(...) Então ela se levantou e tomou o caminho das estrelas. Tomou um suspiro demorado e deu o primeiro passo.
Quando chegou ao lago, pôs-se a sentar na grama. Cambaleou os passos e sentou no verde. Lograva a paisagem iriada, já com o Sol se pondo.
Estar lá fazia-na recordar de John. Passaram aquele janeiro inteiro naquele lugar.
Sentia falta das madrugadas mal dormidas, pregando seus olhos no papel e sua caneta. Sentia falta da troca de cartas.
Dissuadia de tudo. O que teria acontecido a John?
Se lembra de uma madrugada que passou sentada ao meio-fio, com o cheiro fresco da chuva, usava as roupas dele.
(...) Mas voltando ao lago... Bem, ela recordava e, a cada minuto, seus pensamentos iam mais longe.
Sentia uma amargura percorrer sua garganta e a pulsação de seu sangue ardia, calorosamente, pelas suas veias.
Estava farta, simplesmente.
Com todas as suas forças, arrancou o colar que John dera a ela e arremessou-o para o lago.
Fechou os olhos e respirou fundo.
Sentia-se mais leve e sua alma mais livre. Porém ainda teria uma longa jornada pela frente.