Wrong butt; +Werneck
Ahhh USP, ele sentia saudades e algumas vezes até se pegava suspirando – que nem uma kouhai pensando no senpai – com lembranças dos bons momentos que havia tido ali. Falando assim até parecia que Danilo estava anos sem passar perto da ex-faculdade, mas que a verdade seja dita, não tinha nem um semestre direito. Após trancar no inicio do ano, tivera que voltar ali por diversos motivos, inclusive para cancelar de vez a matrícula no meio do ano. Depois disso tivera que voltar mais algumas vezes por problemas que ele não entendia com as papeladas, assim como pra rever alguns dos amigos. Morava ali perto mesmo, não tinha problema nenhum.
Dessa vez ele estava indo pela Festa do Livro, que parecia bombar naquele ano. Comprava umas coisinhas daqui, uns livros a mais pra cá e quando viu, já estava com a mochila lotada e carregando umas duas sacolas na mão. Quando as coisas se tratavam de livros e estudo – principalmente agora estudando sozinho em casa – Dans ficava bem loucão.
Deu uma pausa nas compras e foi socializar com os velhos colegas que encontrava pelo meio do caminho, até que em um dos estandes ele avistou um deles escolhendo uns livros. Analisou a situação bem antes de fazer seus movimentos, pra fazer bom uso de suas skills e seu amigo não mandar uma esquiva intensa. Então não deu outra, o moleque meteu a mãozona na bunda de JP – ou se preferir, quem ele achava ser o tal do JP. – QUE BUNDÃO HEIN VÉI CÊ ANDOU MALHANDO? TÁ GOSTOSIN QUE ISSO! – Berrou no meio do negócio, bem típico seu ser escandaloso e sem noção quando era pra ser de boas, mas amigos entendem.
O foda é que, quando o Youtuber parou pra analisar melhor o cara que ele tinha apertado à bunda, percebeu bem tarde que não era o João Pedro que ele conhecia – ou nenhum João Pedro provavelmente. Caralho véi, ele só fazia merda mesmo, né não? Pois bem, com os olhos arregalados, a mão já bem longe do maluco e a cara de “puta merda”, ele parou pra pensar que “bem que ‘tava achando estranho o JP procurando uns livros de humanas...” – Véi! Desculpaimano eu não quis fazer por mal é que eu te confundi feio foi mal, desculpa sérião véi, foi mal mesmo! – Ele suava frio de nervosismo talvez até onde não era pra suar, sacudindo as mãos de uma forma bem cômica e falando tudo junto, atrapalhado e sem pontuação nenhuma. Até porque as regras de português nunca foram uma característica marcante em sua fala, nem mesmo na sua vida, ele era péssimo em linguagens de todo o tipo.













