“O meu Deus pode. Quando a rotina tornar-se pesada demais, quando o meu teto estiver encoberto por uma grande abóbada de obscuridade, quando eu olhar para o céu e enxergar apenas escuridão, Ele me dará a visão das estrelas. Os fragmentos de amor de cada pincelada na qual Ele formou as nuvens, entre elas ali estará os resquícios de esperança. Quando a seta da dor me perfurar, o meu Deus me tomará pela Tua mão e me mostrará que existe cura. Que a força do milagre ainda está firmada na rocha e que a chama da fé não foi apagada. O meu Deus pode. Ele pode transformar o meu deserto num manancial e transformar a minha terra árida num jardim repleto de flores. Em meio às guerras, quando o medo me consumir, quando o riacho se transformar em ondas violentas, quando o chão estiver rígido demais, o meu Deus trará a restituição dobrada, o amanso, o mar calmo, os ombros fortes. Quando as lágrimas forem muito densas, quando a vontade de viver se tornar escassa, o meu Deus irá trazer a paz que excede o entendimento e me dará o impulso necessário em direção à Promessa. Quando o caminho da volta por ventura se parecer melhor, Deus me mostrará os tesouros gloriosos do caminho da ida. Quando tudo ao meu redor for cinzas, quando a descrença se assentar, quando a subida for íngreme demais. Deus virá e não tardará. No meio da tribulação, ao redor das feridas e das súplicas, Deus vem. Ele vem, sim. Ele sempre virá.”
Texto redigido por: Sopro Cósmico, Igor Salles.
Texto recitado por: A voz da arte, Livia Gualberto.





















