela ao meu e um sussurro. Pareceu-me um sussurro de despedida. Ela sussurrou “Je T’aime”. Levantou da cama, fechou lentamente a porta do quarto. Às essas alturas, não sabia eu se ela já conhecera o anônimo. Dalí pra frente, ouvi novamente num devaneio louco a porta do quarto novamente se abrir, algo me tocar à face, me mudar de posição. Fui tomando sentido da situação aos poucos. Poderia ser apenas imaginação. Eu me perguntava isso. Abrindo lentamente os olhos a vi nos braços dele, o beijando. Fiquei parado tentando entender o que estava acontecendo. Não dava pra reconhecer a face dele, pois se encontrava envolta em um capuz preto que lhe cobria a cabeça, deixando à vista só o nariz e a boca, que me era muito familiar. Ela continuava a beijá-lo. Acordei finalmente. 3 horas da manhã. 27 de Abril. Data de aniversário de 11 anos de casamento, e me deparo com aquela cena. Quando tentei falar algo, eles dois olharam pra mim. Ela com lagrimas aos olhos, balançou a cabeça fazendo sinal positivo olhando pro tal anônimo da face oculta, um outro alguém que eu não imaginaria que aparecia. Ele tirou neste momento lentamente da sua cintura uma arma prata, com detalhes de ouro aos lados. Engatilhou-a. Eu não tinha escapatória. Ali poderia ser meu fim, ou meu outro começo. Engatilhando-a, deu o primeiro disparo na minha barriga, o segundo disparo ao peito, e caí eu morto à cama.
Cap. 8 – Profanidade irrealista.
Tudo muito surreal. Hoje é um domingo. É tarde, estou sentado, observando o mundo passar, as horas correrem, e as mais improváveis coisas acontecerem. Ela não está em casa. Ando vivendo uma profanidade irrealista que por quatro anos me desespera. Os problemas começaram com 6 anos de casado. Eu era administrador, e mal parava em casa. Com todos esses problemas acontecendo, raramente eu saio de casa. Amanhã fazemos 10 anos de casado e os envelopes continuam a chegar. Ela nada me conta, mas noto no olhar e no sorriso que existe mesmo alguém fazendo ela mais feliz. Eu nos últimos dois anos tentei muitas coisas para salvar nós dois. Pois é leitores. Até pra Disney fomos, mas nada adiantou. Fizemos viagens, demonstrei sentimentos, fiz surpresas, movi montanhas, enfrentei diversos montes Everests, subindo por várias vezes seguidas. Ela continua a se afastar. Eu continuo a chorar. Faz dois anos que choro sem parar. Não seria exagero dizer que chorei um rio inteiro de lagrimas. Profana irrealidade! Não aguento mais essa situação, ínsito por que a amo. Como vou ficar se um dia a perder? Não aguento imaginar. Só sei que se estou às beiras, se ela me deixar aí sim é que entrarei em depressão profunda. Não é exagero ou drama. Só sabe o que se sente quem está sentindo, o resto é mero julgamento imbecil de uma sociedade infrutífera em ações que demonstrem verdadeiro afeto. Continuo a viver. Não, me expressei errado. Não continuo a viver, continuo mesmo é a existir. Viver é uma palavra muito intensa pra minha alma perambulante na tristeza de dores trazida pelo tempo. Eu apenas existo, procurando onde foi parar um Eu, que eu já fui, e queria voltar a ser. Eu a amo, mas amo a ponto de vê-la feliz com quem a faça feliz, mas não suporto a ideia de pensar que essa pessoa não sou eu. Eu não suporto. Ontem finalmente o anônimo ligou para ela. Não queria fazer isso, mas cheguei a um certo ponto meio extremo. Usando um modificador de voz, eu pus-me a chorar quando escutei aquela conversa dos dois. O telefone aqui de casa está com um grampo eletrônico, para eu ter informações. Olha, por experiência própria. Se você ama uma pessoa, nunca a deixe, ofereça em toda sua vida, o que você sempre ofereceu na relação do namoro. Dê amor, carinho, atenção, seja prestativo, cooperativo, tenha espirito ajudador, tenha sempre entre vocês na relação no namoro uma relação de amizade entre vocês para poder saber o que se passa um com o outro, para que continue a proporcionar felicidade, cuidar do amor e fazê-lo crescer. Seja autentico, mostre personalidade, e junto com ela faça o seu amor à pena, tirando pleno proveito de casa segundo ao lado da pessoa amada.
Cap.7 – Realidade paralela
Não me acreditaria que estava vivendo a realidade paralela a uma ilusão que era coberta por doce, mas que mostrava no seu conteúdo o amargo sabor de que é deixar se levar por coisas fúteis, por sentimentos incertos, por certezas sem nexo com a realidade. Com lagrimas nos olhos na noite, continuava eu achando que era só um pesadelo, mas que iria logo acordar. Para minha decepção, não era só um pesadelo, eram eles tornando-se realidade. O que eu faço agora? Creio que não há como mudar essa realidade. A essa altura do jogo, eu estava quase desistindo de meu relacionamento com ela. Quando achei que tudo de ruim poderia ter acontecido, descobri mais envelopes, mais cartas anônimas, e o pior de tudo vem agora. Ela estava num relacionamento secreto, onde ela sonhava ilusão e tornava realidade incertezas de um anonimato expresso em forma de amor. Isso me deixou tão arrasado. Eu só queria poder mudar, já falei isso outras vezes, pode parecer clichê, mas não é. O que eu sempre sonhei estava ali descendo pela privada e eu, idiota, sem noção continuava sem reação diante de tudo que se passara em minha vida. Acho que está mais do que na hora de tomar uma atitude. Eu estou, estava sempre estive disposto a tudo, queria salvar nosso casamento e dar novamente aquela sensação de um eterno namoro que tinha no inicio. Realidade paralela me tira da ilusão dos sonhos que tudo ficaria bem de uma hora para outra. Agora sei que a face oculta de um outro alguém pode ser mais interessante do que a verdadeira face de um amor incondicional se houver espaços em que se deixa de cuidar, se importar, ter por interesse principal o bem estar da outra pessoa. Agora ela briga comigo, discutindo sobre a face oculta desse outro alguém, ela joga na minha cara o que eu fiz ao passar dos anos. Estou chorando. Triste. Desprezado. Talvez eu só esteja pagando meus erros. Mas as profanas palavras despejadas em mera ira jamais serão esquecidas por meu quebrado coração chorando lagrimas de amor numa realidade paralela. O principal problema é que em suas cartas em resposta, entregues não sei como, escritas sabe-se lá de que modo, e mandadas de um modo que ninguém sabe, expressava que ela tinha aberto o coração para ele, e que estava disposta a me abandonar para começar tudo novamente, mesmo que esse outro alguém tivesse uma face oculta, mesmo que esse outro alguém pudesse ser qualquer pessoa, um mendigo, um médico, um beberrão, ou até mesmo o finado Michael Jackson, ela estaria disposta a refazer sonhos e planos.
Cap. 6 – Um outro alguém.
Desde que comecei a relatar como tudo começou, fui descobrindo aos poucos que poderia ir além do que eu imaginava. Ela minha esposa e me amava, eu sentia isso, mas sentia também carências que não estavam sendo supridas em nosso relacionamento. Talvez fosse isso que o anino queria suprir. Mas espera né, ela é minha esposa, eu que tenho que cuidar dela. Mas como posso cuidar se eu não sei ao menos do que ela sente falta? Um outro alguém pareceu melhor do que eu e começou a conquistá-la aos poucos, mostrando que nosso relacionamento andava improdutivo. Nesse ponto reconheço que esse anônimo tinha razão. Eu, principalmente eu, estava muito desgastado de uma rotina que aos poucos, durante o passar dos anos foi ruindo, tornando-se fraca. Poxa, agora você deve entender porque eu fiz a afirmação que no inicio era tudo um “mar de rosas”. Eu estava saboreando quão doce poderia ser o amor, agora teria saborear quão amargo ele poderia ser se eu deixasse de cuidar. Igual a uma bela flor que para continuar a ser bela precisa de cuidados, aprendi da pior forma que um relacionamento também precisa. O outro alguém das cartas ainda me intriga. Ela me conhece há vários anos, como poderia ela se entregar a alguém que ela não sabe o nome, o sobrenome, o endereço, o telefone e etc? Isso me deixa tão triste porque eu realmente a amo. Amo como eu nunca havia amado ninguém, amo como eu jamais pensei que fosse capaz de imaginar, acho que meu defeito é não saber demonstrar que a amo. Ai! Não aguento pensar que nossa crise começa por causa de um envelope amarelo e estranho em anônimo mandado por alguém que continua a esconder sua face. Eu não sei o que fazer. Eu queria manter um diálogo com ela e descobrir informações desse maldito “outro alguém da face oculta”, mas era impossível, ela brigava e eu me entregava ao espirito de fúria e acabava explodindo também. Desse modo tudo que eu planejava pra descobrir faces do outro alguém ia por água abaixo. Eu ficava ainda mais frustrado! Então um belo dia, ironicamente o dia foi belo, enfim procurando mais uma vez nas coisas em casa, achei uns 10 envelopes, guardados na ultima gaveta ao fundo do guarda-roupa na parte de baixo, terceira prateleira, com coisas pessoas dela por cima. O que mais me chamou atenção e me arrancou lágrimas por dias foi um desabafo dela colocado junto a uma das cartas falando que ela estava sofrendo calada que queria tomar alguma ação mais que eu proibia ela disso. O que me colocou a chorar foi que ela disse que o outro alguém que sua face nunca havia mostrado a satisfazia.
Cap. 5 – Notas de um tolo
Decidi ir a fundo às investigações daquela misteriosa carta anônima. Não tive resultado nenhum até esse momento. Continuo desesperado em busca de respostas que não sei como encontrar. Aos sábados, quando minha esposa saia pra fazer compras, começava a remexer as coisas dela em busca de respostas. Eu não aceitava tudo que estava acontecendo. Dói imaginar que eu nunca fui quem ela sonhou, ou que eu falhei em dar o que ela sempre precisou em nossos 10 anos de relacionamento. Minha sensação é de fracasso. Mais um relacionamento que está indo abaixo, sem ter o que fazer, sem saber por onde começar a tomar providencia, sem saber como ter informações para tentar tomar alguma reação. Apenas notas de um tolo a linhas, desesperado, sem saber como se expressar. Na minha procura por informações, tentei ser sorrateiro, mas para minha tristeza, não consegui obter nada. Ela era fria, ela era parcial nos assuntos que eu tentava puxar, me cortando, dando indiretas irônicas. Tentava dominar as conversas, e eu sempre deixava, para saber até onde ela seria capaz de ir. Pra um relacionamento isso daqui está virando terceira guerra mundial. Está a cada dia mais difícil a convivência. Eu continuo me afundando em lagrimas de desespero. Um dia, observando tudo que eu já havia feito, resolvi voltar a procurar em lugares da casa coisas que pudessem me levar a descobrir alguma coisa. Achei outro envelope amarelo. De mesma aparência estranha, jogado ao canto próximo ao lixo. O Envelope tinha uma bela foto dela aos 23 anos, com uma inscrição logo abaixo numa carta, descrevendo tal beleza que ela mostrara, mostrando os sentimentos apaixonados; sentimentos esses que eu mesmo já havia demonstrado, e passado na primeira fase de “nós” que eu achava que seria um pra sempre. Pensei. Atentamente analisei cada parte da carta. O que mais me chamou atenção, quer dizer, o que continua me chamando atenção é que esse tal sujeito sem nome, sobrenome, endereço e telefone, que mostra uma face oculta em suas palavras sabe tanto sem nunca ter aparecido. Não consegui associar a ninguém que estivesse próximo de mim. Minha confusão mental só aumentava. Eu só queria que as notas desse tolo que agora vos escreve, tivesse algum tipo de resposta. Pra minha infelicidade só mesmo a incerteza me restava de dias e dias que se passariam e continuaria eu sendo um fracassado, sem poder nada mudar pra reverter esse caso. Continuo a me perguntar “O que eu fiz de errado pra acontecer essa bola de neve em minha vida?” Não dá!