Te vi, revi. Te li, reli. Não acreditei quando me disseram que meus olhos estavam brilhando como estrelas em uma superfície castanha ao invés de azulada. Não acreditei que era amor. Não acreditei que era amor todas as vezes que eu sentia meu coração aos pedaços quando não podia vê-la. Não acreditei que eu, justamente eu, que nunca deu certo com ninguém, daria agora, justo com a garota que os meus olhos viraram a segunda casa de algumas das bilhares de estrelas que ficam no céu que não é tão azul como os olhos dela. Não acreditei que era amor todas as vezes que me dizia que me amava a cada dois segundos. Não acreditei que era amor quando me dava alguns tapas, ou me olhava com a cara feia. Não acreditei que era amor quando eu cometia grandes burradas e ela estava sempre pronta para superá-las. Não acreditei que era amor quando todas as outras não foram. Não acreditei que era amor todas as vezes que a gente brigava e sempre voltávamos a nos entender. Não acreditei que era amor quando comecei a reparar que eu sorria sempre quando a via. Não acreditei que era amor quando comecei a pensar que só o abraço dela poderia me curar. Não acreditei que era amor quando chorei de joelhos, pedindo para que Deus a ajudasse. Não acreditei que era amor quando tudo dizia que era. Não precisei acreditar tanto que seria amor, pois dessa vez, eu pude sentir que era.
O Garoto da Garota.













