"De acordo com Parish, na sociedade dos bonobos as fêmeas constroem fortes laços umas com as outras, mesmo que não tenham relação de parentescos. "Os machos podem ser amistosos. Eles fazem sexo uns com os outros. Mas não é nada parecido com a intensidade ou a extensão do que vemos nas fêmeas. Elas se sentam juntas, brincam de perseguir e lutar, limpam o pelo umas das outras, compartilham comida e fazem sexo." Os machos costumam ser fisicamente maiores, mas, por ficarem tão juntas, as fêmeas dos bonobos conseguem assumir o controle. Observando os bonobos do Zoológico de San Diego, ela descobriu que, do tempo que as fêmeas passam interagindo com outros bonobos, dois terços eram dedicados às fêmeas. Frans de Waal descreve as fêmeas dos bonobos como "presente ao movimento feminista". Quando tínhamos apenas os chimpanzés no modelo, parecia que o patriarcado tinha se consolidado em nossa herança evolutiva pelos últimos 5 ou 6 milhões de anos, porque são muitas as características que temos em comum com eles. O tipo de modelo 'homem, o caçador', tudo isso se baseava nos chimpanzés. Agora que temos um parente igualmente próximo que apresenta um padrão diferente, isso nos permite imaginar que é possível que, em nossa ancestralidade, as fêmeas pudessem criar laços mesmo sem relações de parentesco; que matriarcados podem existir." (Inferior é o Car*lh⌀ - Angela Saini)



















