Resolvi organizar minhas lembranças numa caixinha e em uma dessas, estava nossa lembrança, de como tudo começou tão rápido. Nos conhecíamos desde sempre mas nunca tivemos muito contato, não é? E você veio falar comigo tão do nada que devo confessar, me assustei com a aproximação. Tudo aconteceu tão rápido, você veio me ver, no dia seguinte aconteceu nosso primeiro beijo e no outro, um pedido de namoro que eu demorei um pouco a aceitar, mas nós dois sabíamos que eu toparia. Quando me dei conta, me vi caidinha por você, caidinha de amores, de ciúmes, de tudo. Nossa história foi e continua sendo a minha preferida de todas porquê é a mais bonita e mais verdadeira, aquela que contém, além de amor, companheirismo, amizade, desejo, tudo junto. E porra, Gabriel, o foda é que é você, entende? Você me confunde e bagunça tudo em mim e a tarefa de organizar essa bagunça fica pra mim, pra depois você voltar e fazer a mesma coisa, se você soubesse o ódio que me dá disso, tenho aquela vontade de te dar um tiro e me jogar na frente da bala por você. O que nós temos ninguém consegue explicar, muito menos eu. Porque ao mesmo tempo em que somos tudo, não somos nada, você consegue entender isso? Pois é. Nem eu. O fato é que meu coração vai estar sempre aberto pra você, mesmo que seja pra bagunçá-lo inteiro. Por mais que eu diga que não quero, você sabe que eu quero mais ainda. Por mais que eu diga que você é louco, a sua loucura parece com a minha. Queria dizer como nos conhecemos, mas acabei falando de tudo o que rolou e rola até hoje. Porque não é só isso. É teu jeito. Teu beijo. Teu corpo. Essa tua voz rouca que me arrepia até o último fio. É tudo. É meu coração que insiste em te amar.
Porra, Gabriel, você me bagunça. Kriptonize.

















