hoje eu olhei pro céu em movimento com o ronco da minha z500 ecoando na alma. não era só o barulho da liberdade — era o som de um coração tentando se encontrar de novo.
essa nova fase tem gosto de vento no rosto, de gasolina que queima o passado, de caminhos que se abrem diante de mim. estou me amando mais a cada curva, redescobrindo minha força, e pela primeira vez em muito tempo, sentindo que posso ir pra qualquer lugar.
mas a verdade é que tem estrada que o motor não alcança. tem abraço que nem o tempo consegue substituir. sinto falta de compartilhar tudo isso com você, Anne.
as pequenas coisas que ninguém mais vê: teu sorriso despretensioso no fim do dia. os beijos que acalmavam até as tempestades dentro de mim. as massagens que eu fazia nas tuas costas e que me curavam também. os planos, as risadas, o “bora juntos” que a gente tanto falava.
talvez você já esteja em outra vibe, com outro alguém, outros sonhos. e eu? sigo acelerando. mas tem dias que, mesmo a 200 por hora, o peito aperta como se estivesse parado no tempo.
não escrevo isso pra você ver. escrevo porque preciso respirar. e às vezes, a gente só encontra ar quando solta o que pesa.
tô indo, tô crescendo, tô vivendo. mas tem pedaço seu que ainda vive aqui.















